
Aula Autografada
Das imagens para leituras.
segunda-feira, 31 de julho de 2017
Santiago: um Caminho a ermo...

quarta-feira, 19 de julho de 2017
segunda-feira, 27 de março de 2017
A Hora da Estrela; CAROLINA DE JESUS
Atribuindo ume relação de leitura com Clarice Lispector partimos para retomar a s etnografias produzidas pela escritora brasileira : Carolina de Jesus. A atividade designada para os estudantes que compõem o curso neste semestre 2007.1 está para a construção de um blog que contemple como pano de fundo a realização de um seminário virtual. Nisto a sugestão do titulo para o blog criada com a equipe (grupo de estudantes que compõe o curso no referido semestre) foi : http://ahoradaestrela:carolinadejesus.blogspot.com . Nos instigando desde ai a questionar: A personagem Macabea de Clarice se sugere em Bitita? Estaremos aguardando a resenha desde a leitura dos dois clássicos em Carolina de Jesus: O Diário de Bitita e Quarto de Despejo. Macabea sem dúvidas é uma personagem emblemática de Clarice e nos leva a questionar sobre a mulher nordestina que traz na ambição o movimento de migrar-se para metrópoles brasileiras ou quiçá para cidades estrangeiras (para além de terras brasileiras). Ressalva feita pelo suposto que UM se pode estar estrangeiro tanto em cidades pequenas de características rurais como em metrópoles. Carolina de Jesus já esteve estrangeira desde a sua cidade natal quando sua condição africana lhe impunha uma não cidadania. Uma vez na emergente metrópole paulistana ocupa o Quarto de Despejo e seguimos na curiosidade de lê-lo.
Por Cora Corinta Macedo de Oliveira
Por Cora Corinta Macedo de Oliveira
segunda-feira, 23 de janeiro de 2017
O "Movimento Negro" e o Movimento Feminista" apresentando o desfecho da condição de escritora de Carolina de Jesus
Os dois importantes movimentos estão postos aqui entre aspas pois se trata da resenha de representantes destes dois movimentos na sala de aula aonde discutíamos a presença entre nós da escritora Carolina de Jesus. Tanto para um como para o outro há por certo uma vitimização pela vitimização da condição de mulher, negra, pobre...
quinta-feira, 12 de janeiro de 2017
O inusitado Diario de Bitita
Diria uma pena que a escritora Carolina de Jesus então Bitita, por suposto, não gostasse de estudar - isto é da relação com a escola em si, sua dinâmica de escolarização e mesmo para quem faz a opção pelo autodidatismo o ato de estudar é um exercício para que deseja prosperar na arte de escrever. na literatura de fins artístico. O que seguramente seguramente exige disciplina intelectual, introspecção cognitiva de formas a refletir sobre o que se ler para alem do significado de entretenimento que a leitura do texto impresso possa conferir aos amantes da leitura. Afirmaria que ela regalou-se na soberba do seu diferencial social como amante da leitura e encontrou nesta atitude uma redenção ao seu sofrimento de ser negra no Brasil. E de principalmente reconhecer-se como negra e com lucidez desde ainda criança perceber a discriminação e os maus tratos aos quais os povos negros estavam então sendo submetidos no Brasil. A exemplo da escolarização formal: "No ano de 1925, as escolas admitiam as alunas negras. Mas, quando as lunas negras voltavam das escolas, estavam chorando. Dizendo que não queriam voltar à escola porque os brancos falavam que os negros eram fedidos." (Diário de Bitita 1986-39). Falta na sua escritura um amadurecimento a partir de outras leituras passiveis de existirem no tempo dela e pudesse dizer sobre ela para além dela mesma e da sua vivencia. Possivelmente poderia aprofundar uma constituída tendencia presente nela da produção de uma escritura etnográfica em tons literário e por certo de caráter etnográfico à moda do renomado antropólogo brasileiro Gilberto Freire, por ela, salvo engano nunca citado. Não obstante ela cita Josué de Castro, o qual apresenta uma literatura mediada e de pouca qualidade literária fazendo dai uma oposição a escritura etnográfica freireana. Isto resenhado aqui após a leitura do último livro: "O diário de Bitita". Lembrando que este foi o segundo livro que li da referida autora. O primeiro foi A casa de Alvenaria. Esse parece mais uns manuscritos malditos que não disse para que veio e somente escancarou seu estado supostamente "anómico". Um livro de difícil leitura e se fosse a obrigação de estuda-lo por certo desistiria do intento...
O Diário de Bitita por sua vez, repetindo- seu ultimo livro, trouxe para mim uma perspectiva distinta. Ademais da excelência na qualidade do relato etnográfico se nota um detalhamento na seleção dos dados a serem relatados para o acesso dos seus leitores. Valendo ressaltar ainda que gostar de ler é uma atividade recreativa em si. O estudar por sua vez tem caráter de obrigação, um labor para a ocupação do lugar, em particular, de intelectual. Neste sentido reafirmaria o caráter antropológico da literatura de Carolina de Jesus a qual se distancia daquela produzida pelo renomado escritor Machado de Assis. Assis demostra somente se domínio com a arte de escrever. Não obstante a escritura machadiana alberga dados etnográficos quando ainda na tendência a ficção ele descreve com minucias o caráter daqueles que residiam na Casa Grande, sem por certo perder de vista o tom de denunciar a condição do negro no Brasil. Machado de Assis também um autodidata se diferencia de Carolina de Jesus pelo rigoroso estudo do idioma português, seu disciplinamento para dominar as letras e as formas do dizer. A escritura de Carolina de Jesus é completamente emocional ( a de Machado nos emociona por nos transportar a realidades e contextos) nos faz ter uma relação com ela em si. Poderia dizer até que ela se vitimiza e comove-nos a partir daí. Embora seja a realidade dos povos negros ela chama para si a dor e as limitações e obvio que está impossível toma-lo como uma ficção. Não com isso dizer que a ficção não contenha em si a verdade e a realidade. Mas de como a realidade Bitita é apresentada ao leitor escapa da possibilidade de uma nuance artística literária. Neste caso vale questionar: a que se deveu seu primeiro livro - Quarto de Despejo figurar como um best seller?
Retomando o Diário de Bitita, o que se qualifica aqui como uma etnografia em tons pós modernos, é inegável a necessidade dela de denunciar desde a sua própria carne a condição de povos negros no Brasil. O protagonismo da saga é dela e como tal afora a importância dos acontecimentos narrados parece não existir outras performances vivenciadas pelos povos negros ademais do sofrimento a que estavam submetidos. Afinal quais movimentos artísticos estariam demarcando a presença de negros no Brasil no inicio do século 20?
Atualizado em 23/01/2017 por Cora Corinta Macedo de Oliveira
Retomando o Diário de Bitita, o que se qualifica aqui como uma etnografia em tons pós modernos, é inegável a necessidade dela de denunciar desde a sua própria carne a condição de povos negros no Brasil. O protagonismo da saga é dela e como tal afora a importância dos acontecimentos narrados parece não existir outras performances vivenciadas pelos povos negros ademais do sofrimento a que estavam submetidos. Afinal quais movimentos artísticos estariam demarcando a presença de negros no Brasil no inicio do século 20?
Atualizado em 23/01/2017 por Cora Corinta Macedo de Oliveira
sábado, 29 de outubro de 2016
Ambição e sabotamento em Bitita
Na continuidade do estudo sobre a escritora Carolina de Jesus, a intenção aqui é reafirmar sua condição humana. Para tanto esta posto um titulo ainda provisório de Ambição e sabotamento em Bitita - nome adjetivado da autora. Nos últimos quatro anos a presença midiática da "catadora de lixo" que "virou" escritora chamou-me à imaginação. Sim, pois nenhum outro movimento fiz para lê-la literalmente em sua coletânea de livros supostamente de caráter autobiográfico, dos quais o que tem merecido referencia e destaque é: Quarto de despejo. Não obstante, percebo na retomada midiática da sua presença literária no cenário brasileiro e internacional um tom para reduzi-la a sua condição trabalhista sem demarcar ou enfatizar a sua contribuição literária. E dizer, folclorizando-a. Como se não houvesse em si o movimento de lê-la, mas de vangloria-la como mártir ou como uma heroína na enfase das suas características físicas e sociais: negra, mulher, pobre e favelada. Nisto uma questão tem se impondo para mim: o que é a obra da referida autora? A que se deve sua condição de clássico desde seu livro Quarto de despejo entre os povos estadosunidenses? E, seguindo ainda sem lê-lo enfatizaria a veiculação midiática (e aqui dos estudantes que a estão lendo para apresenta-la em seminários) da imagem da pessoa da escritora sob um tom lamurioso e de consternação: "morreu pobre e no anonimato"; "morreu abandonada e sem reconhecimento"... Impondo-lhe uma condição de vitima, de coitada. Tirando-lhe por suposto uma condição humana conturbada e intrigada desde a sua fenomenal lucidez. Possuidora de uma lucidez estonteante se coloca cega frente as suas limitações intelectuais e aos seus sentimentos, em particular o da ambição. Afirmaria ser ela antes de tudo uma pessoa ambiciosa. Um sentimento que parece dar vez a sua principal diferenciação com os daqueles a quem ela dividia a convivência na favela do Canide. Alheia a si mesma ela se desnuda e se expõe sem nenhum pudor e sem tomar em conta a aritmética estética dos interesses e considerações daqueles que a festejavam. Um sabotar-se.
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