Literatura para TEC V e Politicas Educacionais.
PARALELO DE LEITURA de o RECREIO: http://pt.scribd.com/doc/50020618/comeraprender
Comer e Aprender: uma história da alimentação escolar no Brasil...
O RECREIO
UMA PESQUISADORA ATUANDO COMO APOIO NA GESTÃO ESCOLAR NA POSSIBILIDADE
DE REFLETIR SOBRE A “FORMAÇÃO HUMANA” DE PROFESSORES.
Cora Corinta Macedo
de Oliveira
Resumo
A presente comunicação de pesquisa versará
sobre uma proposta empreendida em maio de 2012 pela autora – uma estudante de
graduação em licenciatura de pedagogia, mestre em educação e antropologia e,
possuidora de uma graduação em nutrição. O estagio informal que se assumiu como
uma pesquisa – indicou como eixo central a observação do tempo destinado ao
recreio em uma escola pública das series iniciais na cidade de Salvador, onde,
a partir do observado, se intenciona problematizar a categoria chave do empreendimento:
os espaços pedagógicos. Para tanto se identifica o lugar destinado ao recreio,
o refeitório, como um espaço pedagógico exterior à sala de aula e passível de
ser estudado para contribuir com o planejamento e gestão educacional da escola.
Buscou-se daí responder: Como a observação do espaço pedagógico do recreio,
poderá colaborar para a reflexão sobre a possibilidade do dialogo entre o
discurso de a condição de letrado de rua
da criança (e adolescente) no paralelo do discurso para o letramento oficial (discurso de autoridade do professor e da
comunidade escolar)? Para responder a tal questão ademais da observação e do
contato estabelecido com os escolares e também com toda a comunidade escolar, a
autora irá desfrutar da sua vivencia por um lado no estudo das condições do
discurso da merenda escolar elaborada desde o seu mestrado em educação; e por
outro da sua condição de docente na formação de pedagogos - sob o pressuposto
de que o professor das series iniciais de escolas públicas tende a manter uma relação
de discriminação com a criança “pobre”.
Palavras Chave: espaços pedagógicos; condição de letrado; faminto; gestão
escolar.
INTRODUÇÃO
A VINCULAÇÃO DA AUTORA COM O DISCURSO DE FOME NO BRASIL E A ELEIÇÃO DA
CATEGORIA DE ESPAÇOS PEDAGÓGICOS.
Ensaiando
uma preliminar descrição sobre uma proposta de atividade de pesquisa
etnográfica vinculada ao Departamento de Educação do Campus XV da Universidade
do Estado da Bahia a autora relata sobre a definição da categoria eleita como
central à investigação - espaço pedagógico posto em ordem da possibilidade de
compartilhar experiências vividas a partir da relação aluno/professor na sala
de aula; a sala de aula como sendo um lugar privilegiado nas relações
disciplinares na escola oficial (escola formal). Não obstante, tal categoria é
ampliada desde a experiência discursiva da autora para a presente proposta, como
sendo a dinâmica de todos os encontros cotidianos passiveis de acontecerem, em
particular, nos espaços exteriores a sala de aula das escolas, por exemplo, no
horário de merendar o qual o reconheceremos como - recreio.
O recreio ou o momento de merendar é definido pela pesquisadora como o
tempo etnográfico para a observação de expressões veiculadas em particular
entre os próprios escolares e não menos entre os pares: aluno professor aluno
funcionário, na comunidade escolar vivenciada. Vale ressaltar, que a eleição pelo
tempo do recreio e o particular do ato de merendar se relaciona com a formação
em nutrição da autora e seu desdobramento em estudos no Mestrado de Educação
1998, onde ela irá estudar a construção do discurso de fome no Brasil e a
vinculação desse discurso com a institucionalização do Programa de “Merenda Escolar”
entre nós; e daí problematizará a ideologia na reprodução da tese entre a
desnutrição e o rendimento escolar da criança na escola publica das series
iniciais. (OLIVEIRA, 2009)
A referida tese esteve hegemônica
nas décadas de 1970 e 1980 e sugeria que o fracasso escolar – a reprovação e a
evasão, da criança nos espaços públicos escolares, tinha como causa básica o
estado nutricional da criança - sua suposta desnutrição ou estado faminto.
Perseguindo tal ideologia ela se decidiu estudar as condições de produção do
discurso que legitimou a alimentação gratuita do escolar no Brasil. Identificou
que a institucionalização da “merenda escolar” descende dos anos de 1930 em
paralelo com a “descoberta da fome brasileira”. Ela irá identificar também que
o discurso de fome ao tentar afirmar a fome como uma categoria central para
explicar o subdesenvolvimento do país, termina por reduzir o Outro – o faminto
ao seu próprio estômago, inferiorizando.
A EXPERIÊNCIA DOCENTE NA FORMAÇÃO DE PEDAGOGOS JUNTO
A UNIVERSIDADE DO ESTADO DA BAHIA
A
autora enquanto professora do curso de graduação em pedagogia, e atuando também
na formação de professores leigos em pedagogia para as series iniciais ira
escutar de docentes a posição de ratificar a tese da desnutrição da criança
justificando por vez o “fracasso escolar”, sem ater-se a um posicionamento
reflexivo das questões colocadas na ordem do dia para o espaço escolar tanto em
suas condições físicas como das interações entre alunos e professores. Afirmar
uma relação entre a desnutrição da criança e o seu rendimento escolar nos
moldes como historicamente foi ideologizado, isto é negligenciando a imagem de
populações pobres negras e indígenas, no Brasil significará por suposto
filiar-se a uma posição entendida aqui como discriminatória ou no mínimo
preconceituosa para com o Outro – a aluno pobre (negro, índio - mestiço) da
escola fundamental pública na Bahia. (OLIVEIRA, 2009)
É
dizer: professores, em sua maioria, a exemplo daqueles que atuam na cidade de
Salvador na Bahia, - afirmam que nunca colocariam seus filhos na escola pública
ainda que fossem - aquelas escolas aonde trabalham como professores. Daí a
autora deste ensaio indaga: “Se, eu sou professora da escola publica do ensino
fundamental e meu filho nunca que irá estudar na escola que eu ensino” – Quem é
aquela criança que esta na condição de meu aluno? Em que, que eles seriam tão distintos das
crianças identificadas como “meus filhos” que estudam na escola particular? Seria
este um primeiro elemento a se considerar quando se toma a tese da relação
desnutrição x rendimento escolar como “bode expiatório” para justificar os
índices de repetência? Ou seja, o aluno que nunca será o “meu filho”, mas, no
entanto, está na condição de meu aluno é sempre um faminto, e como tal, incapaz
de acompanhar o dia a dia escolar? (OLIVEIRA,
2009:2)
As questões passíveis
de circunstanciar a elaboração deste texto cumprem o objetivo de dinamizar
possíveis reflexões que possam colaborar numa revista do nosso olhar à criança
pobre que está na nossa responsabilidade para cumprir uma iniciação na cultura
escolar para o ato de ler e de escrever. Sob tal pressuposto a pesquisadora iniciou sua observação no espaço
pedagógico do recreio – um espaço exterior a sala de aula, que no particular da
escola elegida, pela limitação dos espaços físicos, o recreio é tão somente o
deslocamento de crianças da sala de aula para o refeitório em grupos a partir
das series em cada sala de aula no horário de 09h40minh até as 11h00minh. Não
obstante seu movimento buscará dimensionar seu olhar para descrever o que são
as relações escolares no espaço pedagógico do recreio na escola pesquisada para
além do pressuposto acima indicado.
A observação do referido espaço está fundamentada para a descrição do
conceito inicialmente sugerido pela autora de: a condição de letrado de rua dos escolares. Uma condição por eles
conquistada quando estão fora do espaço da sala de aula. Objetivando daí
questionar: Como a observação do espaço pedagógico do recreio, destinado
por suposto ao merendar, poderá colaborar para problematizar a possibilidade do
dialogo entre o discurso da condição de letrado da rua em criança e o discurso
para o letramento oficial em comunidades escolares públicas para as series
iniciais?
Afirmaríamos que uma preocupação importante hoje é o como garantir o
letramento na cultura da leitura da palavra escrita no mundo ocidental às
crianças pobres que tem acesso “garantido” na rede municipal. Com isso, esperamos colaborar
para uma reflexão do como alcançar o interesse de crianças para o seu
disciplinamento no letramento oficial.
DA CATEGORIA DE ESPAÇOS PEDAGÓGICOS À PROBLEMATIZAÇÃO DO CONCEITO DE A CONDIÇÃO DE LETRADO DE RUA
Entendendo que o conceito de condição
de letrado de rua pelas crianças que habitam as escolas públicas das series
iniciais baianas, signifique a maturidade e a perspicácia empreendida em
experiências com espaços públicos, prioritariamente – com a rua, se constitui
por suposto, paradoxal ao confronto com a “autoridade” docente. Ou seja,
seguimos pedagogicamente em aberto buscando responder ao: Como lidar numa
relação dialógica no cotidiano disciplinar escolar com a condição de letrado de
rua da criança sem comprometer a autoridade de professor, de gestor dos espaços
escolares (pedagógicos)?
Ainda se pode afirmar que a despeito das tentativas políticas: 1) de
programas de formação continuada e qualificação docente; 2) de alguns casos em
algumas cidades baianas, se reduzirem o número de alunos por sala de aula e
professor; 3) de em particularíssimas circunstancias governamentais se garantir
salários dignos aos docentes de escolas municipais; e, 4) até das constantes
revistas aos programas curriculares e normativos para as series iniciais - que
o trato com o escolar que está alheio em seu espaço privado, (espaço domestico)
de o contato disciplinar exigido pela cultura da escrita e da leitura, continua
um desafio a ordem dos espaços pedagógicos; impassível a possibilidade de
dialogo que garanta com equidade a apreensão do letramento “oficial” pelo
referido escolar. (RIBEIRO, 1991)
A questão do como alcançar as dissonantes alteridades callejeras[1]
de crianças pobres alijadas do conceito do letramento oficial se constitui, por
suposto, num sentimento de angustia entre os profissionais da pedagogia no
geral, na medida em que parece intransponível lidar com elas nos espaços
pedagógicos.
O reconhecimento da condição de
letrado de rua, da autonomia dos escolares no paralelo da posição de
distanciamento com qualquer tipo de preconceito e de discriminação que esta
condição poderá ocupar na relação de autoridade do professor e da autoridade de
toda a comunidade que gesta as atividades e responsabilidades com os escolares
- é um princípio para o fortalecimento do diálogo e de atitudes humanizantes nos espaços pedagógicos da
escola. E colaborar para o esclarecimento do sentido e significado desta
condição para a comunidade escolar, parte do entendimento de que somente irá
fortalecer os laços pedagógicos de socialização e de sociabilidade para uma
relação dialógica. É dizer de um olhar horizontalizado entre pares, dissimulado
para os efeitos disciplinares competitivos que as relações pedagógicas
escolares tendem a se pronunciar. Da
disciplina pela disciplina e somente tencionando hostilidade entre os pares.
Para dar conta de tal intenção, inicialmente identificaremos a conceito
de condição de letrado de rua
adotado pela autora desta proposta para identificar a maturidade cognitiva de
crianças escolares em suas convivências com espaços públicos não escolares, em
particular, com a rua, se identifica como uma referencia desdobrada na
proposição freireana no Ato de ler (1988) - “Leitura do mundo” desde o conceito
utilizado em sua proposta para a alfabetização de adultos. Por sua vez, identificar agora o conceito de
“leitura do mundo” como sinônimo revisto de condição de letrado de rua retratando daí a criança nas series
iniciais é se permitir tolerar a avalanche de sentimentos que pulsam na
dinâmica infantil e juvenil vivenciados nesta condição como, por exemplo, o
sentimento de astucia, de esperteza, de sagacidade, e, principalmente de um
empreendido desprendimento que o espaço da rua lhes outorga.
Com um sentido dicotômico ao conceito da condição de letrado de rua indicamos
o conceito de letramento oficial
identificado inicialmente a partir de Magda Soares (2003) e irá tratar da
iniciação da criança na cultura da escrita e /ou na leitura da palavra escrita,
na escola oficial. Como dotar de sentido a atividade de leitura e de escrita
para as crianças das series iniciais de escolas públicas?
Indicamos para problematizar
o letramento oficial o contexto de reprodução do discurso científico e sua
hegemonia nos fazeres educacionais em espaços pedagógicos. Imaginemo-nos daí,
por exemplo, atuando como docentes da series iniciais lidando com comunidades
tradicionais, por exemplo, as comunidades indígenas e tendo que ressaltar para
os alunos tão somente a forma de produzir conhecimento sobre biologia a partir
da perspectiva científica? Não
estaríamos sendo autoritários e negligenciando o dialogo com outras formas de
produzir conhecimento? Tais reflexões nos foram possíveis a partir da abordagem
da pesquisadora bióloga CUNHA (2001-2002). E consta em trabalho anteriormente
publicado quando nos inquietamos com o conceito de ciência defendido para a
temática de pedagogia. (OLIVEIRA, 2011).
Neste contexto uma questão importante é termos em conta se a pratica
de pesquisa cientifica enquanto uma sofisticação posta para o estudante
acadêmico poderá estar sendo iniciada no ensino fundamental? O que seria
praticar ciência com as crianças? Desde logo vale ressaltar que ciências para o ensino
fundamental, estão postas como o nome de um dos livros utilizado pelo professor
(docente) – o livro de ciências.
– Você abre o livro de ciências
e em seu interior está o conteúdo de biologia... Ainda para o destino da sua
conceituação se indagaria: sociologia é ciência? Como poderia estar contemplada
as ciências sociais no ensino fundamental? Isto sem contar com as demais
abordagens possíveis no ensino fundamental, por exemplo, a área da língua
portuguesa que trata de gramática: é ciência?
Longe de discutir aqui a hegemonia da produção do conhecimento
científico; o que nos parece pertinente seria afirmar as perspectivas várias possíveis
à prática pedagógica e também ao que hoje se identifica como uma “masculinização
do currículo”. (SILVA, 2004) Isto como uma aplicação do discurso pedagógico
vinculado ao rigor científico disciplinar dos conteúdos. É dizer a gramática
pela gramática, a matemática pela matemática, a geografia pela geografia,
descontextualizado do brincar, da prosa e da poesia, bem como da realidade
cotidiana das crianças e da sua condição de “doutor” na condição de letrado de
rua. A intenção é esclarecer como letrar crianças na disciplina escolar oficial
identificando nelas a condição de letrado de rua? Os professores da escola
pesquisada estariam atentos ou identificando tais possibilidades?.
Tanto o conceito de a condição de letrado de rua e do letramento oficial está posto aqui para refletirmos a categoria de
espaços pedagógicos na escola; todos os lugares - da sala de aula e fora dela
onde possam se efetivar as dinâmicas de ensino aprendizagem, do
compartilhamento de vivencias, como sinônimos de relações dialógicas, (este
também, como um conceito inicialmente referido a partir de FREIRE 1987). Como estabelecer metas pedagógicas a partir
da observação do recreio onde se supõe um momento de lazer e desprendimento da
burocracia da sala de aula?
Se, já há muito, não sustentamos uma autoridade pedagógica escolar que
tinha no professor a forma privilegiada de garantir a transmissão de
informações e conhecimentos na utopia de uma garantia de ascensão social
indagamos: se "A função da escola é ensinar às crianças como o mundo é, e
não instruí-las na arte de viver" (ARENDT, escrito em 1957 e referido como
2005), o que saberia hoje o professor ensinar sobre o mundo das crianças desde
pertença delas a uma condição de letrado
de rua?
Indicar a referência teórica de
Hannah Arendt nos reporta a discussão sinalizada pelo educador português
Antônio Nóvoa quando se propõe superar as ideologias educacionais hegemônicas
na abordagem da pratica pedagógica na formação de professores entendendo que há
um “...excesso da retórica politica e dos mass
mídia à pobreza das políticas educativas” ; e também “Do excesso do
discurso científico educacional a pobreza das praticas pedagógicas”. (NÓVOA,
1999)
PRINCÍPIOS PARA EFETIVAR A OBSERVAÇÃO E O CONTATO COM O ESPAÇO
PEDAGÓGICO DO MERENDAR NA ESCOLA PÚBLICA DAS SERIES INICIAIS
Por enquanto estas foram as indicações de referencias teóricas
metodológicas indicadas no item anterior que se deseja compartilhar ao longo da
pesquisa proposta que iniciamos a partir de uma pesquisa etnográfica (JORDÃO
2004; PEIRANO, 1995) proposta como a possibilidade de praticarmos a observação
de um espaço pedagógico numa escola das series inicias – o recreio. A
observação no refeitório e no período de tempo de 9h40 a 11h da manhã a
pesquisadora observará os escolares e buscará estabelecer o contato
particularmente com eles, em visitas de um turno da manhã e uma vez por semana
durante um período mínimo de um ano, iniciada em maio de 2012.
Na sua atuação como pesquisadora ela descreverá as suas visitas a
partir da coleta de dados. Sobre a coleta de dados ela descreve que numa destas
observações ela estaria lendo um jornal que um escolar o pediu emprestado, pois
a professora o havia solicitado. Com o jornal na mão a pesquisadora rendeu
conversa com o escolar e lhe disse que o entregaria se ele lesse um par de
palavras. Ele tentou aqui e ali e não saiu nada do alvoroço dele em levar o
jornal. Ela insistiu sobre a parte do jornal que ele se interessaria, e para
surpresa, ele prontamente respondeu: eu quero saber sobre a cotação do dólar. E para surpresa da pesquisadora
ele atendeu ao seu pedido de escrever a palavra dólar.
Em outra visita, ao largo de um encontro com um par deles entre
meninos e meninas a pesquisadora escutou um menino referir-se para uma menina
da seguinte forma: “Ela dá santo; ela tá dando santo...” A menina indicada por
ele, naquele momento estava com o cabelo engadanhado e tentou somente “agredir”
em tapas de desfeita o menino. Nisto a pesquisadora se aproximou do grupo e
disse: “Diga pra ele que você dá sim santo sim, mas não é para ele” – “Dou santo
sim e não é pro senhor não”. “Não tem nada aqui para o senhor”! e saiu dali
dando risadas... Se fez entre os presentes um breve silencio e não somente as
crianças supostamente escutaram o dito, mas também os funcionários que atendem
na distribuição da merenda. Possa que em nada tenha a ver, mas nas visitas
subsequentes a menina se levava com o cabelo ajeitado e até com uma tiara. E de
mansinho se deu de pose para ser fotografada. Valendo daqui questionar: como os
gestores estão identificando as atuais tensões religiosas entre os escolares? Procederia
a observação de expressões vividas entre eles neste sentido?
Desde aí também a pesquisa poderá ser identificada como uma pesquisa
participante (BRANDÃO 1985, 1986) no sentido de que a pesquisadora objetiva partilhar
a autoria da pesquisa com os docentes da referida escolar e também colaborar
apresentando sugestões e ou refletido sobre as questões identificadas em sua
convivência no referido espaço pedagógico para a afirmação de relações
dialógicas. Ou seja, a pesquisadora se
propõe atuar como apoio escolar tentando contribuir com a reflexão das relações
vivenciadas nos espaços pedagógicos da escola.
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