Conteúdo Programatico em 18 de Setembro de 2012.
A leitura da "questão" - Cultura Afro Brasileira na Escola Básica
Por onde caminhar?
Quais encontros e/ou reencontros tematizar...
O "DIREITO" como Abordagem: Da obrigatoriedade e Da necessidade!
Em março 2013
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A primeira viagem de Cora Macedo para África isto em 1998 estava longe de se constituir uma viagem de neg-ócios acadêmicos. Tipo: realizar uma pesquisa sobre como vivem ali; ou, o que comem e como; e mesmo do testar ou comprovar alguma verdade sobre o comportamento de africanos. Hoje é claro passado por outras vivencias de lugares que lhe remeteu a sua condição de afro descendente religiosa ela está segura em afirmar se tratar de uma peça ancestral. Melhor dito - lhe pregaram uma peça. Ela viajou movida por um sentimento de pertença à sua condição afro, instigada em particular pela sua avó materna Cotinha de Abreu, que lhe inspirava num sentimento ressentido para com os seus irãos africanos. Se ela sempre se soube afirmada em tons africanos, tanto em aspectos físicos como metafísicos de sua afinidade especialmente com o SAMBA tal viés não se efetivava na relação com a palavra falada e SIM por uma constituição silenciosa. Nunca precisou afirmar o que sempre se sentiu SER, mestiça afirmada em negro e indio. E assim ela, uma vez se relacionando afetivamente com um africano organizou com ele uma viagem a este continente... no mais puro desejo de desfrutar do ócio (como sinonimo de introspeção). De passear diletante sua condição silenciosa herdada de mater. De vivenciar a arte pela arte de fotografar . A fotografia fazendo parte do seu silencio onde tem no olhar a ação devassa. A ação de indagar o que por certo não se evidenciava a olhos nus. O fotografar como o mais radical dos silêncios...
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Desde aqui então vale dizer que no geral, e neste geral estava Cora, a ignorância de nós brasileiros sobre África sempre nos levou até insinuar sua redução a um país. E nisto esclarecemos tratar-se-ia de uma viagem ao Benin. E dele somente tínhamos notícias das fotografias de Pierre Verger. E, do mais recente e pessoal da viagem de Cora ao Benin naquela data, os estudos empreendidos pelo seu anfitrião beninês. Seu anfitrião estudava os candomblés de origem beninesa na Bahia, daqueles que herdaram a tradição desde o idioma FON; ele gravava os cânticos praticados nos candomblés jejes e uma vez no Benin apresentava as gravações aos benineses que falantes da língua sabiam decifrar e reproduzir sem dificuldades as letras dos cânticos. No paralelo dos estudos do seu anfitrião e no que estava inusitado para ele o viver no Brasil, se não nos equivocamos coisa de no máximo um ano, lhe saltavam aos olhos algumas propriedades vivenciadas entre nós baianos. Uma delas, por suposto aquela que a ele mais instigava: a declarada condição homossexual masculina entre os baianos. E não menos nos espaços religiosos do candomblé jeje onde se enunciava para ele o berço dos homossexuais. Em nada aquela controvérsia interessava a Cora e ela seguia escutando-lhe e fazendo "ouvido de mercador", nunca lhe houvera render conversa. Pelo menos até aqui...
Como tal chegaram eles ao Benin.
De passagem num avião São Paulo/Costa do Marfim/Benin cuja presença majoritária até a Costa do Marfim era de libaneses, somente ela reinava de brasileira. Seu anfitrião vestido a caráter desde sua ascendência real demarcava sua condição de talvez um estadista africano. Suficiente para impedir que Cora não fosse submetida a um exame de raios-X estomacal em serviço de saúde na passagem na cidade de capital da Costa do Marfim, onde todos os africanos inclusive ele estavam sob a suspeita do trafico de drogas. Já ali em Costa do Marfim onde pode desfilar em carro oficial da policia pelas ruas da cidade do aeroporto até um centro de saúde pode sentir o adjetivado para África Negra.
Somente negros!.
Sobre isto seu anfitrião já lhe havia sinalizado. "Cora ali você não vai identificar mestiçagem..." É um horizonte de negritude. E tanto que ali, entre os benineses e longe de uma condição turística em si; uma vez inserida na família do anfitrião - a vizinhança de crianças e quase a totalidade de adultos no oportuno da convivência de um mês tratavam-na de identifica-la por "branca".
Branca!!!
Acirrava-se nela uma condição ensimesmada de viajante que de tanto lhe afrontar a soberba do estranhamento permitia em seu humor a invasão impiedosa do sentimento de calundu. Uma condição infantilizada pautada numa introspecção indigesta. Alimentada pela impossibilidade de falar o idioma francês em tom beninês que ao final os idiomas que ali professavam eram o ioruba e o fon. E pincelada na tensão afetiva que ao final foi se desenhando no convívio paisagístico com o seu anfitrião ela era somente introspecção na geografia beninesa.
De passagem num avião São Paulo/Costa do Marfim/Benin cuja presença majoritária até a Costa do Marfim era de libaneses, somente ela reinava de brasileira. Seu anfitrião vestido a caráter desde sua ascendência real demarcava sua condição de talvez um estadista africano. Suficiente para impedir que Cora não fosse submetida a um exame de raios-X estomacal em serviço de saúde na passagem na cidade de capital da Costa do Marfim, onde todos os africanos inclusive ele estavam sob a suspeita do trafico de drogas. Já ali em Costa do Marfim onde pode desfilar em carro oficial da policia pelas ruas da cidade do aeroporto até um centro de saúde pode sentir o adjetivado para África Negra.
Somente negros!.
Sobre isto seu anfitrião já lhe havia sinalizado. "Cora ali você não vai identificar mestiçagem..." É um horizonte de negritude. E tanto que ali, entre os benineses e longe de uma condição turística em si; uma vez inserida na família do anfitrião - a vizinhança de crianças e quase a totalidade de adultos no oportuno da convivência de um mês tratavam-na de identifica-la por "branca".
Branca!!!
Acirrava-se nela uma condição ensimesmada de viajante que de tanto lhe afrontar a soberba do estranhamento permitia em seu humor a invasão impiedosa do sentimento de calundu. Uma condição infantilizada pautada numa introspecção indigesta. Alimentada pela impossibilidade de falar o idioma francês em tom beninês que ao final os idiomas que ali professavam eram o ioruba e o fon. E pincelada na tensão afetiva que ao final foi se desenhando no convívio paisagístico com o seu anfitrião ela era somente introspecção na geografia beninesa.
Cotonou era a cidade natal dele e ali sentaram residência no convívio com seus ascendentes maternos, mãe, avó; também um irmão e com ele um agregado. Outros parentes viviam em outros espaços alheios a casa principal. De Cotonou viajaram a capital administrativa do país – Porto Novo. E dos deslocamentos a outras cidades destacaríamos a cidade de Uidah. A visita a esta cidade foi breve – um passeio de um dia - manhã e tarde, e se não se equivoca na hierarquia dos períodos de viagens no Benin, a viagem para Uidah já foi próximo aos últimos 5 dias para o retorno ao Brasil. A permanência em Uidah embora breve não deixou de ser emocionante e trepida. Ali estavam os supostos seres benineses socialmente vencidos e de quando deportados para o Brasil no comercio de escravos, alguns deles retornaram para o Benin ocupando o espaço que hoje forma a cidade de Uidah.
Salvo engano seu anfitrião se distanciava daquela condição e nutria como que uma picardia ao olhar aquela gente como que naturalizando o feito passado. Nisto seu humor desde a condição do riso fácil estava sempre presente e tratou de contar-lhe a história de um rei que ao empossar-se como tal e insatisfeito com o tráfego dos seus compatriotas deportou para o Brasil a mãe do rei que lhe houvera antecedido. Esta parece ser a ascendência histórica da religiosidade hoje existente no Maranhão onde ali se professa o Tambor de Minas.
Nisto foi a viagem a cidade de Ábome a que depois de Cotonou estiveram por um período não menos que de 5 dias. Na cidade de Abome acontecia a mais importante festa religiosa do país: o culto aos Vodus. Já antes dali ela observava que o comportamento físico entre os homens benineses era distinto daquele praticado no Brasil. Uma vez hospedada na casa da família do seu anfitrião Cora observará a proximidade física entre o irmão dele com outro que parecia assumir a posição de serviçal. Entre eles era permitido o toque de mãos e um tratamento que entre nós brasileiros somente existia no geral em espaços públicos entre os homossexuais. Ali em espaços públicos os homens se cumprimentavam como talvez entre se costumassem se cumprimentar as mulheres brasileiras, entre beijos e abraços sem se constituir necessariamente numa relação homossexual. Em seu ensimesmamento ela sequer tratou de atualizar com o seu anfitrião suas percepções; mesmo porque tal discussão a ela não interessava. Ainda assim ela o escutava debochar entre seus pares de amigos mais próximos os possíveis sentidos da corporação homossexual entre os baianos e a presença deles nos cultos afros descendentes de nação jeje... Ela sentia como se ele estivesse tripudiando, ou mesmo desmerecendo tal condição e mais afirmando tratar-se de algo que não dizia respeito a presença da civilização beninesa na Bahia. Nisto foram participar das festividades ao culto dos Vodus. Ainda que de calundu talvez também pela sua condição de primeira dama do estadista beninês que a exibia no seu país natal ela foi saudada em rituais: - como aquele de reverenciar a Exu onde todos podiam tocar em vários pênis de madeiras apresentados em vários tamanhos. Se aqui e ali ela seguiu fotografando em Abome, ainda que lhe tivesse sido autorizado pelo o grande sacerdote religioso fotografar o evento religioso em alguns espaços lhe era completamente vedado por terceiros. Por exemplo, ela fez pose para fotografar uma imagem na porta de um espaço religioso. Tratava-se de uma escultura de madeira de no máximo 50 centímetros onde 30 deles era o tamanho do pênis e foi energicamente impedida de faze-lo.
Na festa de Vodu o ritual de matança, se fazia á luz do dia e em espaços públicos. Uma festa muito alegre de muita algazarra e como dizíamos no início, Cora se quer se dava conta da materialidade daquele encontro, principalmente do ponto de vista acadêmico religioso.
O tempo lhe pregou uma peça, quando lhe enunciou um mundo religioso ao vivo e totalmente a cores...
Literalmente estava de ócio. Como tal se deixava acompanhar ao lado do seu anfitrião de noite e de dia aos vários encontros públicos religiosos em Abome e pode fazer belas fotografias. Pode olhar os homens, todos eles vestindo longas saias. E numa destas festa de vodu esteve em uma grande roda de pessoas, todas em algazarra esperando que saísse de um misterioso recinto pessoas religiosas se apresentando em rituais vodus. Nisto saem do recinto dois homens dançando e no gestual um deles pula e abraça o outro de formas a que suas pernas alcançaram a cintura do outro e ali na roda e rodando e as vistas de todo os presentes os dois homens se atracaram num beijo na boca de no mínimo cinco minutos. Cora olhou, e nada continuou lhe dizendo respeito! - salvo seu olhar de soslaio ao seu anfitrião. Ela voltou-se para ele, pronta numa risada em tom de gargalhada, mas o encontrou tal empalidecido, tão transtornado com a cena que ela preferiu continuar em silencio, ou silenciar o que nela gargalhava...
Salvo engano seu anfitrião se distanciava daquela condição e nutria como que uma picardia ao olhar aquela gente como que naturalizando o feito passado. Nisto seu humor desde a condição do riso fácil estava sempre presente e tratou de contar-lhe a história de um rei que ao empossar-se como tal e insatisfeito com o tráfego dos seus compatriotas deportou para o Brasil a mãe do rei que lhe houvera antecedido. Esta parece ser a ascendência histórica da religiosidade hoje existente no Maranhão onde ali se professa o Tambor de Minas.
Nisto foi a viagem a cidade de Ábome a que depois de Cotonou estiveram por um período não menos que de 5 dias. Na cidade de Abome acontecia a mais importante festa religiosa do país: o culto aos Vodus. Já antes dali ela observava que o comportamento físico entre os homens benineses era distinto daquele praticado no Brasil. Uma vez hospedada na casa da família do seu anfitrião Cora observará a proximidade física entre o irmão dele com outro que parecia assumir a posição de serviçal. Entre eles era permitido o toque de mãos e um tratamento que entre nós brasileiros somente existia no geral em espaços públicos entre os homossexuais. Ali em espaços públicos os homens se cumprimentavam como talvez entre se costumassem se cumprimentar as mulheres brasileiras, entre beijos e abraços sem se constituir necessariamente numa relação homossexual. Em seu ensimesmamento ela sequer tratou de atualizar com o seu anfitrião suas percepções; mesmo porque tal discussão a ela não interessava. Ainda assim ela o escutava debochar entre seus pares de amigos mais próximos os possíveis sentidos da corporação homossexual entre os baianos e a presença deles nos cultos afros descendentes de nação jeje... Ela sentia como se ele estivesse tripudiando, ou mesmo desmerecendo tal condição e mais afirmando tratar-se de algo que não dizia respeito a presença da civilização beninesa na Bahia. Nisto foram participar das festividades ao culto dos Vodus. Ainda que de calundu talvez também pela sua condição de primeira dama do estadista beninês que a exibia no seu país natal ela foi saudada em rituais: - como aquele de reverenciar a Exu onde todos podiam tocar em vários pênis de madeiras apresentados em vários tamanhos. Se aqui e ali ela seguiu fotografando em Abome, ainda que lhe tivesse sido autorizado pelo o grande sacerdote religioso fotografar o evento religioso em alguns espaços lhe era completamente vedado por terceiros. Por exemplo, ela fez pose para fotografar uma imagem na porta de um espaço religioso. Tratava-se de uma escultura de madeira de no máximo 50 centímetros onde 30 deles era o tamanho do pênis e foi energicamente impedida de faze-lo.
Na festa de Vodu o ritual de matança, se fazia á luz do dia e em espaços públicos. Uma festa muito alegre de muita algazarra e como dizíamos no início, Cora se quer se dava conta da materialidade daquele encontro, principalmente do ponto de vista acadêmico religioso.
O tempo lhe pregou uma peça, quando lhe enunciou um mundo religioso ao vivo e totalmente a cores...
Literalmente estava de ócio. Como tal se deixava acompanhar ao lado do seu anfitrião de noite e de dia aos vários encontros públicos religiosos em Abome e pode fazer belas fotografias. Pode olhar os homens, todos eles vestindo longas saias. E numa destas festa de vodu esteve em uma grande roda de pessoas, todas em algazarra esperando que saísse de um misterioso recinto pessoas religiosas se apresentando em rituais vodus. Nisto saem do recinto dois homens dançando e no gestual um deles pula e abraça o outro de formas a que suas pernas alcançaram a cintura do outro e ali na roda e rodando e as vistas de todo os presentes os dois homens se atracaram num beijo na boca de no mínimo cinco minutos. Cora olhou, e nada continuou lhe dizendo respeito! - salvo seu olhar de soslaio ao seu anfitrião. Ela voltou-se para ele, pronta numa risada em tom de gargalhada, mas o encontrou tal empalidecido, tão transtornado com a cena que ela preferiu continuar em silencio, ou silenciar o que nela gargalhava...
O “DIA DO FOLCLORE” E SUA CONCEPÇÃO CIENTÍFICA: PROBLEMATIZAÇÃO PARA INVESTIGAÇÃO NO ESPAÇO ESCOLAR.
ResponderExcluirResumo
Cora Corinta Macedo de Oliveira*
Questionamos no presente ensaio se seria possível pensarmos uma dada temática utilizada na reprodução do conhecimento escolar como elemento de reflexão para o desdobramento de uma atitude na politica educacional? Poderíamos argumentar na atividade didática pedagógica do professor um pronunciamento politico que demarcasse um território de justiça social? Estas questões foram problematizadas a partir da perspectiva de que a pratica de comemoração do “dia do folclore” em escolas baianas poderá indicar a possibilidade na adoção de um caminho para refletirmos e afirmamos a continuidade da presença do marco civilizatório de populações tradicionais em suas expressões de diversidade cultural. Para tanto apresentamos neste relato de experiência algumas possibilidades para sua investigação no espaço escolar.
Palavras chave: colonialismo; cultura popular; reflexão pedagógica, currículo.
Referencias
BOSI, Alfredo. 1996. Dialética da colonização. Editora Schwarcz. São Paulo.
BENJAMIM, Roberto. Conceito de folclore. http://www.unicamp.br/folclore/Material/extra_conceito.pdf
BRASIL. Decreto lei nº 10.639 de 9 de janeiro de 2003. http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2003/L10.639.htm
BRASIL. Decreto lei 11.645, 10 de março de 2008. http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2007-2010/2008/lei/l11645.htm
CALDERA, Claudia. Revisitando o ethos indígena e a nação no caminho da construção das identidades. http://www.bibliotecadigital.ufmg.br/dspace/bitstream/1843/ALDR-6WENT7/1/disserta__o_arquivo__nico.pdf
CANDIDO, Antonio. Caipiras. Video documentário produzido por Isa Grinspum Ferraz na coletânea Intérpretes do Brasil (Disco 2) em 2001-2002
DEL ROIO. Marco. 2007. Gramsci e a emancipação do subalterno. Revista Sociologia e Politica. Curitiba 29, p 63-79, nov. 2007 http://www.scielo.br/pdf/rsocp/n29/a06n29.pdf
FERRETI, Sergio. 2008. Folclore e cultura popular. http://poemia.wordpress.com/2008/06/05/folclore-e-cultura-popular/
FRESSATO, Soleni Biscouto. s/d. Cultura popular: reflexões sobre um conceito complexo. http://oolhodahistoria.org/culturapopular/artigos/culturapopular.pdf
ORTIZ, Renato. 2003. Cultura brasileira e identidade nacional. Brasiliense. São Paulo.
ORTIZ, Renato. 2004. Estudos culturais. Tempo social. Vol. 16 nº 1 São Paulo jan 2004.
*Professora do Curso de Pedagogia – Mestre em Educação – comoliveira@uneb.br
**A elaboração do presente artigo foi possível com a colaboração efetiva de estudantes do curso de pedagogia do Campus XV: Claudia Ribeiro Damasceno, Emanuele Ribeiro Viana, Neilma Santos Ramos, Silvia Luci de Lemos Santos, Karine Sullivan Pinto Cunha, Aline Figueredo de Almeida e Regeane Almeida de Sousa.
Entende-se que o folclore é o retrato da cultura de um povo apresentado a cultura regional, retratando valores, crenças, trabalho e significados. Entretanto, pensar em datas comemorativas para destacar a cultura de uma nação, visto que, o Brasil é um país com grandes diversidades culturais e precisa ser enfatizada no currículo escolar, envolvendo nas disciplinas, não sendo necessariamente abordadas em datas especificas e muitas vezes de maneiras supérfluas.
ExcluirPara tanto os estudos folclóricos culturais de um povo precisam ser vinculado em uma ação pedagógica , pois é obra de um povo que o cria, recria e perpetua sempre, e precisa ser valorizada e respeitada.
O dia do folclore...
ExcluirO presente ensaio se apresenta como um “relato de experiência” e estará qualificado como um trabalho de pesquisa de caráter etnográfico e enquanto tal ele ensaia sobre um conhecimento que consideramos relevante á discussão de gestão educacional, em particular para as escolas publicas baianas; dito em tons reflexivo. Dito isto iniciaríamos indicando os encontros entre educadores e estudantes os quais nos propiciaram levar a cabo esta problematização sobre a instituição do dia do folclore no espaço escolar. Dentre eles teria o encontro com os estudantes do curso de pedagogia da UNEB do Campus XV alguns deles também professores da rede municipal de ensino e o encontro com o gestor educacional do Colégio Estadual Renan Baleeiro em Salvador. A partir dai nos dispusemos a elaborar o presente registro. Sua escritura está fundada na ordem do dia a dia na disciplina educação e cultura afro-brasileira (atualmente “História e cultura afro-brasileira e indígena”) junto ao curso de pedagogia da Universidade do Estado da Bahia. Nela uma temática recorrente em todos os semestres é sobre a condução das comemorações do “dia do folclore” em escolas baianas. Embora na condição de docente, divagássemos em sala de aula o sentimento de ojeriza frente ao direcionamento escolar na comemoração ao “dia do folclore” – inclusive desde o conteúdo do livro didático, nunca efetivamos uma leitura de possibilidades intelectuais para maturar tal sentimento num movimento capaz de despertar ou abrigar o interesse do estudante de pedagogia na produção de uma monografia, de um artigo sobre o que é hegemonicamente reproduzido no espaço escolar sob o conceito de folclore.
Do sentimento de ojeriza podemos afirmar que ele seguia em duas direções. Uma delas relacionada à ausência de um saber sobre o conceito de folclore, o que é? ; o que dizem dele? A possível limitação da sua pratica na produção do conhecimento sobre a cultura brasileira no argumento do professor que comemora o dia do folclore?
Os professores que estudam a graduação em pedagogia no Campus XV alguns deles ainda consideram que este dia é muito importante para o ambiente escolar. Conforme declararam “Ele é esperado o ano todo” – “A escola se prepara o ano todo para a comemoração do dia do folclore- é uma festa linda que envolve também a comunidade”. Mas ainda assim valeria refletir sobre o seu significado para os alunos no espaço em que tal comemoração se efetiva? Poderia se constituir na reprodução de uma opressão? De um recalque onde os sujeitos não se dão conta do ridículo que estão fazendo a si próprio? De um deboche de elementos vivos e constituintes da cultura local? E principalmente no que as comemorações são apresentadas pelos próprios alunos encenando o “conhecimento folclorista” seria prudente indaga-los sobre o que eles pensam sobre o que é o folclore; ou o que os seus pais afirmam que é o folclore?
O que seria dizer folclore para além da sua conceituação intelectual e enciclopedista? Por exemplo, o que quereria dizer Antonio Candido em sua apresentação sobre o tema dos Caipiras no vídeo documentário produzido por Isa Grinspum Ferraz na coletânea Intérpretes do Brasil (Disco 2) em 2001-2002, quando disserta sobre o fala caipira e usa o conceito de folclorizado, como sinônimo de deformado? Por que existe o lugar comum do qualificarmos folclore de algo bizarro, como desqualificado de sentido? Seria pertinente tomar em observação estes sentimentos perceptivos para uma reflexão sobre o que reproduzir e produzir sobre o folclore na ordem da sua institucionalização normativa curricular? Quais foram os ideólogos e quando instituíram a composição do folclore como uma disciplina curricular efetuada no dia 22 de agosto em todas as escolas básicas?
Sequencia do artigo, o Dia do Folclore...
ExcluirOutra direção que demarcava em nós o sentimento de ojeriza à comemoração do “dia do folclore” é quanto aos conteúdos reproduzidos sobre o folclore em escolas baianas. Salvo engano identificamos que frequentemente elementos da cultura afro-brasileira como a capoeira, o samba de roda, e em particular elementos da religiosidade do candomblé são os mais configurados como folclore, a exemplo da baiana do acarajé, das comidas por elas comercializadas...
Indagaríamos desde a nossa outrora displicência em estudar a temática se não houvera elementos da cultura eurocêntrica que pudessem ser identificados como folclore? Tê-lo próximo ou irmanado a uma perspectiva etnocêntrica fundada pela antropologia clássica e culturalista, seria pertinente!?
Por exemplo, um padre ou um frei católico que ainda nos dias de hoje desfila em ruas citadina com suas longas batas de cor marrom e um grande crucifixo no pescoço não seria um ícone folclórico, quando imaginamos que praticamente o uso de tal indumentária é coisa em extinção? Ledo engano, pois o objeto da curiosidade dos folcloristas é “as classes subalternas” e sua “cultura”. Elementos da religião cristã não pertenceriam à categoria de folclore uma vez que faz parte da cultura culta eurocêntrica.
Para além do nosso ressentimento, decidimos passar de nos sentirmos ridicularizados na estética da nossa identidade particularmente afro descendente, no recorte das comemorações deste dia; este movimento nos autoriza intelectualizar tais sentimentos a partir do dialogo entre pares buscando contestar se seria possível pensarmos uma dada temática utilizada na reprodução do conhecimento escolar, neste caso o folclore, como elemento de reflexão para o desdobramento de uma atitude na política educacional? Poderíamos argumentar na atividade didática pedagógica do professor um pronunciamento político que demarcasse um território de justiça social? .
Para tanto indicaríamos que a comemoração do “dia do folclore” como tal, já não é objeto de pratica de numeráveis escolas. Escolas baianas têm preferido, por exemplo, levar o grupo escolar a um passeio na cidade de Maragojipinho para que as crianças conheçam a cidade que é o marco cultural na América Latina na produção de objetos a base da cerâmica, conforme foi declarado pelas estudantes da graduação em Pedagogia que cursam a disciplina História e cultura afro-brasileira e indígena. Em outro encontro com educadores do Colégio Estadual Renan Baleeiro, identificamos que seu gestor educacional aboliu o “dia do folclore” em si do que se havia instituído como uma caracterização de alguns elementos da cultura baiana a exemplo da baiana de acarajé e do samba de roda e adotou uma abordagem para si em “arte educação” dinamizando uma continuidade, retomando a “cultura popular” da comunidade para o espaço escolar legitimando sua expressão no cotidiano educacional e no desdobramento da pratica pedagógica. Atitude que se pode fazer uma analogia com a opção de se comemorar o dia 22 de novembro como um marco da condução da conquista do fim do período escravocrata no Brasil, em vez da comemoração do dia 13 de maio.
Desde aqui seguiríamos indagando se a disposição em gestar um novo paradigma que conteste a reprodução hegemônica do dia do folclore se edifica a partir do gestor educacional? A partir de professores? A partir de uma reivindicação da comunidade?
No particular do Colégio Estadual Renan Baleeiro, conformamos que sua dinâmica foi adotada a partir da sensibilidade politica do gestor Elias Malaquias da Silva que ao afirmar a continuidade e vivacidade das expressões populares de linguagens artísticas propicia no espaço escolar a fluência de lugares estéticos que contribuem para uma efetiva relação dialógica entre pares. Um caminho para demarcarmos espaços de justiça social no espaço escolar? Uma politica afirmativa de elementos culturais na dinâmica educacional?
Última parte de O Dia do Folclore...
ExcluirE para esta primeira problematização da temática “o dia do folclore” a prosa com o educador Elias Malaquias no que ele afirma que o conceito fundador é o de “cultura popular” em detrimento do conceito de folclore ele nos incita ainda a discutir uma problematização de ordem conceitual. Enfim o que é dizer folclore para a intelectualidade brasileira e em que se difere de dizer “cultura popular”. Na tentativa de tematizar a relação entre estes dois conceitos folclore vs. cultura popular e no que estivemos desconcertando os estudantes na sala de aula desde o identificado da reprodução ingênua da comemoração do “dia do folclore” a estudante Regiane Almeida assumiu o movimento reflexivo e nutriu a discussão indicando que em suas leituras sobre o filosofo Antônio Gramsci encontrou uma passagem onde ele ressalta seu desprezo pelo folclore dizendo que:
“O folclore é um aglomerado indigesto de fragmentos de todas as concepções que se sucederam na história. Ao mesmo tempo Gramsci considera o folclore como importante e diz que deve ser estudado e compreendido como concepção do mundo e da vida, em grande parte implícita, de determinados estratos da sociedade, em contraposição às concepções oficiais do mundo. Para Gramsci existe cultura popular na medida em que existe cultura dominante. Nesta perspectiva, segundo alguns, a cultura popular assumiria em face da cultura dominante uma posição diversa, contestadora de sua autoproclamada universalidade.” (FERRETI, 2008)
Nisto um breve passeio pelos artigos produzidos na internet identificamos que é Gramsci o principal arauto do movimento de instituir no ocidente o conceito de “cultura popular” em contraponto o uso do conceito de folclore ou como indica Marco del Roio (ROIO, 2007) é dele a tentativa de “emancipar o subalterno”. Como principal seguidor do marxismo ele irá se confrontar com o caráter a-histórico da abordagem folcloristas do Outro – o subalterno se postulando como um intelectual engajado com a classe operária.
Desde aqui seguiríamos indagando, quais intelectuais no Brasil são estudiosos do folclore? Os professores das escolas os identificariam? Haveria outros além do memorável: Câmara Cascudo? A partir daqui identificamos também que o folclore é uma ciência. Neste sentido a critica e o entendimento do sentimento de desprezo estaria para o entendimento da hegemonia da ciência enquanto um caminho para a produção do conhecimento entre nós?
Desde ainda a pesquisa na internet o trabalho de Andrea Ciacchi (2010) estuda a produção cientifica do estudioso folclorista brasileiro Câmara Cascudo e destaca:
“Por trás de cada manifestação mencionada por Câmara Cascudo, não se enxerga ninguém: nem mulheres nem homens reais. Ao contrário, quando o autor se empenha em descrever as várias disciplinas da cultura não popular, estamos diante de uma galeria de “arqueólogos”, “sociólogos”, “antropólogos”, “eruditos da novelística”, “músicos”, “médicos”, etc. Em outras palavras, a cultura popular parece “fazer-se por si mesma”, emergindo dessa zona indistinta e dotada de vitalidade própria que é o passado. Já a cultura “oficial”, esta, é feita por homens vivos, atuantes, protagonistas da sociedade “real” e “moderna”. (CIACCHI, 2010).
Ainda Ciacchi (2010) nos apresenta um dado inusitado: a discussão desde os Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN) sobre a condução normativa de reprodução do conceito de folclore no espaço escolar (BRASIL. Parâmetros Curriculares Nacionais. Vol. 10. Pluralidade Cultural. Orientação Sexual. Brasília: MEC/SEF. 1997.). Valeria seguir indagando se nós quando adotamos a obrigatoriedade curricular de ministrarmos a disciplina “História e cultura afro-brasileira e indígena” no espaço acadêmico e do ensino/aprendizagem básico refletimos e participamos da condução do conteúdo dos PCN?
Esta sim penúltima parte de O Dia do Folclore...
ExcluirCientes de que o caminho para tomarmos a palavra para determinar o significado da comemoração do “dia do folclore” vai de encontro por suposto pelo estudo epistemológico da produção do conhecimento folclórico as estudantes de pedagogia – Claudia Ribeiro Damasceno, Emanuele Ribeiro Viana, Neilma Santos Ramos, Silvia Luci de Lemos Santos, Karine Sullivan Pinto Cunha, Aline Figueredo de Almeida e Regeane Almeida foram mais longe e indicam que se trata de uma abordagem cientifica no método etnológico. A etnologia apresenta uma metodologia que se filia aos primórdios da antropologia.
“Os equívocos do olhar etnocêntrico e as interpretações, simpáticas, mas distorcidas, da antropologia nacionalista (ultimamente, populista), significam, em última instância, um ver-de-fora para-dentro; uma projeção, uma estranheza mal dissimulada em familiaridade. Essa estranheza, e os juízos que dela provêm, tem ancestrais conhecidos nos cronistas e nos catequistas dos séculos iniciais da colonização.” (BOSI, 1992:320)
Como tal, por suposto, que sua tradução se configura, em bases etnocêntricas onde os achados etnológicos seriam talvez expressões culturais nulas de história, de continuidade, passível de extinguirem-se pelo seu caráter “primitivo”; não evoluído à condição culta de civilização europeia; expressões culturais nulas de lógica, de inteligência que justifique em si a sua existência social. E embora não nos interesse os rumos desta abordagem cientifica, diríamos que seus ideólogos vêm retomando a sua pratica e realçando em humanidade suas produções ainda que não se perca talvez o foco do seu caráter etnocêntrico no recorte de estudos de populações então identificadas como “subalternas”. (FERRETI, 2008)
Ariscaríamos ainda dizer que se trata de um tipo de colonialismo desde o que sugere Alfredo Bosi (1992) na Dialética da colonização.
“É extremamente importante repensar o processo de formação de toda essa cultura que viveu e ainda vive sob o limiar da escrita. Certa vertente culta, ocidentalizante, de fundo colonizador, estigmatiza a cultura popular como fóssil correspondente a estados de primitivismo, atraso, demora, subdesenvolvimento. Para essa perspectiva, o fatal (que coincide, no fim, com o seu ideal mais caro) é o puro desaparecimento desses resíduos, e a integração de todos os seus sujeitos nas duas formas institucionais mais poderosas: a cultura para as massas e a cultura escolar. Trata-se de uma visão linearmente evolucionista que advoga, com a autoridade da ciência oficial, a causa dos vencedores.” (BOSI, 1992).
Reproduzir o conceito de folclore no dia 22 de agosto em escolas seria uma pratica colonialista praticas inocentemente pelos professores?
A partir de tal pressuposto podemos por certo tentar compreender o movimento intelectual gramsciano e o desdobramento da sua proposta metodológica, particularmente entre a intelectualidade brasileira quando propõe o estudo da cultura popular em contrapondo a cultura erudita numa pratica fundada no materialismo histórico na relação dicotômica entre - cultura erudita vs cultura dominante. Empoderar politicamente os atores produtores da cultura popular dinamiza a sua pratica discursiva em tons marxista. Assumir tal postura politica visa exercer em quem a pratica a função de intelectual compromissado com a transformação social e por suposto contrários às relações de exploração promovidas no sistema capitalista. Visa resguardar a posição de vanguarda das “classes subalternas” falando por ela e mesmo “resgatando” o que se entende como uma cultura popular em extinção.
Está sim é a última parte de O Dia do Folclore...
ExcluirNão obstante o discurso marxista que legitima a pratica entre nós de estudos sobre a cultura popular, seu discurso tem estado passível de critica; um dos arautos em ponderar o sentido e significado da utilização do conceito cultura popular em sua versão dialética é o estudioso Renato Ortiz: “No âmbito nacional, Renato Ortiz é um dos pesquisadores que mais detidamente tem refletido sobre a questão da cultura popular.” (FRESSATO 2011).
E, se desde Bosi nos afastamos do significado de pratica colonialista que a comemoração do “dia do folclore” nos sugere, é Ortiz quem desde a nossa leitura iniciática das suas reflexões sem dúvida nos autoriza também preterir o conceito de “cultura popular” enquanto um princípio epistemológico, um caminho para o dialogo com as expressões culturais posta na ordem da diversidade, sem hierarquias dicotômicas, sem o apelo ao sentimento de vanguarda do intelectual e sim de um compromisso em respeitar e promover expressões culturais da comunidade escolar e do seu entorno, incluindo ai a cultura da palavra escrita.
Neste sentido o educador, o professor e particularmente o gestor terá a responsabilidade de promover a cultura local, identificando não somente a sua continuidade, mas principalmente refletindo o que intelectualmente os discursos acadêmicos têm dito sobre ela. E principalmente talvez entendendo a diversidade cultural em sua condição plural. Talvez um caminho politico educacional para colaborarmos na produção subjetiva de reflexão para a promoção da justiça social entre nós.
Professora Cora,
ResponderExcluirRegistro nesse comentário a minha tamanha ignorância diante da imagem postada pela senhora. Não conheço o instrumento o qual a imagem mostra. Isso evidencia a ideologia do branqueamento, imposta e oculta nos currículos escolares, que não permite que conheçamos o outro por meio de sua cultura.
Esse texto colocado pela senhora também nos faz refletir: o folclore é representado de que forma nas escolas baianas? Será que não incorremos no grande erro de tratar o folclore sob o olhar do branco? Será que o folclore não é tratado apenas na data, conforme propõe o calendário? Muito boa provocação.
Sds,
Taylane Nascimento
Estudante de Pedagogia
1. Qual o contato que tenho com a civilização afro brasileira?!
ResponderExcluir2. Duas músicas entre outras produzidas entre as décadas de 1930 e 1950 identificam o Ser negro. O que dizer sobre elas?
Por Taylane, Debora e Leticia...
Vivemos em um país colonizado por uma nação católica européia, os Portugueses, no período da colonização nosso país possuía uma economia baseada no trabalho escravo e praticamente todo o contingente escravo do Brasil veio de nações africanas. Os africanos escravizados, que em dado período formaram a maior parte da população brasileira, trouxeram para o Brasil muitos de seus costumes e crenças que podem ser percebidos até os dias de hoje dentro da cultura brasileira juntamente com culturas de outros povos que por aqui passaram, aos traços culturais marcantes dos negros africanos aqui no Brasil dar-se o nome de cultura afro brasileira.
ExcluirNo Brasil de hoje, ver-se uma preocupação maior em compreender, respeitar e, sobretudo valorizar a cultura afro brasileira, não graças à boa vontade dos nossos governantes, mas sim às lutas do movimento negro brasileiro para manter sua cultura e conquistar o respeito de uma sociedade com uma ideologia dominante racista.
Levando em conta que a cultura afro brasileira esta bastante presente no nosso dia-a-dia, a pesar da maioria das pessoas não perceberem, posso afirmar que tenho bastante contato com a mesma, seja no simples fato de comer um acarajé, alimento ligado a orixá Iansã do Candomblé (religião afro brasileira), que é vendido corriqueiramente nas ruas de muitas cidades baianas, seja participando dos próprios rituais nos terreiros de Candomblé ainda bastante marginalizados pela sociedade brasileira.
Débora Pereira
Graduanda de Pedagogia
OLÁ DEBORA, VEJA A SEGUIR AS MINHAS SUGESTÕES E SE APROPRIE DELAS PARA RETOMAR SUA ESCRITURA DESDE SUAS LEITURAS.
ExcluirVivemos em um país colonizado por uma nação católica européia;, os Portugueses, no período da colonização DO nosso país possuía uma economia baseada no trabalho escravo e praticamente todo o contingente escravo do Brasil veio de nações africanas (O QUE NÃO PROCEDEU DA AFRICANA VIERAM DE ONDE?). Os africanos escravizados, que em dado período formaram a maior parte da população brasileira, trouxeram para o Brasil muitos(?) de seus costumes e crenças (COSTUMES E CRENÇAS É IGUAL A CIVILIZAÇÃO?) que podem ser percebidos até os dias de hoje dentro da cultura brasileira juntamente com culturas de outros povos que por aqui passaram, aos traços culturais marcantes dos negros africanos aqui no Brasil dar-se o nome de cultura afro brasileira.(INDICAR AS FONTES COLETAS PARA AS AFIRMAÇÕES)
(EU COMEÇARIA A ESCREVER A PARTIR DESTE PARAGRAFO, aqui pulsa o contato com a civilização afro brasileira...)
No Brasil de hoje, ver-se uma preocupação maior em compreender, respeitar e, sobretudo valorizar a cultura afro brasileira, não graças à boa vontade dos nossos governantes, mas sim às lutas do movimento negro brasileiro para manter sua cultura e conquistar o respeito de uma sociedade com uma ideologia dominante "racista".
Levando-SE em conta que a cultura afro brasileira esta bastante presente no nosso dia-a-dia, a pesar da maioria das pessoas não perceberem, posso afirmar que tenho bastante contato com a mesma, seja no simples fato de comer um acarajé, alimento ligado a orixá Iansã do Candomblé (religião afro brasileira), que é vendido corriqueiramente nas ruas de muitas cidades baianas, seja participando dos próprios rituais nos terreiros de Candomblé ainda bastante marginalizados pela sociedade brasileira.
Ainda sobre a questão de "o contato que eu tenho com a civilização afro brasileira" eu me aproprie da sugestão de um professor na mesma disciplina Liu Silva (ELISALDO SILVA) e ele me pontuava que matar a charada desta questão dentre todas as possibilidades seria isto de responder: eu me olho no espelho e identifico em mim a presença afro brasileira. Nisto da nossa pertença física Leticia que ainda não postou sua escrita citou exatamente isto.
SUGIRO RETOMAR A ESCRITA AMPLIANDO-A A PARTIR DAS DEMAIS ETAPAS INDICADAS.
BOM TRABALHO!
E como diria Gabriel - O Pensador, "(...) aliás, branco no Brasil é difícil, porque somos todos mestiços. Se você discorda, então olhe para trás, olhe a história dos nossos ancestrais". Por vivermos em uma sociedade de origem multirracial, temos cotidianamente o contato com elementos de diversas culturas e, sobretudo, da cultura africana. Nossas músicas, danças, alimentação, e o nosso vocabulário está cheio de contribuições da cultura africana.
ResponderExcluirPorém, pela relação estigmatizadora à qual colocaram o negro, o que é característico de sua cultura passa por incansáveis tentativas de ofuscamento. Mas se esquecem de que quando provamos o sarapatel, quando dançamos o samba e quando pronunciamos palavras como "chuchu, quiabo, babá", estamos nos remetendo à grande contribuição que os negros deram para a formação do povo brasileiro.
E o que dizer das rodas de capoeira? Como falar de cultura negra sem lembrar da exploração e da intolerância religiosa que, a todo custo, impuseram o branqueamento no nome, na religião, e a necessidade de manter submisso um indivíduo somente pela cor da pele?
Como tratar das práticas escolares que, ao invés de erradicar o preconceito, estimulam a discriminação racial? O contato com a cultura africana é cotidiano. Cotidiana também é a inversão de valores, a propagação da ignorância e o lixo cultural que é colocado nas propagandas e nos espaços de amplo acesso da população.
ResponderExcluirOLÁ TAYLANE, VEJA A SEGUIR AS MINHAS SUGESTÕES E AQUELAS DA LEITURA ANTERIOR (EM DEBORA) SE APROPRIE DELAS PARA RETOMAR SUA ESCRITURA DESDE SUAS LEITURAS.
E como diria Gabriel - O Pensador, "(...) aliás, branco no Brasil é difícil, porque somos todos mestiços. Se você discorda, então olhe para trás, olhe a história dos nossos ancestrais". Por vivermos em uma sociedade de origem multirracial, temos cotidianamente o contato com elementos de diversas culturas e, sobretudo, da cultura africana. Nossas músicas, danças, alimentação, e o nosso vocabulário está cheio de contribuições da cultura africana (SERIA O MESMO QUE DIZER CIVILIZAÇÃO AFRO?).
Porém, pela relação estigmatizadora à qual colocaram o negro, o que é característico de sua cultura passa por incansáveis tentativas de ofuscamento(POR EXEMPLO: O APELO POSTO NA IMAGEM 2 NA PRIMEIRA POSTAGEM DESTE BLOG QUANDO IDENTIFICAM A CONQUISTA DE NEGROS BRASILEIROS DO FUTEBOL E DO SAMBA EM SUA EXPRESSÃO NO CARNAVAL?). Mas se esquecem de que quando provamos o sarapatel(? ) quando dançamos o samba e quando pronunciamos palavras como "chuchu, quiabo, babá", estamos nos remetendo à grande contribuição (GRANDE CONTRIBUIÇÃO É IGUAL DIZER O MARCO ?) os negros deram para a formação do povo brasileiro.
E o que dizer das rodas de capoeira? Como falar de cultura negra sem lembrar da exploração e da intolerância religiosa que, a todo custo, impuseram o branqueamento no nome, na religião, e a necessidade de manter submisso um indivíduo somente pela cor da pele?
Como tratar das práticas escolares que, ao invés de erradicar ENFRENTAR o preconceito, estimulam a discriminação racial (COMO O FAZEM ?)? O contato com a cultura africana é cotidiano. Cotidiana também é a inversão de valores, a propagação da ignorância e o lixo cultural que é colocado nas propagandas e nos espaços de amplo acesso da população.
SUGIRO RETOMAR A ESCRITA AMPLIANDO-A A PARTIR DAS DEMAIS ETAPAS INDICADAS.
BOM TRABALHO1