quinta-feira, 6 de setembro de 2012

TEC II e III - NUTRIÇÃO.






http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/6/65/Kora_%28African_lute_instrument%29.jpg



A violência é um resíduo apocalíptico do machismo. Glauber Rocha

A histótia é feita pelo povo e escrita pelo poder. Glauber Rocha    



"Fustigados pela imperiosa necessidade de alimentar-se, os institntos primários se exaltam e o homem, como qualquer animal esfomeado, apresenta uma conduta mental que pode parecer a mais desconcertante". Josué de Castro  


"Não é mal da raça nem do clima. É mal da fome. A fome tem sido, através dos tempos, a péia que entrava sempre o progresso latino americano." Josue de Castro


  "As chamadas "raças inferiores" são apenas raças famintas, capazes de se apresentar quando bem alimentadas, em igualdade de caracteres com as supostas 'raças superiores". Josué de Castro  


" A fome se revelou espontaneamente aos meus olhos nos mangues do capiberibe, nos bairros miseráveis de recife - Alagados Pina Santo Amaro, Ilha do Leite [...] lame dos mangeus de recife, fervilhando de caranguejos e povoados de seres humanos feitos de carne de caranguejo, pensando e sentido como caranguejo.  São seres anfibios - habitantes da terra e da água, meio homens e meio bichos. Alimentados na infancia com caldo de caranguejo - este leite de lama, se faziam irmão de leite dos caraguejos." Josue de Casto 







174 comentários:

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    1. Foi excluido o comentario anterior que é igual ao postado no dia 18 pelo fato de que o filme indicado está destinado somente ao TEC III ( e não II como haviamos indicado)...

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  2. "Quanto vale ou é por Quilo" é um pretexto para uma leitura da tese da desnutrição x rendimento escolar em TEC III

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    1. PODER ECONÔMICO E PRECONCEITO
      É perceptível como a sociedade hodierna perpetua situações que ocorrem desde o início da formação social deste País. Mudaram-se apenas os cenários, onde quem tem poder econômico sempre é dominante e quem pouco tem ou nada tem, deve submeter-se aos mandos e desmandos da elite. O que se observa, na verdade é que a pessoa humana em si não é muito valorizada, tendo em vista, esta ser domesticada em todos os seus atos pelas vozes falantes, em que nada interessa uma transformação desses indivíduos no sentido de enxergar o que se esconde por trás de programas assistencialistas e outras tecnologias de governo tão em voga atualmente. Além da questão econômica, surge de maneira velada o preconceito racial, que no Brasil, como um país hipócrita que é, insiste em tentar passar que há uma sociedade igualitária, no entanto, quando um cidadão negro resolve assumir sua cultura no cabelo, por exemplo, o mercado de trabalho, a depender da área em que este pretenda laborar, é rigoroso em seus critérios avaliativos, onde não se admite cabelos grandes, segundo os patrões, para com algumas profissões torna-se inadequado. A desigualdade gritante aparece também quando nota-se nas escolas públicas que em sua maioria, quiçá todos, são pobres e negros que enfrentam uma educação sucateada e carente. Diz-se que houve uma alforria, que temos oportunidades pariformes, sem nenhuma distinção, todavia, é árduo quando se procura um atendimento médico, uma escola pública de qualidade e se depara com um quadro inaceitável e desleal para as classes que vivem á margem da sociedade.

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    2. Poder econômico, preconceito e a presença da criança em espaços públicos escolares.

      Palavras-chave: Preconceito; desigualdades sociais; merenda escolar; escola pública; dominação.

      Questão de partida: Como se articula a relação entre poder econômico e preconceito com a presença da criança em espaços públicos escolares?

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  3. Estamos iniciando a atividade em Tec II com leitura da música: Vozes da seca de Luiz Gonzaga...

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  4. QUIXABEIRA: DA ROÇA A INDÚSTRIA CULTURAL. É um pretexto para a leitura da tese desnutrição x rendimento escolar em TEC II.

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  5. A hegemonia da desigualdade social na educação - É o que deseja tematizar Fabiana Barreto

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  6. O periodo escravocrata brasileiro e a atualidade do fracasso escolar.

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  7. A desigualdade em educação é constitutiva da sociedade capitalista

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  8. A carta de alforria não é sinônimo de liberdade...

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  9. O período escravocata e o "fracasso escolar".

    Márcia Pereira dos Santos.

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  10. Quanto Vale ou é Por Quilo?

    Este filme nos retrata a realidade vivida por todos nós,pois, continuamos sendo escravos, aprisionados a uma exclusão social, educacional e profissional, onde a classe desfavorecida continua sendo perseguida pelas injustiças impostas pela classe opressora.

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  11. Vai uma indicação de um bom livro para ler, disponivel em: http://www.4shared.com/office/THV9s5l4/digitalizar0002.html?refurl=d1url

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  12. Brasil, um país campeão em desigualdade social.


    No Brasil, a desigualdade social tem sido um cartão de visita para o mundo, permanecendo por séculos em patamares inaceitáveis, que se remontam desde o Brasil colônia até a atualidade.
    O filme Quanto vale ou é por quilo? , vem abordando essa realidade desigual e os conflitos sociais, fazendo certa ligação com nosso país atual, onde os negros são explorados e discriminados vivendo subordinado aos “brancos”.
    A referência à época da escravidão, comparando as posições sociais com as de hoje, foi muito bem colocada, trazendo comparações como navio negreiro – as cadeias, as senzalas – as favelas, enfatizando que apesar da escravidão ter sido abolida, ainda vivemos impregnado nesse contexto, onde a corrupção, a exploração de menores, a miséria, a desigualdade, e a fome faz parte até hoje do nosso Brasil, ficando claro que a lei não é para todos, é pra quem tem dinheiro, assim desvendando um cenário disfarçado de solidariedade e levantando uma grande crítica às ONGs que acabam sendo vistas como grandes empresas que aproveitam da miséria para ganhar dinheiro e prestígio.



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  13. A solidariedade mascarada

    Vivemos num país tão injusto, que a palavra solidariedade é motivo de desconfiança. Sociedade com muitas pessoas que só se importam com dinheiro, que olham apenas pro seu próprio umbigo. Enquanto milhões são repassados para instituições sociais, grande é o número de crianças nas ruas. A maioria dos recursos voltados para projetos sociais, vistos como belos projetos de solidariedade, são embolsados.
    De acordo com Álvaro Pinto, a sociedade molda seus indivíduos de acordo com seus interesses. O governo não tem interesse em indivíduos críticos e reflexivos, para que estes, não detenham o poder de questionar e lutar por seus direitos. Se a educação fosse levada a sério pelos órgãos competentes, talvez não existissem as desigualdades sociais.
    Como que não bastasse o sofrimento dos excluídos, ainda surge empresas alegando “solidariedade”. Ser solidário significa: aquele que vive a dor alheia, que presta auxílio, sem intuito de receber algo em troca, porém o que realmente acontece é o contrário, por trás dos grandes projetos sociais, por exemplo, existem muitas pessoas apenas com o interesse de desviar dinheiro e lucrar em cima desses projetos destinados as pessoas mais necessitadas da sociedade. Nesses casos os oprimidos socialmente são a massa de manobra dos ditos solidários.

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    1. A solidariedade mascarada: o abandono da criança ao seu “fracasso escolar”

      Palavras chaves: dominação, desigualdade sociais, escola pública das séries iniciais.

      Questão de partida: Como argumentar que o fracasso escolar é o abandono da criança à sua própria sorte no espaço escolar público?


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    2. A solidariedade mascarada: o abandono da criança ao seu “fracasso escolar”

      Palavras chaves: dominação, desigualdade sociais, escola pública das séries iniciais.

      Questão de partida: Como argumentar que o fracasso escolar é o abandono da criança à sua própria sorte no espaço escolar público?

      De acordo com Soares, at al (2007), o ato de aprender é um processo que acontece a partir do nascimento e de forma gradual, de acordo com o ritmo de cada pessoa, levando em consideração, as condições físicas, psicológicas, ambientais, ambientais e sociais favoráveis. No espaço escolar, os hábitos e atitudes na relação professor auno, podem ser positivas ou negativas, sendo necessário que esta relação seja baseada em competência, motivação e humanismo.
      Um dos elementos do processo avaliativo do professor é conhecer bem o aluno, porém o processo ensino-aprendizagem ainda é constituído, infelizmente, de forma passiva, mecânica, repetitiva e imitativa e desta forma o fracasso escolar decorrente, por exemplo, de desestruturação familiar, passa despercebido. Neste sentido, Vasconcelos e Valsiser (1995) apud Soares, et al (2007), afirmam: “ O fracasso é produzido na escola, pois nela predomina a introjeção de rótulos e estigmas que levam à perda as auto-estima da criança, legitimando e justificando a exclusão social.”
      Soares, et al (2007) apresenta ainda que
      Foram implantadas na escola, algumas medidas como [...] adoção do ensino pré-escolar, merenda escolar, mudança de currículo, ampliação de permanência da criança na escola, realização de testes de prontidão para alfabetização, educação compensatória, capacitação de professores e, mesmo assim, o fracasso continua.
      O fracasso continua, porque por trás de uma educação transformadora “mascarada”, a escola cada vez mais se distancia da realidade do aluno, cada vez mais percebemos o descaso coma educação, professores que fazem de conta que ensinam e com isso os alunos se iludem achando que aprendem. Sem falar que o fracasso escolar do aluno, que vive num cenário familiar desestruturado, por exemplo, são rotulados de desinteressados.
      O fracasso escolar pode também, está associado a algumas dificuldades de aprendizagem, que envolve alguns problemas, como: atenção, perceptivos, emocionais, memória, cognitivos, psicolinguísticos e psicomotores. É comum que uma criança apresente vários fatores de dificuldades de aprendizagem, sendo necessário uma maior atenção dos pais e professores.
      Em suma, muitos fatores influenciam para o fracasso escolar, não sendo necessariamente a alimentação o fator principal do fracasso no espaço escolar. Neste sentido, vale apresentar Colello, (2003) apud Soares, et al (2007), “ grande parte do fracasso escolar é, ainda hoje, decorrente de um sistema impessoal que, desconsiderando as diferenças individuais ou culturais, volta-se apenas para o grupo de alunos já em sintonia com o universo escolar.




      REFERÊNCIA

      SOARES, Cândida Dias et al. As concepções do fracasso escolar e as propostas de solução. Fragmentos de cultura, Goiânia, v. 17, n. 7/8, p. 693-708, jul./ago. 2007.

      SOUSA, Silvanília Maria da Silva. APRENDER – NÃO APRENDER: os múltiplos fatores que interferem nesse processo. Disponível em: . Acesso em 03 dez. 1012.







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  14. desigualdade social no Brasil

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    1. "A escola é responsável pelo núcleo formal do ensino da leitura, da escrita e da Matemática e suas regras e seus parâmetros científicos, entre outros conteúdos", aponta Ana Costa Polonia, da UnB. Isso não quer dizer que a criança não possa ter contato com a Matemática em casa - tal ação pode contribuir com o ensino formal. Na cozinha, ela aprende a identificar quantos ovos e xícaras de leite e açúcar vão em uma receita de bolo. Na sala de aula, a mesma receita será escrita com símbolos matemáticos.
      Os pais nunca estão presentes em atividades da escola
      Se a escola e a família são os principais responsáveis pela Educação, era de esperar uma parceria azeitada. O que se vê, no entanto, é uma relação tensa. Uma das grandes queixas é a falta de envolvimento dos pais na vida escolar.
      Objetiva compreender a relação família-escola e suas possíveis
      implicações no desempenho escolar dos alunos dos anos iniciais do ensino
      fundamental, por meio de um estudo de caso em uma escola pública. Foram
      construídos os seguintes indicadores de análise: alternativas da escola para aproximar os pais da vida escolar dos filhos, tipo de participação
      das famílias e implicações da relação família-escola no desempenho dos alunos. Como resultados, a análise dos dados confirma a tese de que,embora a família exerça um papel fundamental no desenvolvimento das
      crianças, ela não pode ser considerada como a única responsável pelo seu sucesso ou pelo seu fracasso escolar. O estudo também evidencia e reflete sobre as diversas possibilidades da participação da família no cotidiano escolar.

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  15. Nutrição e o rendimento escolar


    É comum hoje em dia vermos discussões acerca da merenda escolar e da importância desta para o rendimento do educando, entretanto somos apenas isso, sabe-se que somos seres sociais, biologicos, psiquicos, então me preocupa a ideia de pensarmos no indivíduo apenas como um ser que come.
    É óbvio que para um rendimento não só escolar o indivíduo precisa ter suas necessidades básicas atendidas como, por exemplo, uma alimentação dignna, porém não podemos nos limitar a este discusso utópico que a alimentação vai superar os baixos indices da educação. Somos constituidos socialmente, concordo com o que Chauí (1997, p14) diz ““Não somos, porém, somente seres pensantes. Somos também seres que agem no mundo, que se relacionam com os outros seres humanos, com os animais, as plantas, as coisas, os fatos e acontecimentos, e exprimimos essas relações tanto por meio da linguagem quanto por meio de gestos e ações”, ou seja tudo intefere no que somos ou que seremos. A alimentação é mais condicionante para uma educação de qualidade, é necessário romper com essa visão simplista de que o “povo” quer comida, o povo também quer lazer, segurança, ou seja o indivíduo precisa de qualidade de vida, e a falta desses aspectos influencia diretamente nos resultados escolares, ou seja no redimento escolar, não adianta o individuo ter todos esses aspectos nutricionais superados e os demais estarem em desarmonia, isso não garante necessariamente o sucesso do redimentos escolar.
    Vale ressaltar que esta é uma concepção minha diante das discussões que tenho participado e os autores que tenho estudado. Alguém mais pensa assim ou difere de mim?

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  16. A desegaldade social como "pretecho" desculpa, para a precarieadade da Educação, (ensino) público no Brasil.
    Então como explicar o fracasso do ensino de algumas instituições privada? A culpa está da desigualdade ou na qualidade?

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  17. Filme: Quanto Vale é por quilo

    O filme se passa em duas realidades distintas a onde a junção de dois mundo acontece de forma relevante, mostrando o que a hipocresia humana não deixaria de existir mesmo nos dias atuais, talvez o pecado do homem na antiguidade seja a escravidão fisica do seus próprios semelhantes, limintando-o a expansão da raça negra na sociedade da época, e excuindo os direitos que dos os seres tem perante a igualdade. Mas a sociedade dos dias atuais não se deixa de lado, quando usar da bom fé das pessoas para manipular e agredir sua moral, passando por cima dos direitos que rege a constituição. Fico me perguntando para que serve tantas palavras escritas numa folha de papel chamado de Direitos e Deveres dos Cidadões, a onde o mesmo e posto conta a parede quando tenta requerer uma dessas leis. Uma coisa que me chamou a atenção no filme foi o valor da liberdade, sendo que na atualidade o preço muitas vezes pagos não se constitui em dinheiro propriamente dito, ou na força do seu trabalho, mas sim na dignidade e coerências dos fatos acontecidos. Seres humanos exposto a comodidade e acorrentado a submição de sua raça, a onde um pais capitalista toma conta do que chamos de beço da humanidade, a cada dia que passa vemos pessoas coruptas em cargos de importância, regendo a nossa política e tomando conta dos nossos direitos, usando masantes de dinheiro e prol da sua propris necessidade, sendo que o mesmo se diz digo pra constituir a nossa chamada educação. Fazendo uma comparação entres duas realidades que se chocam na forma de agir, trabalhar, educar, roubar, manipular, enganar, de pensar que todos podem aceitar o que a burguesia impõe, não e me colocar em situação facil até por que os detalhes são pequenos entre ambos, quando analisamos que muda-se o nome mas não a forma de escravizar. A realidade e tão nitida da escravidão que nos mesmo fechamos os olhos para não ver, homens acorrentados ao sistema, sem ética, moral ou consideração ao seu próprio semelhantes. Mas ao mesmo tempo vemos do outro lado pessoas que acreditam que podem mudar o mundo com gritos, educação, principios morais, essa pequenas e grandiosas pessoas passam então a civilizar o mundo civilizado. Fica aqui meu questionamento para os leitores desse texto “ Até onde vai os seres humanos para impor a sua autoridade, quais mas artificios irão ultilizar para manipular o que ainda acreditar na moral, até onde vamos para impor as vontade, então do que me adiantar civilizar e educar o mundo quando nos impõem o abismo social.

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  18. Nutrição e o rendimento escolar
    No mundo atual, onde os animais são mais bem alimentados que muitas crianças, é negado ao desnutrido e subnutrido o direito de fazer história. Onde há criança desnutrida, há família com fome, sem autonomia por vezes, de gerir a própria vida. Daí a importância da escola na formação do ser humano. A criança passa praticamente um quarto de sua vida escolar em sala de aula e é lá que aprende a maior parte dos hábitos socialmente aceitáveis. É, pois, aí que se deve lhe proporcionar conhecimentos e práticas fundamentais para uma alimentação correta, nutritiva, diversificada e, principalmente, barata. A alimentação está diretamente ligada à apropriação do conhecimento, à construção e reconstrução de nossa humanidade a nível social e intelectual. Ela, quando equilibrada, saudável e em quantidade suficiente ao organismo, é fator fundamental para o desenvolvimento harmonioso do indivíduo, principalmente na infância e adolescência.

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    1. "A sociedade alimenta os animais e nega alimentação a sua propria raça"

      Palavras chaves: Alimentação, Desigualdade, Sociedade, Nível Social, Fome.

      Questão de Partida: Como podemos explicar o fracasso escolar dando contra partida a desigualdade Social?

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  19. A relação entre explorador e explorado e o papel da educação enquanto reprodutora dessa relação na sociedade capitalista.

    Na sociedade capitalista, a exploração do homem pelo homem prevalece, através de uma das relações sociais de produção, explorador/explorado. Esta relação se caracteriza, por uma maioria de pessoas, os explorados, trabalhando para garantir o lucro da minoria, os exploradores. Sendo que é através da educação que essa relação é legitimada, mantida e reproduzida.
    A relação entre exploradores e explorados é determinada pelas relações de propriedade que eles têm com os meios de produção. E por possuírem estes, os capitalistas, exploram aqueles que não os detém, os operários. Essa exploração se caracteriza quando, um grupo de pessoas concentra os meios de produção fundamentais, privando estes meios a maior parte da população.
    Assim, a exploração do homem pelo homem predomina e o reduz a animalidade, porque, cada vez mais este vem sendo explorado. Pois, na luta para viver, o proletário se ver forçado a trabalhar em um sistema onde a exploração é lucro e o produto de seu trabalho é resultado de uma atividade que nada tem de humana. Onde impera a intensificação do ritmo produtivo, o aumento da jornada de trabalho e as constantes reduções dos níveis de remuneração.
    E a educação legitima e reproduz essa relação de dominação, pois, ela não é neutra, mas, política, carregada de ideologia, servindo de suporte para que os capitalistas mantenham de forma permanente seu processo de exploração e obtenção de lucro. É através dela que são elaboradas e executadas as estratégias necessárias para a manutenção e perpetuação desse sistema excludente e desigual.
    Logo, enquanto existir a propriedade privada dos meios de produção, haverá exploradores e explorados. Que reduz o homem-explorado a mera condição de objetos, que pode ser explorado e vendido como mercadoria, negando-lhe a liberdade humana e distanciando-o cada vez mais de suas funções enquanto sujeito autônomo, que pode avaliar e tomar decisões. Desse modo, a educação deve ser voltada para o sujeito, ao invés do capital, pois, não somos objetos, mas, sim indivíduos transformadores. Portanto, a relação entre os homens não pode ser de dominação e sim de colaboração.

    (Cláudia Ribeiro Damasceno)

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    2. A relação entre explorador e explorado e o papel da educação enquanto reprodutora dessa relação na sociedade capitalista.

      Palavra-chave: dominação; ideologia ; desigualdade social

      Questão de partida: Como a escola pública das séries iniciais reproduz a ideologia de dominação?

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  20. Você é Brasileiro?_ Sou com muito orgulho, e daí ?

    Falar de um país como o Brasil é de grande responsabilidade, pois , a sua história retrata na atualidade uma nova versão do que já vivemos no passado.
    O sofrimento vivido pelos negros na época da escravidão é refletida em nosso cotidiano, pois o que a sociedade impõe aos negros descendestes não deixa de ser uma escravidão. As oportunidades são separadas por classes. A população desfavorecida se contenta com o caminho estreito descartado pelos opressores, isto nos meios profissionais, educacionais sociais.
    Reflito numa breve comparação e vejo que o Brasil é cheio de “Navios Negreiros”, pois os nossos presídios é raro a presença do branco. Capitão do Mato ? Este nunca deixou de existir, pois num pais capitalista e sem muita oferta, muitos e na maioria negros são intimidados a ser perseguidores em nome das drogas e marginalidades, contribuindo para a violência. O capitalismo pode ser o grande vilão dessa história, a educação é precária, a fome existe em muitas famílias e escolas, a evasão é grande dentro da classe inferior, se tornando apenas simples letrados e sem possibilidade de inclusão social, as desigualdades nos trás um grande sofrimento e os estigmas continuam nos aprisionando até hoje onde falamos no ciclo de liberdade.
    A luta é grande pelo direito à igualdade, muitas vitórias já foram alcançadas e muitas virão, em Geraldo Vandré “...Vem vamos embora que esperar não é saber, quem sabe faz a hora não espera acontecer...” muitos encontraram inspiração para lutarem contra as injustiças no nosso País, seja governamental ou social, por isso sou Brasileiro com muito orgulho, e você?

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  21. As reflexões da nossa história e um prognóstico da educação no Brasil

    Refletir a história implica em desfazer-se do costumeiro entendimento relativizado de que todas as atitudes e formas de uma sociedade são espontaneamente naturais, para compreendê-la enquanto produto de escolhas culturais que atendam as necessidades dos homens, num determinado contexto, numa determinada época, fundada no pressuposto de que o homem ao produzir sua vida, produz e satisfaz a cada dia novas necessidades.
    Ao aportarem em terras brasileiras os portugueses que traziam consigo tais valores, causam uma grande ruptura e um grande desconforto para os povos negros e indígenas, que sofreram com esta ruptura. Como também, sua cultura, tradição e civilização. No Brasil há um número muito elevado de analfabetos e pessoas que não conseguiram por alguma razão concluir a escolaridade em tempo regular. O analfabetismo é uma realidade social que se deu na colonização do Brasil, quando os Portugueses trouxeram um novo estilo de vida, com muitas mudanças, começando pelo uso da língua, a partir daí os que antes habitavam no Brasil passaram a ser considerados analfabetos.O analfabetismo no Brasil è causado por vários motivos, como a desigualdade social, pois a principio a educação era destinada somente para a elite e os menos favoráveis economicamente eram privados de estudar. Outro fator não menos importante era a ausência de políticas publicas para a camada popular. E dentre estes há muitos outros fatores que ajudaram a promover o analfabetismo, como as condições econômicas, a cultura, as políticas pedagógicas, a questão da raça, crença, a relação familiar e muitas outras.
    Apesar de ainda existir um grande número de analfabetos, é possível mudar a realidade da nossa sociedade, o simples fato de uma parte dos analfabetos estarem frequentando a escola, já é uma grande conquista, pois a partir do momento em que passam a estarem inseridos na escola, passam também a ter uma abertura no mundo cultual, econômico, social e político, possibilitando assim um Brasil melhor sem analfabetismo no futuro.Em seu lar a criança experimenta o primeiro contato social de sua vida, convivendo com sua família e os entes queridos. As pessoas que cuidam das crianças, em suas casas, naturalmente possuem laços afetivos e obrigações específicas, bem como diversas das obrigações dos educadores nas escolas. Porém, esses dois aspectos se complementam na formação do caráter e na educação de nossas crianças.A participação dos pais na educação dos filhos deve ser constante e consciente. A vida familiar e escolar se completa.
    Torna-se necessária a parceria de todos para o bem-estar do educando. Cuidar e educar envolve estudo, dedicação, cooperação, cumplicidade e, principalmente, amor de todos os responsáveis pelo processo, que é dinâmico e está sempre em evolução. Os pais e educadores não podem perder de vista que, apesar das transformações pelas quais passa a família, esta continua sendo a primeira fonte de influência no comportamento, nas emoções e na ética da criança. recebem. Por fim, a educação Brasileira tem solução, e temos que acreditar e realizar isso, desde que seja realizado um trabalho de comprometimento de todos os envolvidos na educação. Contudo, a Educação hoje, comparada ao passado, está em um crescente estável. Apesar dela haver vários expoentes 'famosos', os verdadeiros construtores da utópica Educação estão dentro da sala de aula, vivendo no seu anonimato.

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  23. A escola como instituição social.
    A educação tem exercido ao longo dos tempos, como elemento constituído e constituinte de luta hegemônica, bem como da concepção de educação como prática social capaz de produzir e reproduzir relações sociais, mas, que pode representar uma possibilidade de superação ou transformação das relações sociais capitalistas, quando práticas libertárias, reflexivas e emancipatórias são efetivadas.
    O papel e a função que a educação desempenha visam o ser humano, considerando-o como ser concreto e histórico, que em sociedade relaciona-se com outros seres vivos. Gramsci contribui com esta afirmação quando analisa como o homem entra em contato historicamente com os demais homens e a natureza e nos ajuda a perceber como se dá a relação de hegemonia e contra- hegemonia nas ações políticas e sociais e nelas inseridas as concepções educativas (1978b p.43-44). Para realizar a função hegemônica a mesma classe hegemônica recorre ao que Gramsci chama de instituições privadas, dentre elas, a escola.

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    1. Em 1953, época em que Luiz Gonzaga o Rei do Baião compôs a música "Vozes da seca", poucos anos após a segunda Guerra Mundial, iniciada em 1939 a 1945, o Brasil passava por grandes mudanças no setor industrial, pois neste mesmo ano foi criada a PETROBRAS (Petróleo Brasileiro), anos antes, mais precisamente 1935, Monteiro Lobato enviou uma carta ao então Presidente da Republica Getulio Vargas, para denunciar ou avisá-lo de que as explorações ao Brasil no setor petrolífero por parte dos estrangeiros se faziam perceber. Tendo resposta somente seis meses após o envio da carta. (disponível em http://www.projetomemoria.art.br/MonteiroLobato/monteirolobato/cartaget.html).
      Assim acontece no filme "Cinema Aspirinas e Urubus" em 1942, quando ocorria a segunda Guerra Mundial um alemão foge do seu pais para não fazer parte da tropa de batalha e vem parar no Brasil, com ajuda do cinema vende “o remédio milagroso” Aspirinas no nordeste brasileiro,onde a seca assola um povo que nunca avia visto cinema antes. A música do Rei do Baião exprime esta triste realidade da história brasileira.
      Referências
      Carta a Getulio, disponível em: http://www.projetomemoria.art.br/MonteiroLobato/monteirolobato/cartaget.html. 01/10/2012 as 10:54h.
      Letra da música Vozes da seca, disponível em: http://letras.mus.br/luiz-gonzaga/47103/. 01/010/12 as 09:15h.
      Segunda Guerra Mundial, disponível em: http://pt.wikipedia.org/wiki/Monop%C3%B3lio_estatal_do_petr%C3%B3leo. 01/10/2012 as 10:30h.

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    2. A escola publica como instituição social: a necessidade eminente de rever sua pratica cotidiana.

      Palavras chaves: desigualdades sociais; fracasso escolar; pedagogia da repetencia;


      Questão de partida: como a reflexão sobre a pratica cotidiana das relações pedagogicas escolares poderá contribuir para o enfrentamento do fracasso escolar?

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  24. Leitura em Vozes da Seca

    A música “Vozes da Seca” de Luiz Gonzaga e Zé Dantas, composta no ano de 1953, relata a triste história por que passava o povo nordestino.
    O ano de 1953 é marcado por uma das maiores secas já ocorridas no nordeste brasileiro. A música era um “recado” aos políticos, uma forma de chamar a atenção daqueles que só queriam o voto desse humilde povo. Nesse período o país era governado pelo presidente Getúlio Vargas, eleito pelo voto direto nas eleições de 1950, em seu segundo mandato. A política era baseada no fortalecimento da indústria, siderurgia petroquímica, energia e transportes. O ano de 1953 foi um período em que o país era agitado por manifestações de protestos e greves trabalhistas, e, marcado também pela criação da Petrobras e Eletrobrás, momento em que o país passava por um acelerado processo de modernização, percebendo-se ao mesmo tempo, uma enorme disparidade da região nordeste para as outras regiões do Brasil. Devido à modernização, houve grandes ondas migratórias do povo do campo para a cidade. A educação nesse período era voltada a qualificação técnica. Havia certa mobilização da elite para lutar pelo crescimento, pelo desenvolvimento tecnológico e pelo impulso à industrialização.
    Em uma canção de linguajar simples e humilde, assim como o povo sofrido do nordeste, o grandioso Luiz Gonzaga, conseguiu abordar problemas pelos quais passava o nordeste brasileiro no ano de 1953. A música “vozes da seca” aborda temas até hoje importantíssimos, como: política, a seca do nordeste, fome, falta de emprego, desrespeito e descaso por este povo.

    Fontes:
    http://pt.wikipedia.org/wiki/Migra%C3%A7%C3%A3o_nordestina
    http://www.avozdocidadao.com.br/detailAgendaCidadania.asp?ID=779&pagina=3
    http://www.suapesquisa.com/musicacultura/anos_50.htm

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  25. Na canção “Vozes da Seca” (GONZAGA & DANTAS, 1953), Luiz Gonzaga – o sanfoneiro do Riacho da Brígida – narra a seca que ocorreu no país entre os anos de 1953 e 1954.
    Neste mesmo período(1950-1960) o Brasil passa por grandes mudanças no Contexto Sócio-Político;

    1950 - Eleição de Getúlio Vargas para a Presidência da República.

    1951 - Vargas assume a presidência.

    1953 - Criação da Petrobrás.

    1954 - Suicídio de Vargas e sua substituição por Café Filho.

    1955 - Juscelino Kubitschek de Oliveira eleito Presidente da República.

    1956 - Posse de Juscelino Kubitschek que implanta o Plano de Metas, o GEIA ­ Grupo de Estudos da Indústria Automobilística e o GEICON ­ Grupo de Estudos da Construção Naval e mudança da capital para Brasília.

    1960 - Inauguração de Brasilia e eleição de Janio Quadros.

    Contamos com com alguns acontecimento culturais como;
    1951 - Criação do Salão Nacional de Arte Moderna, dividido entre arte acadêmica e arte moderna.
    1952 - Criação do Museu de Imagens do Inconsciente por Nise da Silveira, no Rio de Janeiro.
    1956 - Exposição Nacional de Arte Concreta, no MASP e no MEC, Rio de Janeiro, contando também com palestras e conferências.

    Publicação de Grande Sertão:Veredas , de João Guimarães Rosa.

    Publicação de Vida e Morte Severina , de João Cabral de Melo Neto.

    1958 - Criação do Prêmio Leirner de Arte Contemporânea, em São Paulo, incentivando a arte da tendência abstrata informal.

    1959 - Publicação de Formação da Literatura Brasileira, de Antonio Candido.

    Publicação do Manifesto Neoconcreto no Jornal do Brasil, Rio de Janeiro e realização da I Exposição de Arte Neoconcreta, no MAM-RJ. O grupo rejeita o primado da razão sobre a sensibilidade.




    http://www.macvirtual.usp.br/mac/templates/exposicoes/exposicao_colecao/exposicao_colecao_contexto1950-59.asp 01/10/12 10:30

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  26. Para quem gostaria de assistir Deus e o Diabo na terra do sol de Glauber Rocha no youtube esta postado completo http://www.youtube.com/watch?v=mS81fFWbJCY

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  27. Leitura da Música "Vozes da Seca" de Luiz Gonzaga e Zé Dantas

    A Música “Vozes da Seca” composta por Luiz Gonzaga e Zé Dantas em 1953, retrata numa linguagem simples, mas profunda, três temas polêmicos como política, a seca, e a esmola. Já na primeira parte da música os compositores descrevem muito bem o momento em que o nordeste vivia que era uma das maiores secas já ocorridas e critica as ações de ajuda propostas pelo governo de Getúlio Vargas as chamando de esmola, como fala nesse trecho da musica: “Têm muita gratidão, Pelo auxílio dos sulista, Nessa seca do sertão, Mas dotô uma esmola, A um home qui é são, Ou lhe mata de vergonha, Ou vicia o cidadão.” Luiz Gonzaga e Zé Dantas.
    Não há espaço para conformismo nessa composição os autores deixam evidente sua indignação com a politica da época e lembra ao homem que está no poder que foi o povo que lhe tinha escolhido, portanto que ele salvasse os sertanejos da seca, mas não com paliativos e sim dando ao homem do sertão dignidade para viver.
    Ao mesmo tempo em que o nordeste passa por essa seca o Brasil se encontra num momento econômico favorável na sua região sudeste o que atraia todos os olhares para lá enquanto o nordeste, ainda mantinha suas características antigas como a agricultura, a economia estagnada, concentração de renda e uma indústria de baixa produtividade tudo isso colaborou para o aumento das desigualdades entre as regiões do país que se matem até hoje e é para esse desprezo politico e econômico que a música chama a atenção.



    http://www.culturabrasil.org/desenvolvimentismo.htm
    http://www.avozdocidadao.com.br
    http://pt.wikipedia.org/wiki/Seca_no_Brasil

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  28. Preconceito, ainda? Em que país você vive?

    Apesar de estarmos vivendo no século 21 onde há liberdade de expressão, direito de ir e vir, igualdade de direitos, ainda existe algo bastante retórico o qual é denominado atualmente como discriminação racial, esta que atinge grande parte da população, principalmente as de pele negra, de classe baixa e residente em bairros populares, para estas pessoas deve ser bastante difícil viver num país onde você é julgado pela sua cor.
    Em outras palavras, a vida é muito mais difícil para aqueles que possuem estes prequisitos, as crianças sofrem na escola por que são chamados de carvão, picolé de betume, torradinho, e ainda os meninos estes parecem que não possuem nome, pois muitas vezes são chamados de moleques. Atualmente sabe-se que discriminação racial é crime, mas no entanto as pessoas continuam praticando esse crime.
    As Secretárias de Ação Social fazem campanhas para tentar conscientizar a população com relação não só a este crime como a outros ligados as desigualdades sociais. Diante dessas questões os governistas trabalham em prol de causas sociais que venham de alguma maneira amenizar os danos causados a estas pessoas. Porém muitos governistas desenvolvem projetos, que na sua maioria são aprovados, mas não são realizados de maneira correta porque estes superfaturam em cima destes projetos, ou seja, ficam com a maior parte do dinheiro deixando uma merreca para as causas sociais desta forma fica visível o quanto a distribuição de renda no país acontece de maneira errônea.
    Através da educação,ou melhor do acesso a um conhecimento mais profundo a sociedade como todo se torna conhecedora dos seus direitos podendo ir em busca destes. Então as Instituições de Ensino tem por obrigação ensinar seus alunos desde cedo os valores corretos.
    Pois hoje é visível que a educação pode sim mudar a sociedade basta que queiramos esta mudança pra que ela obtenha um resultado positivo.



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    1. Preconceito, ainda? Em que país você vive? O fracasso escolar pensado aparti da discriminação da criança.



      Palavras-chave: dominaçao; escola pública; fracasso escolar;


      Questão de partida: È possivel pensar o fracasso escolar aparti da discrinação da criança ?

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  29. O que mudou no Brasil?

    O filme quanto vale ou é por quilo de ínicio descreve duas épocas, uma durante a escravidão, e a outra após a até a contemporaneidade. Contudo mesmo em periodos diferentes, há uma semelhança na relação de poder nos aspectos políticos, socio economico,mascarada pela corupção,pela violência e pelas diferenças sociais.Durante a escravidão os negros eram vendidos aos senhores de terra que visavam o lucro com este comércio. Nos dias atuais, a classe baixa que estão vivendo na miséria abadonada pelo Estado em atividades assistenciais que na verdade são fonte de muito lucro. Nessa perspectiva o filme quanto vale ou é por quilo mostra que o tempo passa no Brasil e nada muda.
    O brasil continua com a crise de valores. A relação de semelhança entre o antigo comércio de escravos e atual exploração da miséria pelo marketing social, que forma uma solidariedade de fachada. Uma analogia entre o sofrimento que os escravos passava, o filme relata os dias atuais uma ONG que implanta o projeto enformática na periferia em uma comunidade carente. Uma funcionária do projeto descobre que os computadores foram superfaturados e por isso passa a ser uma ameaça. O filme também relata um jovem desempregado que entra no mundo do crime para sobreviver financeiramente.
    Em síntese o filme demostra que o Brasil presica ser revisto em sua política, pois a mesma ilude o povo com promessas inúteis, ou com festas, programas como bolsa renda, carnaval e o futebol que fazem com que as pessoas se afastem da realidade, deixando de lutar pelos seus direitos.

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  30. Leitura do Filme Quanto Vale ou é Por Quilo? De Sérgio Luís Bianchi.

    O filme de Sérgio Luís Bianchi traz uma relação entre a época da escravidão e a exploração das pessoas que vivem na miséria hoje. Ele apresenta através de cenas que expõe os dois momentos de forma alternada o que possibilita a comparação entre os dois tempos.
    O autor aborda várias questões dentro do filme como o abuso de ONGs que usa a miséria para ganhar dinheiro para beneficio próprio e não de quem precisa alerta ainda para assuntos que pareciam ter ficado para traz, mas que ainda existem atualmente como a luta pelos direitos democráticos, a discriminação contra negros e pobres, o desrespeito, a corrupção, dentre outros. A única coisa que mudou foi à aparência, mas os costumes das classes dominantes continuam, a única coisa que interessa é o lucro e para isso eles continuam vendendo uma democracia lúdica onde até a solidariedade é usada como produto.
    O filme serve de alerta para o nosso Brasil atual um país que continua reproduzindo desigualdades e escondendo ela através do carnaval e do futebol desviando a visão do que realmente interessa que são as politicas publicas que realmente dê certo e não essas que estão ai como paliativo.

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  31. Da roça para mídia: A retratação imaginária, distorcida e ridicularizada do homem do campo nordestino.

    Na literatura, na televisão e no cinema o homem do campo tem sido retratado de forma distorcida e com palavras pejorativas como: preguiçoso, atrasado, ingênuo, matuto e são esses adjetivos que se mantém no imaginário popular ajudando, assim a enraizar estereótipos que não reconhece e valoriza essas populações.
    O Brasil passou de um país rural para urbanizado muito rapidamente, com isso o campo foi esquecido pelo poder público e muitos foram expulsos do meio rural migrando para as cidades, buscando melhorias. No entanto, essas mudanças tiveram consequências desastrosas, pois, foram obrigados a residir em áreas longe dos centros urbanos sem nenhuma estrutura e saneamento básico, portanto, vivendo à margem da sociedade. Não tão diferente dos que permaneceram no campo onde estão em situação semelhante ou pior, vivem um paradoxo de estarem no campo e estarem na condição de faminto.
    Diante da situação desses cidadãos campesinos há uma tendência da mídia em fabricar estereótipos que incorporamos e aceitamos como verdades e isso implica em um sério problema que damos o nome de preconceito. Não nos damos conta que a televisão propaga preconceitos contra a população negra; indígena; nordestinos em suas novelas (quando essas populações pertencem na maioria das vezes ao núcleo engraçado da trama).
    Ao falar sobre o caipira não podemos esquecer-nos de Jeca tatuzinho obra de Monteiro Lobato que foi imortalizada por Mazzaropi (1959) como filme. Jeca é um homem simples que vive no interior do estado de São Paulo na sua pequena propriedade. Quando é perturbado por um fazendeiro mau caráter que rouba sua terra. No entanto, a forma como esse personagem é apresentado como um homem preguiçoso sendo esta a imagem difundida sobre o homem do campo.
    Como conhecedores da realidade do meio rural a idéia de ociosidade não é valida. Essas pessoas têm grande importância na economia agrária do país, pois são elas que geram grande parte da produção agrícola brasileira.E como nordestinos não deveríamos aceitar esses estigmas que são interiorizados através das telas dos meios de comunicação em massa .




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  32. Duas épocas distintas com um só objetivo
    A Desigualdade social e Escravidão é um problema da realidade do nosso país, ambas veem de muitos anos atrás. Mesmo com décadas de diferença, mantendo sempre com o mesmo significado. Sempre desfavorecendo e menosprezando as classes inferiores utilizando- se a muito tempo atrás com a mão de obra escrava e nos dia de hoje com o racismo e a descrimiação. Essa desigualdade prejudica as classes menos favorecida do nosso país gerando assim conflitos em todas as faixas etária, começando na educação da rede publica de ensino que é totalmente desvalorizada pela falta de “competência política” (falta de investimento na educação publica). O filme “Quanto vale ou é por quilo?” retrata de forma esplendorosa duas épocas distintas, mas com uma grande semelhança quando fala da corrupção, violência e a diferença sócia. Ele faz uma comparação entre o comercio de escravo e sua captura a verdadeira situação do nosso país quando mostra a realidade das ONG’s e das pessoas que estão por trás delas, ambos formando uma sociedade meramente com um único objetivo visando o lucro.

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  33. Brasil marketing social
    O filme Quanto vale ou é por quilo? faz um paralelo entre o período escravocrata e atualmente a sociedade capitalista, evidenciando o “marketing social”, o descaso com a população carente principalmente com crianças e adolescentes, idosos comprovando as condições de precariedade e que vive essa população, o preconceito racial, trabalho infantil, corrupção. Quanto vale ou é por quilo a vida humana, quanto vale o respeito? O direito a ter uma vida digna. O Brasil é um país que nunca mudou a sua característica, mudou somente a roupagem a época, é possível ver e analisar no filme as mesmas promessas vãs, ONGs e assistências sociais se dizendo preservar e ajudar as famílias carentes, tentando mostrar uma imagem feliz das crianças, e tornando-se através das imagens delas empresários e associações bem sucedidas, lavando o dinheiro publico que deveria ser investido em educação e assistência mais o invés disso sendo como sempre desviado em beneficio próprio. Assim como no filme nos remete a lembrar da condição de vida na época colonial até hoje, nos faz lembrar a nossa educação hoje no Brasil, da desigualdade social em educação, as condições em que os infanto juvenis e todos aqueles que querem e tem por direito acesso a educação. As condições para que uma criança tenha acesso a uma escola de qualidade é direito apenas daqueles que tem um poder aquisitivo alto? Ou será que não temos os mesmo direitos que essas pessoas? Perguntamos-nos o porquê do individualismo humano, o desrespeito com toda uma sociedade e vemos que desde o período colonial somos tratados como mercadoria de troca e venda somente como forma de lucro, e que por isso o Brasil não muda. O governo não age com eficiência com suas políticas publicas para a educação e voltadas para uma assistência básica para adolescentes e crianças criando um ambiente favorável há mudanças em todos os contextos sociais, mudando a condição de letramento dos infanto juvenis, o fracasso escolar a repetência e evasão. Só há mudanças quando alguém se atreve a dar um primeiro passo por que ficar esperando não vai solucionar o problema.

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  34. O patrimonialismo da desigualdade social na educação

    O discurso de liberdade e igualdade também abordado por Marx, que muito rege a sociedade de hoje nada mais é do que uma forma de acobertar as intencionalidades e as ideologias de determinados grupos que se apossam de cargos e poder para manipular as classes menos favorecidas. Essa é uma relação hegemônica reflexo do passado histórico do nosso país a relação escravo/ patrão, reis/ súditos uma carga cultural que de forma respinga nas atuais relações sociais. A mesma encontra-se direta ou indiretamente nos mais variados seguimentos, no entanto este texto abordara uma discussão em torno da educação. Observando o panorama da educação em seus diversos níveis, por meio de leituras, bem como pesquisas e visitas em escolas durante o nosso curso, e levando em consideração os valores atribuídos a cada individuo envolvidos nesta grande cadeia educacional é possível observamos o poder como base, onde os administradores e especialistas detentores de cargos maiores exerce seu autoritarismo sobre professores, que por sua vez, exerce sobre auxiliares e funcionários e colaboradores de forma pouco questionadora e em ultimo grau encontra-se o aluno onde recebe toda esta carga de poder cair sobre ele, sem ao menos possibilitar ele se expressar valendo salientar que isso acontece em especial em escolas publicas onde está mais poderosa a ideologia na perspectiva da desigualdade do que a igualdade social na educação.

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    1. O patrimonialismo e a desigualdade social na educação: algumas considerações.


      Questão de partida: O que é o patrimonialismo e como ele interfere a favor das desigualdades sociais em educação?

      Palavras chave: poder (dominação); fracasso escolar; espaço escolar; burocracia; autoridade;

      Observando o panorama da educação em seus diversos níveis,em particular na escola das series iniciais, isto por meio de leituras, bem como pesquisas e visitas em escolas durante o nosso curso de pedagogia no campus XV UNEB Valença , e levando em consideração os valores atribuídos a cada individuo envolvidos nesta grande cadeia educacional é possível observamos o "poder" como base, onde os administradores e especialistas detentores de cargos maiores exerce se não me equivoco, uma relação de autoritarismo sobre professores; que por sua vez, exerce sobre auxiliares e funcionários e colaboradores de forma pouco questionadora e em ultimo grau encontra-se o aluno onde estaria submetido a toda carga de poder sobre si; ao aluno esta impossibilitado a sua expressão sobre o funcionamento da escola. valendo salientar que isso acontece em especial em escolas publicas onde está mais poderosa as relações de patrimonialismo.


      Ou seja o patrimonialismo seria ...."

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    2. Patrimonialismo

      Ao fazer seu mea culpa no caso do uso abusivo pelos parlamentares de passagens aéreas pagas pelo contribuinte, o deputado Fernando Gabeira deu certa profundidade ao debate: “Agi como se a cota fosse minha propriedade soberana”, disse a Josias de Souza, da Folha de S.Paulo. “Confesso que caí na ilusão patrimonialista brasileira.” O uso do conceito de patrimonialismo, termo do vocabulário sociológico, é preciso. Estranho é vê-lo associado à palavra ilusão.
      Patrimonialismo vem de patrimônio, do latim patrimonium – em seu sentido original, conjunto dos bens paternos, herança familiar. Mas o significado que vem ao caso nasce como um conceito cunhado pelo jurista alemão Max Weber (1864-1920), um dos pais da sociologia. Em linhas gerais, trata-se de uma forma de dominação política comum em regimes absolutistas, em que o governante não diferencia bens particulares de públicos, tratando a administração como assunto pessoal.
      O patrimonialismo weberiano encontrou solo fértil no pensamento brasileiro do século 20. O primeiro a usá-lo foi Sérgio Buarque de Hollanda no clássico Raízes do Brasil. “Para o funcionário ‘patrimonial’, a própria gestão política apresenta-se como assunto de seu interesse particular”, escreve ele, parecendo falar do que ocorre hoje no Congresso. “As funções, os empregos e os benefícios que deles aufere relacionam-se a direitos pessoais do funcionário e não a interesses objetivos, como sucede no verdadeiro Estado burocrático, em que prevalecem a especialização das funções e o esforço para se assegurarem garantias jurídicas aos cidadãos.”
      Como se vê, longe de ser uma “ilusão”, o patrimonialismo é um sistema bem real, tratado por Raymundo Faoro em outro livro clássico, Os donos do poder, como a característica mais marcante do Estado brasileiro. Não vai ser tão fácil sair dessa.

      Referência
      http://veja.abril.com.br/blog/todoprosa/a-palavra-e/patrimonialismo/

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    3. Esta a tradição, segundo o pensador brasileiro Sergio Buarque de Holanda, em sua obra clássica “Raízes do Brasil”, vem da cultura do “homem cordial”, termo utilizado pelo pensador para explicar, porque as relações entre cidadão e Estado são dominadas pelo clientelismo e a pela troca de favores, que acabam culminando na formação do Estado Patrimonialista.
      http://sebastiao-santos.blogspot.com.br/2011/04/copa-do-mundo-e-o-patrimonialismo.html

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  35. Este comentário foi removido pelo autor.

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  36. Vozes da seca de Luiz Gonzaga e Zé Dantas, um comparativo com a politica de ontem e a de agora.

    longe de mim querer fazer politicagem com uma atividade acadêmica, mas como eleitora e admiradora de Gonzaga, este grande compositor e cantor, que como eu um leitor preocupado com sua gente, em um ano politico da época dele, expôs tão claramente o que nós no agora estamos cansados de vivenciar. é muito doutor querendo ser prefeito ou vereador, como sempre muita promessa que sabemos que quase nada se cumprirá, é um aperto de mão pra lá, é beijo em crianças pobres barrigudinhas pra cá, é a demagogia reinante aliado ao sobe e desce de favela, até o choro sentido de politico querendo postar de bom moço,para no dia primeiro de janeiro em sua posse, apenas sua família poder comemorar com o melhor e o povo na expectativa fica a ver navios por mais quatro anos... em outras palavras como dizia o personagem fictício Justus Veríssimo de Chico Anísio, "o pobre que se exploda". E assim ficamos na expectativa de que nas próximas eleições venha o nosso salvador que sabemos que não existe, e que mude esta situação, com melhor educação, saúde, trabalho e dignidade. voltando a canção, Vozes da seca, grande clássico da MPB,é um clamor em forma de canção tão elaborada, que é um apelo também nos dias atuais as autoridades para que se sensibilizem com o drama dos flagelados nordestinos, que convivem com a seca, com a fome, pobreza, analfabetismo e alienação que em quase 60 anos não ouve qualquer mudança.em 1953 foi registrada a maior seca que o nordeste Brasileiro já teve, sob o comando do presidente Getúlio Vargas, um bom estadista no meu ponto de vista, o governo federal decreta ajuda imediata e emergencial ao povo nordestino. fica aqui eternizada o grito do povo sertanejo, que como sonhador e esperançoso possa um dia trazer a realidade o que é ofertado em forma de promessa, e que nunca é cumprido, por estes falsos políticos que ai estão como carcarás em cima da putridez de uma carcaça sob a forma de dinheiro publico que deveria ser usado pra atender o povo nordestino sertanejo.

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  37. Quixabeira da roça á industria cultural

    Este documentário é riquíssimo em como o povo sertanejo com seu talento cria mas é engabelado pelas industrias midiáticas que exploram o povo, e o lucro que deveria ser revestido pra melhorar a vida desse povo sofrido, vai parar nas mãos dos maiorais donos de Studios famosos, que sutilmente tomam suas criações, transforma-as com uma roupagem moderna e vende pras massas, que desconhecem os verdadeiros donos dessa cultura riquíssima intitulada Quixabeira. Este documentário serve como um memorial da criatividade do povo sertanejo, lavradores que calejados pela lida, são capazes de criar cancões, tão boas de cantar, algumas conhecidas como já disse antes porque é regravadas em vozes famosas pra vender mais e enriquecer poucos em detrimento do povo nordestino e sofrido. Ao analisar a Quixabeira vemos a identidade de um povo, suplantada pela ganancia de homens que não estão interessados em manter essas raízes. raízes de um povo alegre apesar da labuta árdua encontram forças para serem felizes, contentes por criar canções que mantenham viva a chama do puro nordeste. Não um nordeste alienado, mas um nordeste repleto de pessoas inteligentes e criativos, diferentes do pensamento pejorativo que a sociedade impõe e que é mostrado sem nenhum respeito pela mídia. O nordestino em sua essência é um povo pacato, humilde, forte, lutador, feliz,com uma sabedoria diferente da cientifica mas que tem seu valor, povo este que enfrenta o preconceito e demais adversidades ao longo da vida mascarando cada uma dessas tristes situações com uma admirável maestria, o tornando assim uma especie de herói.
    Quixabeira linda canção interpretada por Gal Costa, Carlinhos Brown e Carla Visi (Cheiro de Amor), e Maria Bethânia, mas os verdadeiros donos são os sertanejos de Feira de Santana, Quixabeira de Lagoas etc.

    Amor de longe
    Benzinho
    É favor não me querer
    Benzinho
    Dinheiro eu não tenho
    Benzinho
    Mas carinho eu sei fazer até demais
    Fui de viagem
    Passei as Barreiras
    Avisa meus companheiros
    Sou eu Manoel de Isaías
    Na ida levei tristeza
    Na volta trouxe alegria
    Passei pela Quixabeira
    Mané me deu uma carreira
    Que até hoje correia
    Tu não faz como um passarinho
    Que fez um ninho e avoou
    Mas eu fiquei sozinho
    Sem teu carinho
    Sem teu amor
    Alo meu Santo Amaro
    Eu vim lhe conhecer
    Eu vim lhe conhecer
    Sambá Santamarense
    Pra gente aprende
    Pra gente aprende
    Tu não faz como um passarinho
    Que fez um ninho e avoou
    Mas eu fiquei sozinho
    Sem teu carinho
    Sem teu amor
    Pra bumba com Babá
    Bum Bum bá

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  38. "Sertão, argúem te cantô,
    Eu sempre tenho cantado
    E ainda cantando tô,
    Pruquê, meu torrão amado,
    Munto te prezo, te quero
    E vejo qui os teus mistéro
    Ninguém sabe decifrá.
    A tua beleza é tanta,
    Qui o poeta canta, canta,
    E inda fica o qui cantá."

    (De EU E O SERTÃO - Cante lá que eu canto Cá - Filosofia de um trovador nordestino - Ed.Vozes, Petrópolis, 1982)

    uma singela homenagem ao povo ao qual faço parte, o povo nordestino, povo de fibra e de raça e de uma sabedoria impar.

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  39. para quem assim como eu ama literatura de cordel.

    http://blogdotataritaritata.blogspot.com.br/2008/08/literatura-de-cordel-patativa-de-assar.html

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  40. “…A grande verdade é que temos pouco a dividir.Devemos, portanto,por um lado atender ao problema de justiça,corrigindo os abusos é a ostentaçãode uma minoria…” o fragmento faz parte do primeiro discurso de Vargas no congresso.Seu governo visava o desenvolvimento do país e o crescimento da indústria.Contudo essas melhorias nunca chegaria ao sertão.LuiZ Gonzaga portavoz do povo nordestino conhecia bem esta realidade.
    Nascido em Exu no interior de Pernambuco em 1912.Em muitas de suas músicas denunciou a situação em que muitos de seus conterraneos viviam através da arte. Músicas como “Voz da seca” onde pedia uma política que trouxese desenvolvimento para o semi – árido e não assistencialismo que nas suas palavras envergonhava e não resolvia o problema. Criava outros como o conformismo. Na mesma época em que a música foi escrita é sansionada a lei nº2.004,estabelecendo a Petrobrás como empresa estatal.Começa então a exploração do Petróleo. É ironico ao analisarmos a grande soma de dinheiro que é investido para extrair o ouro negro,contudo, por que não são investidos na escavação de poços na seca?Por outro lado temos a música triste partida que retrata o movimento migratorio, ou seja,os retirantes são obrigados a abandonar suas terras por causa da seca é retratada nas palavras de Patativa do Assaré
    “Nóis vamo a São Paulo
    Que a coisa tá feia
    Por terras alheia
    Nós vamos vagar”

    Mota,Myriam Becho.história:das cavernas ao terceiro milênio
    Miriam Becho Mota,Patricia Ramos Braick.-1.ed.-São Saulo:Moderna,2005.

    http://letras.mus.br/luiz-gonzaga/

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  41. Luiz Gonzaga um dos mais sábio nordestinos.

    A música de “Vozes da seca de Luiz Gonzaga e Zé Dantas, foi composta em 1953, a mesma foi considerada como uma das principais música de protesto em todo Brasil. Com a música “Vozes da Seca” o mestre Lula, como era carinhosamente conhecido pelo seu amigos, da área cultural, assimilou e propagou toda a poesia da cultura nordestina, e, desde cedo, se habituou a tocar as música tradicionais de seu povo. Além de ser muito importante para a música popular brasileira, Luiz Gonzaga apresenta para o Brasil a marca que identifica o homem do sertão. Com letras bem brasileira e populares que fala do jeito de ser, e da vida da gente do sertão nordestino. O mestre Lula com sua voz simples, um largo sorriso na boca e uma sanfona, chama a tenção, dos governantes daquela época para as mazelas, que o povo do nordeste estava vivendo e ao mesmo tempo e propõe a solução para o “problema”. O mesmo afirma em sua música que o homem do nordeste encontra alternativa para superar as sua dificuldades.
    Naquele mesmo período o Brasil estava passando por momentos importantes como: Com a criação do Ministério da Saúde, o Ministério da Educação e Saúde Pública passa a se chamar Ministério da Educação e Cultura.
    É criada a Campanha de Aperfeiçoamento e Difusão do Ensino Secundário - CADES, vinculado à Diretoria do Ensino Secundário,
    É criado o Comitê Brasileiro da Organização Mundial de Educação Pré-Escolar – OMEP.
    E o mestre Lua com toda sua sabedoria de nordestino, faz uso da sua voz, para clamar, informar, comunicar, denunciar e porque não dizer, apresentar o nordeste ao Brasil e Brasil ao nordeste.

    http://home.swipnet.se/maltez/maltez_history9.htm
    http://www.cereja.org.br/arquivos_upload/LuizGonzaga_JoseAugustoAlmeida.pd

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  42. Escravidão e Modernidade: A exploração da mão de obra no Brasil em um contexto contemporâneo, e o papel da educação como ferramenta de transformação.



    A escravidão ainda deixa marcas bastante profundas em nossa sociedade, tanto na questão racial no que diz respeito ao preconceito “disfarçado” contra o negro, quanto na exploração do trabalho e exclusão social da população de baixa renda, esses fatos são resquícios de uma história de engano e exploração para com a nossa população desde a chegada dos colonizadores até roubalheira política desacerbada em que o país vive, Até quando seremos tratados como escravos e mercadorias que só tem valor nas eleições? Porque nos tornamos reféns desse esquema histórico de exploração e humilhação, se as riquezas desse país nos pertence por direito? Como nos libertar dessa prisão sem grades em que nossa sociedade vive onde somos dominados e forçados a trabalhar exclusivamente para enriquecer uma pequena minoria dominante? Será a educação o caminho e a ferramenta de transformação do nosso povo?. “Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade” é o que diz nossa carta magna, mais quando essa utopia se tornará realidade? Quando poderemos viver “naquele” país que a nossa constituição descreve a garante a todos. São questionamentos como esses que nos inquietam e nos incentivam a mudar nossa história como povo, a idealizar um país melhor mais justo em que as desigualdades sociais já não façam mais parte de nossa sociedade.

    Referencias:

    Constituição federal 1988.

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    1. Quando vale ou é por quilo: o Histórico da desigualdade social no Brasil e a contemporaneidade.



      Como já discutido anteriormente, a escravidão iniciou-se no Brasil muito cedo, no século XVI com exploração dos indígenas e logo em seguida a dos africanos. A escravidão foi nada mais que a imposição de trabalho a um povo, em troca subsistência, subsistência esta precária, advinda de péssima alimentação, intensa carga horaria de trabalho forçado, e tratamento desumano. As pessoas eram vista como mercadorias onde poderiam ser trocadas, vendidas.
      Apesar de a escravidão ser proibida oficialmente em todas as nações, sempre houve desde 1888, grupos econômicos que empregam e abusam clandestinamente, daqueles que nada ou pouco tem, e podem trocar sua força braçal pela sua sobrevivência. Hoje em dia aquela ideia de posse, dono de escravos pode não existir mais, ou não está tão intensa como antes, porém as condições de trabalho, a exploração mão de obra e o não cumprimento das leis trabalhistas existem, e são uma realidade constante em nosso País.
      A mídia todos os dias em seus noticiários estão sempre denunciando, casos de exploração, dos locais mais pobres do nosso pais, aos mais desenvolvidos. Por isso deixa duvida de quando vai acabar esse tipo de prática, pois são milhares de pessoas que ainda sofrem esses abusos por parte da chamada classe dominante da sociedade, gerando assim desigualdade social, que é um dos maiores problemas enfrentados nos pais. Pais considerado rico na biodiversidade natural, em território, em cultura, em povo mas que traz vestígios de um passado que nunca favoreceu aqueles que constituirão esta nação.




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    2. Brasil o país das desilgualdades.

      Apesar de ser um país rico em recursos naturais e com um
      PIB (Produto Interno Bruto) figurando sempre entre os 10 maiores do mundo, o Brasil é um país extremamente injusto no que diz respeito à distribuição de seus recursos entre a população. A desigualdade de renda no Brasil pode ser atribuída a fatores estruturais sócio-econômicos, como a elevada concentração da riqueza mobiliária e imobiliária agravada pelo declínio dos salários reais e à persistência dos altos juros. A desigualdade se tornou a marca maior da sociedade brasileira.

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  43. Educação: uma voz contra a liberdade de papel.

    Referir-se aos direitos humanos é necessariamente realizar um pertinente retrocesso ao conceito e sentido de liberdade. À liberdade almejada pelos negros escravizados antes de 1888; a aplicação desta a partir deste período, bem como a visão constantemente condenada até o presente período.
    Não há como assumir uma luta por um país dito democrático, se há visível enraizamento escravista correndo nas veias capitalistas desta tão contraditória nação, a qual a cada oportunidade animaliza seus indivíduos a troco do lucro.
    É complicado explicar que o direito a ter direito realmente é verídico, se a dignidade de um ser humano perante a outro funciona, em sua maioria, apenas de maneira artificial fixado nas entrelinhas da Constituição. Algo que desde ai demonstra o não cumprimento da liberdade, da alforria de tantos que se mantêm estigmatizados pela exclusão, injustiça, desvalorização, desigualdade, pobreza, miséria, dentre tantas outras mazelas sociais.
    E a educação é um competente jeito de quebrar ou ao menos amenizar todo o tenebroso circulo estabelecido por tais desigualdades. Ainda que muitos a associem erroneamente ao processo mecanicista de conteúdos, a educação é e deve estar embebida por questões de cidadania e libertação.
    O nível de instrução de uma pessoa tem relação direta com a produtividade do país, e consequentemente com a redução da ação excludente, porque a instrução é o melhor método para que os direitos sejam cobrados e defendidos. É desvantajoso para as classes majoritárias que os marginalizados à sociedade sejam instruídos, para que não tenham como debater nem exigir o que lhes negam.
    A educação não é neutra, é libertaria como se referia Paulo Freire e não há como fazê-la verdadeiramente sem abraçar as causas que contribuem para a defasagem social, as diferenças cada vez mais julgadas como normais, os alunos que adentram a sala de aula revestidos por tantas desigualdades vezes ignoradas.
    Uma realidade que assusta, mas que pode ser combatida porque se muitos decidem por se calar, há uma voz com obrigação de gritar: a dos educadores. Aos quais se refere Freire ao citar que uma de nossas tarefas, como educadores e educadoras, é descobrir o que historicamente pode ser feito no sentido de contribuir para a transformação do mundo, que resulte um mundo mais 'redondo', menos arestoso, mais humano, e que se depare a materialização da grande utopia: Unidade na Diversidade."

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    1. Educação- uma voz contra a liberdade de papel: O direito da criança a uma iniciação escolar decente.

      Palavras chaves: direitos humanos; liberdade; justiça social;desigualdade cultural


      Questão de partida: Como associar a reflexão do conceito de educação com o direito da criança a uma iniciação escolar decente?

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  44. http://www.youtube.com/watch?v=RUlSBE7Z-1g link para assistir terra em transe de Glauber Rocha

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  45. Fazendo uma leitura de vozes da seca

    A música Vozes da Seca (Luiz Gonzaga e Zé Dantas, 1953), fala de forma emocionante a triste condição de vida de alguns sertanejos que enfrentavam a extrema pobreza em conseqüência da seca. Percebemos na letra da música que eles não pediam esmolas, mas intervenção do poder público para solucionar o problema da seca e assim, poderem permanecer, trabalhar e viver com dignidade na zona rural.
    Observa-se, porém que nessa época o Brasil que tinha como presidente da República Getúlio Vargas, estava passando por diversas mudanças no contexto sócio-político. O governo estava preocupado era com o progresso econômico brasileiro, com o processo de modernidade e nacionalidade, ou seja, com o processo de industrialização; e não fazer intervenção política que solucionasse o problema dos sertanejos. Nesse sentido, a trajetória da educação rural inclui-se na dinâmica de modernização do campo assumindo um papel decisivo no processo de expropriação, proletarização e controle dos trabalhadores rurais. Refletindo dessa forma o domínio do poder público sobre os trabalhadores do campo.
    A música ABC de Luiz Gonzaga retrata muito bem a questão do homem do campo ter que se desapropriar do seu jeito de pronunciar para poder aprender a ler na escola. Percebe-se aí, uma aquisição da leitura de forma autoritária, desvalorizando o conhecimento da realidade do sujeito. A escola nesse sentido legitima a cultura dominante como único conhecimento válido a ser aprendido. Negando desse modo não só a linguagem vivenciada da vivência do sujeito, mas a própria identidade do ser do campo. Pois, no espaço escolar além de ser criticado pelo modo de falar, é também pelo de se vestir, comer, beber, se relacionar e até mesmo de pensar. Sendo tido como incapaz. Aquele que não sabe nada e precisa aprender (a cultura dominante) para ter valor. Dessa forma, a educação que deveria ser um instrumento de libertação, torna-se um instrumento de desconstrução da identidade do homem do campo. Contribuindo desse modo para levar os sujeitos inseridos na escola ao tão conhecido e discutido fracasso escolar. E, conseqüentemente a exclusão social.

    Fonte:
    http://coisasdavalk.blogspot.com.br/2010/02/breve-contexto-politico-e-cultural-do.htmlhttp://www.historica.arquivoestado.sp.gov.br/materias/anteriores/edicao03/materia02/

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  46. Desigualdade Social no Brasil

    No Brasil a desigualdade social é um fato lamentável onde nem sempre os direitos de todos são respeitados, viver com dignidade torna-se cada vez mais difícil, pois sem oportunidades as pessoas desprovidas de recursos financeiros não têm a mínima chance de ascender socialmente.
    Todo cidadão tem direito a educação e liberdade de expressão no entanto vivemos em uma sociedade que de certa forma nos impõe como devemos agir, seguimos regras de convivência que padronizam as pessoas e discriminam pois, apesar de não vivermos no período da escravidão continuamos submersos, quem não detém o poder aquisitivo é submisso de quem tem poder, esses obtém lucros a partir do trabalho de seus empregados, vivemos numa sociedade capitalista em que o sistema econômico prioriza o lucro quanto mais se produz mais obtém capital.
    Sabemos que nosso país é formado por misturas de raças e culturas diferentes ainda assim prevalece a discriminação racial com os negros que mesmo não estando na condição de escravos são desvalorizados, seus direitos não são preservados foram libertos mas ainda lutam para serem aceitos perante a sociedade com igualdade entre raças.

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    1. Desigualdade social no Brasil: o direito de estudar de crianças inviabilizados no espaço escolar publico das series iniciais.

      Palavras chaves:fracasso escolar, escravidão, discriminação social, politicas publicas afirmativas, desigualdade social. identidade.

      Questão de partida: como está sendo tratado o direito a escolarização das crianças sem escolas publicas nas series iniciais?

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    2. O ensino publico das series iniciais no Brasil

      No Brasil o ensino publico das series iniciais se comparado ao ensino privado é considerado inferior, isso acontece devido a falta de comprometimento do governo em oferecer educação de qualidade para todos, além disso, por se tratar do ensino fundamental I, geralmente o que ocorre é um descaso, existe uma maior preocupação com as outras series.
      Sabemos que a educação é à base do desenvolvimento, como é possível o Brasil ser um país desenvolvido sem uma educação de qualidade?A educação é um direito garantido por lei, segundo a Constituição da Republica de 1988 tinha como meta melhorar o ensino ate 2010, porém observamos que esse objetivo não foi alcançado, pois, o que vemos é uma educação de precária.
      E lamentável que no nosso país exista um descaso com a educação publica o que torna ainda mais difícil a vida da população que desprovida de recursos financeiros dependem exclusivamente do ensino publico para educar seus filhos, que se depara com professor despreparado, sem qualificação, falta de materiais didáticos, escolas sem infra-estrutura o que compromete o rendimento escolar dos alunos.
      É necessário que o Brasil invista mais na educação que é de suma importância para a formação do individuo, para que os mesmos possam ser cidadãos conscientes do seu papel perante a sociedade.

      http://pedagogiaaodapedaletra.com.br/postes/a-qualidade-do-ensino-publiso-brasileiro//

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    3. O professor das séries iniciais: suas condições de trabalho

      Atualmente os professores vêm enfrentando dificuldades no âmbito escolar, as constantes mudanças que ocorrem a nossa volta afetam diretamente no processo de ensino-apredizagem, podemos citar exemplo falta de recursos e equipamentos na sala de aula, com o avanço da tecnologia; computador, notebook, tablete e outros objetos tecnológicos, muitos alunos dispõe desses recursos em casa, enquanto na escola o professor não dispõe, tendo que mesmo nessas condições buscar meios de entreter o aluno proporcionando assim uma aula atrativa ou do contrario sua aula se tornará monótona e cansativa. A educação é um tema bastante discutido na sociedade, sabe-se que a aprendizagem é um processo dinâmico e continuo no qual o aluno participa da construção do saber. Portanto o professor tem como finalidade construir o caráter social, político e econômico do individuo, segundo Paulo Freire (2004) “ensinar não é transferir conhecimento, mas criar as possibilidades para sua produção ou a sua construção. ’’
      No Brasil, infelizmente a qualificação do professor e o reconhecimento do seu papel diante da sociedade é uma lastima, muito ainda é preciso ser feito para melhorar a educação do nosso país.

      FREIRE, Paulo. Ação cultural para a liberdade. São Paulo, SP: Paz e Terra, 1976.

      PIAGET, J. Grego. A aprendizagem e conhecimento. São Paulo, SP: Freitas Bastos, 1978.

      FERREIRO, Emília. Disponível em: Acesso em: 18jul.2012.



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  47. Educação e Responsabilidade Social.

    Apesar de ter se passado muito tempo desde o fim da escravidão no Brasil, nada mudou, na verdade a violência, a corrupção e a desigualdade social aumentam a cada dia. Se pararmos para analisar nas redes sociais circula relatos e fotos discriminatórias dirigidas a pessoas pobres, negras, que não tiveram oportunidade de estudar e ter uma vida digna. Ainda refletindo sobre a nossa educação, sabemos que existe a relação de submissão e autoritarismo entre os profissionais de ensino, onde os professores são submissos aos coordenadores, por exemplo. Assim como ocorreu no passado quando o sistema feudal foi constituído existia a relação de dominação, entre senhor e servo, ou seja, vivemos em uma sociedade capitalista que visa apenas o consumo e conseqüentemente o lucro. Neste contexto, as classes dominadas têm obrigações para com as classes dominantes. Apesar de viver em um país democrático sabemos que a realidade é outra, pessoas sofrem com o preconceito e a descriminação diariamente e muitas crianças quando tem acesso a educação, essa não é de qualidade. Acredito que nosso país seria mais justo a partir do momento em que todos aprendessem a ter responsabilidade social e principalmente respeito e mais humanismo para com o próximo.

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    1. Educação e Responsabilidade social: O fracasso escolar em questão.

      Palavras chave: Fracasso escolar, educação de qualidade, desigualdade social em educação.

      Questão de partida: Como as políticas governamentais tem se responsabilizado com o fracasso escolar na educação básica?

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  49. Luiz Gonzaga do Nascimento nasceu 13 de dezembro de 1912 numa fazendinha no sopé da Serra de Araripe, na zona rural do sertão de Pernambuco, 02 de agosto de 1989 (76 anos). Sua mãe chamava-se Ana Batista de Jesus (ou simplesmente Santana). Seu pai, Januário José dos Santos, trabalhava na roça, num latifúndio, e nas horas vagas tocava acordeão (também consertava o instrumento). Foi com ele que Luiz Gonzaga aprendeu a tocá-lo. Não era nem adolescente ainda, quando passou a se apresentar em bailes, forrós e feiras, de início acompanhando seu pai. Autêntico representante da cultura nordestina manteve-se fiel às suas origens mesmo seguindo carreira musical no sudeste do Brasil. O gênero musical que o consagrou foi o baião.
    Por meio da música, Luiz Gonzaga consegue evidenciar que a seca é um dos grandes problemas do espaço nordestino. Ele chama atenção para este fato na toada “Asa Branca” (GONZAGA & TEIXEIRA, 1947), texto musical que retrata o drama que vive o homem do sertão nordestino quando deixa a mulher – que então se torna “viúva da seca” – e os filhos para buscar uma vida melhor no “Sul” do Brasil. O texto poético-musical compara a terra ardendo, o campo deserto e desprovido de chuva à fogueira de São João. Desse modo, na rítmica da toada constroem-se e reforçam-se os estereótipos sobre o drama da seca no Nordeste.
    Para os sertanejos, o abandono do sertão nordestino pela asa-branca é presságio de estiagem, que sempre vem acompanhada de sofrimento.
    Na canção “Vozes da Seca” (GONZAGA & DANTAS, 1953). Gonzaga solicita ao “doutô” que “Não esqueça a açudage”, pois defendia que a solução para a falta de chuva no sertão nordestino passava pela construção de grandes barragens, mesmo sabendo que um dos discursos da indústria da seca se apoiava na construção de repressas e açudes. Todavia, esse tipo de construção causa boa impressão somente pelo tamanho, levando a maioria da população que sofre com a estiagem à dependência do carro-pipa; e, por outro lado, é um mecanismo utilizado por parte dos partidos políticos para garantir votos.
    Como se pode notar, as imagens de ruralidade e de territorialidade são frequentes nos textos do referido compositor. De fato, o imaginário social regional nordestino, expresso nas composições, está impregnado de valores rurais, ao passo que o Sudeste ou Sul (já que este último termo é utilizado como sinônimo do primeiro nas composições gonzagueanas) é chamado de terra civilizada – como se pode constatar nas músicas de Luiz Gonzaga e Zé Dantas –, o que mostra a ideia de territorialidade do país.

    http://www.mpbnet.com.br/vozes.da.seca/index.html
    http://culturapopularbrasileira.blogspot.com.br/2012/05/vozes-da-seca-luiz-gonzaga-ze-dantaswmv.html

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  50. Por força do destino, Luiz Gonzaga, que apoiava os golpistas de 1964 (chegou a afirmar que não havia tortura no Brasil), foi uma das vítimas do golpe: os militares o proibiram de cantar (além desta “subversiva” Vozes da Seca) Paulo Afonso – também de Zé Dantas (por “ciúmes” dos ex-presidentes Café Filho e Getúlio Vargas, citados na letra) – e Asa Branca, de Humberto Teixeira (por motivos que a sensatez desconhece). Eram os ásperos tempos dos porões de Médici. Luiz Gonzaga foi mais uma prova de que as ditaduras, quando lhes falta melhor opção ao apetite destruidor, comem seus próprios amigos. Aqui, um grande momento da MPB (mostraremos outros “campeões”, depois). É fato histórico. 1953: uma das maiores secas jamais ocorridas no nordeste brasileiro sob o governo de Getúlio Vargas, que decreta ajuda imediata e emergencial do governo federal ao povo sertanejo. O que é comentado imediatamente por Luiz Gonzaga neste memorável baião gravado no mesmo ano. Exemplo oportuno de que, mesmo sendo um conceito de difícil inquietação por classes sociais mais abastadas, é justamente um artista popular o que vai definir com exatidão o conceito de plena cidadania, onde estabelece uma relação de contrato com o governante, autônoma e independente, e para além do conformismo passivo do assistencialismo demagógico. A Música “Vozes da Seca” composta por Luiz Gonzaga e Zé Dantas em 1953, apresenta na música brasileira e em especial, na nordestina, encontro no repertório que fala bem sobre política, sobre o eterno problema da seca, sobre a questão da esmola. Incrível como Gonzagão conseguiu em uma só canção, com uma linguagem simples e regional, abordar três temas tão polêmicos, confusos e que dão um nó em nossa mente de uma forma que as conclusões são sempre distintas e pessoais. A educação nesse período era voltada a qualificação técnica. Havia certa mobilização da elite para lutar pelo crescimento, pelo desenvolvimento tecnológico e pelo impulso à industrialização. Hoje para manter nossa cultura, a escola deve se envolver com a cultura de seus alunos e tal tema é facilmente encontrado em músicas de Luiz Gonzaga. O acesso a essas, para quem ainda não lê, poderá ser feito através da interferência do professor alfabetizador, através da leitura oral em classe. Uma música pode ser o pretexto para introduzir um assunto. Pois, além de ser uma atividade prazerosa, pode contribuir para o enriquecimento cultural. Isto nos favorece a obra de Luiz Gonzaga
    Fontes:
    http://everaldofarias.blogspot.com.br/2010/03/vozes-da-seca.html
    http://www.avozdocidadao.com.br/detailAgendaCidadania.asp?ID=779&pagina=3

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  51. http://www.youtube.com/watch?v=u7j0Jkq2eeg&feature=fvwrel filme "O pagador de promessas"

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  52. http://www.youtube.com/watch?v=18NdBWPGGMo
    http://www.youtube.com/watch?v=xlSrdF19iNA&feature=relmfu
    http://www.youtube.com/watch?v=xlSrdF19iNA&feature=relmfu
    documentario viramundo dividido em 3 partes

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  53. Quanto vale ou é por quilo?

    É um filme de produção brasileira, lançado no ano de 2005, dirigido por Sergio Bianchi. O cineasta apresenta dois filmes, buscando refletir a realidade social do país, nota-se, uma grande preocupação do produtor de cinema com realidade e o contexto social em que o Brasil enfrenta. O cineasta, faz um paralelo entre a sociedade escravocrata e a sociedade atual, demonstrando que houve poucas mudanças, até os dias atuais.
    Ele lida com personagens que compõem a sociedade brasileira como o branco, pobre, negro, empregado, o negociante entre outras classes sociais.
    “Quanto vale ou é por quilo?” mostra como a sociedade brasileira, caracterizada pela transferência de responsabilidade do interesse público para o privado, aquele que ajuda.
    O autor apresenta os contrastes que há entre as classes sociais, ele faz uma interligação entre os problemas sociais, que existiam e os existentes em nosso país.

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  54. A música de Luiz Gonzaga, Vozes da Seca, foi de fundamental importância para a compreensão dos problemas da região, ficando explícito a difícil luta pela sobrevivência no semi árido, por conta do clima que castiga e expulsa o homem do seu habitat natural, e ao mesmo tempo o acolhe, o que faz da região onde a seca predomina um lugar de contraste.
    Bela música, cantada na voz de um dos maires cantores que expressam a música sertaneja de modo a traduzir as relações de um povo com o mundo.
    Luiz Gonzaga, responsável por levar para o restante do país, não só a música, mas também a cultura da região nordestina a partir de suas músicas, onde podemos perceber as peculiaridades e diferenças entre a linguagem usada no sertão e das outras regiões do país.

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  55. A auforria é sinônimo de liberdade?
    Desde a chegada dos portugueses ao brasil que fomos escravizados,passamos por muitos sofrimentos e torturas, até que foi assinada a Lei Áurea, que garantia na época a auforria dos escravos, mas será que essa liberdade aconteceu realmente ou é uma mera ilusão?
    Acredito que seja só ilusão pois até os dias atuais vivemos escravizados, seja por falta de oportunidade de trabalho ou por vivermos em grande situação pobreza e miséria.Como dizermos que somos livres se somos obrigados a votar, pagar impostos absurdos e convivermos com tanta desigualdade social.
    Vivemos numa sociedade capitalista, racista, discriminatória, com falta de oprtunidades para os necessitados, como podemos dizer que somos livres, que somos cidadãos, que vivemos em um país democrático, ou pior ainda que somos iguais?
    Igualdade,liberdade,democracia, na verdade nunca existiu é apenas uma ilusão!

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    1. A séculos vivemos escravizados pelas amarras da desigualdade social e da miséria. Os brasileiros pobres e/ou negros não tinham direito a cidadania e educação, condições de vida digna, etc. Eram escravizados,viviam pela forca de trabalho, sem nenhuma escolarização e com uma alimentação péssima, enquanto os senhores feudais viviam em grandes palácios, com muita fartura, às custas dos escravos.
      Atualmente não é diferente, acreditamos numa ilusão que a escravidão acabou e somos livres; vivemos num país democrático; Não existe racismo; Somos todos iguais; Somos cidadãos; Algo colococado para nós pela mídia juntamente com os governantes( os atuais senhores feudais) para nós acreditarmos que realmente existe democracia e cidadania no Brasil, pois o que vemos em nosso cotidiano são escolas públicas de péssima qualidade; Alimentação escolar precária; Falta de oportunidades de emprego e renda; Altissima desigualdade social; Fome e miséria; Alto índice de violencia e marginalização,por vários fatores sociais,dentre outros.Onde os pobres e/ou negros, trabalham arduamente, em péssimas condiçõs, até o final de suas vidas para se alcançar uma aposentadoria, que nos pagamos a vida inteira, em impostos, juros e INSS, para os governantes e as elites.
      Em cotrapartida os poderes públicos lançam programas sociais ineficientes para solucionar os problemas do país, mas diz que está tudo maravilhoso.
      Logo analiso que os problemas da época da escravidão estão bastante presentes nos dias atuais, só que maquiados de tal forma que a sociedade não consegue enxergar.

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    2. Questão de partida/Tema: A alforria é sinônimo de liberdade?
      palavras-chave: desigualdade;democracia;cidadania;miséria;fome;escravidão.

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  56. O filme "Quanto vale ou é por quilo?" , deixa claro, como eram os costumes das classes dominantes, durante o período colonial. Há um retrato cruel da realidade do país neste período, onde os negros eram explorados e discriminados.
    Fazendo uma comparação com o Brasil na atualidade, o racismo ainda é muito evidente. A sociedade democrática usa meios que aproximam o povo numa democracia lúdica e não se dá conta do que está por trás de belos discursos, a exemplo está a solidariedade que oculta interesses que nada tem a ver com a melhora de vida das pessoas.
    O filme nos leva a refletir sobre desigualdade e direitos sociais representado de várias maneiras como: criminalidade, conflitos de classe, sofrimento, violência e, sobretudo, egoísmo. Essas manifestações podem ser consideradas como resultado de uma impossibilidade de mudanças no ãmbito social.

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  57. Vivemos em uma sociedade individualista, que visa o lucro, sem pensar nos outros, isso já se tornou comum e estamos acostumados a presenciar esse descaso com a reponsabilidade social.
    Na época da escravidão, cada negro tinha seu preço, nos dias atuais não mudou muita coisa, cada pessoa custa um valor para o estado.
    Somos escravos do sistema que é descriminatorio, competitivo e desigual. Todos querem seguir um padrão de vida que é ditado pela sociedade, aquele que tem o poder aqusitivo mais alto tem mais oportunidades.
    No periodo da escravidão os negros juntavam dinheiro para comprar a carta de euforria, hoje pagamos o "INSS" durante muito tempo para garantir a aposentadoria. Será que mudou muita coisa?
    É preciso que haja mudança nas Politicas Públicas, pois a distribuição de renda no Brasil é desigual e precisa ser reavaliada pelos governantes, essa politica tem que visar o bem de todos criando oportunidades iguais para todos.

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    1. Desigualdade Social no Brasil: o enfoque no fracasso escolar.


      Palavras chave: O periodo da escravidão,Distribuição de renda,Sociedade Capitalista,Politica.

      Questão de partida: Como o fracasso escolar reproduz as desigualdades sociais no Brasil.

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    2. Estamos vivenciando uma situação muito grave que a cada dia que passa esta aumentando; a evasão escolar. De quem será a culpa? São muitos os itens que podem levar uma criança a se afastar da sala de aula. Dentre elas podemos destacar a má formação e remuneração do professor, a infraestrutura da escola, o estado emocional da criança e família, a criança é o reflexo daquilo que vivencia em casa.
      É preciso criar projetos que oriente a família na educação dos filhos, esses projetos tem que proporcionar a junção da escola e família, ambas tem que trabalhar juntos na educação dos alunos, assim a criança se sentirá segura e terá prazer pelo estudo.
      Desta forma não terá motivos para se desinteressar da aula e consequentemente para de ir a escola. O âmbito escolar deve criar situações que proporcione tranquilidade e prazer.

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    3. Fome
      Hoje ouvimos falar muito em discurso de fome, o governo a todo o momento cria projetos que fala sobre o “discurso de fome”, como se isso fosse algo novo. É um problema de decados, que está em nossa atualidade com muita força.
      A distribuição de renda no Brasil é desigual, existem familiais com poder aquisitivo alto que tem oportunidades e tem uma vida melhor, outra não tem oportunidades e fica a mercê da sociedade que nomeia o homem pelo o que ele tem e não pelo que é. Existem muitos itens que contribui para o avanço da fome no Brasil, dentre elas destacamos má formação familiar, ensino sem qualidade e a falta de emprego. É preciso que os governantes criem politicas publicas que atenda todas as classes sócias, pois independente de posição social todos tem direito de ter oportunidades iguais.
      A sociedade tem que perder o medo de lutar pelos seus direitos, pois a partir do momento que isso acontecer iremos ver uma grande mudança.

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    4. Evasão Escolar no Brasil
      O fracasso escolar é uma patologia recente, que surgiu com a instauração da escolaridade obrigatória no fim do século XIX, tomou lugar considerável nas preocupações de nossos comportamentos. É uma questão nacional que está ocupando papel relevante nas discursões e pesquisas no cenário brasileiro. A evasão é um problema complexo que se origina de outros fatores.
      “Magna Soares coloca algumas explicações; “ Ideologia do dom, todos tem a mesma oportunidade, mas o bom aproveitamento dependerá da aptidão de cada um. Ideologia da deficiência, o fracasso é justificado pela deficiência cultural onde os alunos são mal sucedidos por pertencerem a um meio desprivilegiado e pobre economicamente e culturalmente’’.
      A citação acima nos relata fatos importantes em nossa sociedade, vemos em muitos casos pessoas que criticam alunos por não terem bom rendimento escolar, mas não se preocupam em resolver este problema, pois a evasão não acontece por que o aluno não quer mas estudar e sim, pelo o que ele está vivendo.
      “Celani afirma; Discorrer sobre politica educacional é, em primeiro lugar, ter ciência de que tipo de homem se pretende ser, localizar dentro de uma sociedade, de uma estrutura politica; produtiva e sobre tudo, delinear qual nível intelectual; cultural necessário para se chegar plenamente ate seus graus mais elevados”. (p 94).
      A evasão escolar está relacionada com as desigualdades sociais, e não cabe só a escolar sanar esta situação, a sociedade tem a sua parcela de culpa, pois não proporciona oportunidades aos jovens que por sua vez deixam de estudar para poder trabalhar, outros por não ter um planejamento acabam casando muito cedo e deixando assim os estudos.

      REFRENCIAS
      SOARES,Cândida Dias “Linguagem e Escola Uma perspectiva social” Magda Soares Disponivel em: 15 dez 2012.
      LEITE,Sergio Celani. Escola Rural:Urbanização e Politicas Educacionais.In:--Para uma politica Educacional Rural. São Paulo, SP: bpex, 1990. cap.5,p.94-108.

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    5. Pesquisa, Formação e Pratica Docente.

      Para se tornar um professor pesquisador é preciso observar, questionar e analisar tudo que está a sua volta. Desta forma ele se tornará um agente de mudanças, aquele que busca conhecimento.
      Para Marli André “o educador deve sempre está participando de formação continuada, adquirindo novos conhecimentos”. A pesquisa deve fazer parte da vida dos educadores, é através dela que pode existir uma relação entre pratica e teoria, ao realizar uma pesquisa o educador aprimora seus conhecimentos criando assim um ambiente mais agradável, proporcionando aos seus alunos uma educação ativa na sociedade, onde eles criam e se comprometem com a melhoria da mesma.
      A função primordial do educador é transmitir valores, traços da história e cultura de uma sociedade, eles tem que proporcionar ao aluno uma visão de mundo diferenciada, desta forma ele estará formando cidadãos críticos aquele que luta pelos seus direitos independente de posição.

      ANDRÉ,Marli. Pesquisa, formação e prática docente. In: André,M. o papel da pesquisa na formação e na pratica dos professores. São Paulo: Papirus,2001.p.55-69.

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  58. No início do século XX, o Brasil estava passando por mudanças intensas, pois foi um começo marcado pelo avanço na ciência e tecnologia, o êxodo rural e a indústria cultural. Ao analisar-se o filme “Quixabeira: da roça à indústria cultural”, pode-se identificar claramente um processo de industrialização da cultura, onde aqueles que possuem um poder aquisitivo maior saem ganhando e desfrutando das tradições culturais, de uma classe desfavorecida que fica a mercê deles, esperando uma oportunidade para que seu trabalho seja reconhecido, o que raras vezes acontece. Este infelizmente não é um problema raro de ser identificado, pois já faz parte de todo um histórico social, e vem acompanhando os indivíduos da sociedade desde séculos atrás, onde há uma manipulação de poder sobre a classe baixa.
    Outro fato que marcou este período foi o êxodo rural, que se caracteriza pelo ‘abandono’ da vida campestre para uma vida citadina, em busca de melhores condições de vida, e em busca de emprego no que era a ‘febre’ no momento, as indústrias. Pode-se perceber este desligamento em parte na música “Saudade de Pernambuco” (Luiz Gonzaga), onde ele demonstra a saudade da vida na zona rural. Mas, outra obra deste grande cantor e compositor que chama atenção para a dependência do povo campesino dos ‘doutores’, como o próprio cita em sua música “Vozes da Seca”, o que por sua vez prova o domínio da classe baixa pela classe superior, relação típica do capitalismo que estava em seu auge neste mesmo período histórico do século XX. Porém, ao mesmo tempo mostra a força de uma gente que valoriza e preserva sua cultura, que não tem maldade luta por sua sobrevivência de forma honesta e com muito bom humor apesar de todas as dificuldades enfrentadas pelos mesmos.

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  59. O homem que virou suco
    Completo no youtube
    http://www.youtube.com/watch?v=fZY_mzdBMY0

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  60. TEC II: contextualizando vozes da seca
    a musica de Luiz Gonzaga do Nascimento/Zé Dantas composta em 1953. Nestes versos, podemos observar a história de construção de sua letra. Com relacao ao contexto histórico do Brasil, a musica está retratando às condições ambientais dessa época, tais como: o ciclo da água, o clima, as fontes de abastecimento de água e os recursos alimentares, dentre outras. E, principalmente, como o homem nordestino encontrava alternativas para superar suas dificuldades. E como meio de sobrevivencia, o homem Nordestino apela para os demais estados brasileiro ajudá-los que depois quando a seca passar eles retribui, por que eles poderao plantar e terao de fartura os alimentos.
    referêcia
    ALMEIDA, José Augusto. LUIZ GONZAGA PARA ALFABETIZAÇÃO DE JOVENS
    E ADULTOS - Curso de formação de Alfabetizadores. Disponível em: . acesso em: 08 Out. 2012.

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    1. disponível em: http://www.cereja.org.br/arquivos_upload/LuizGonzaga_JoseAugustoAlmeida.pdf

      nao sei por que nao foi junto da referência

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  61. reflitam nessa musica

    Zé Ramalho

    Tá vendo aquele edifício moço
    Ajudei a levantar
    Foi um tempo de aflição
    Eram quatro condução
    Duas prá ir, duas prá voltar
    Hoje depois dele pronto
    Olho prá cima e fico tonto
    Mas me vem um cidadão
    E me diz desconfiado
    "Tu tá aí admirado?
    Ou tá querendo roubar?"
    Meu domingo tá perdido
    Vou prá casa entristecido
    Dá vontade de beber
    E prá aumentar meu tédio
    Eu nem posso olhar pro prédio
    Que eu ajudei a fazer...

    Tá vendo aquele colégio moço
    Eu também trabalhei lá
    Lá eu quase me arrebento
    Fiz a massa, pus cimento
    Ajudei a rebocar
    Minha filha inocente
    Vem prá mim toda contente
    "Pai vou me matricular"
    Mas me diz um cidadão:
    "Criança de pé no chão
    Aqui não pode estudar"
    Essa dor doeu mais forte
    Por que é que eu deixei o norte
    Eu me pus a me dizer
    Lá a seca castigava
    Mas o pouco que eu plantava
    Tinha direito a comer...

    Tá vendo aquela igreja moço
    Onde o padre diz amém
    Pus o sino e o badalo
    Enchi minha mão de calo
    Lá eu trabalhei também
    Lá foi que valeu a pena
    Tem quermesse, tem novena
    E o padre me deixa entrar
    Foi lá que Cristo me disse:
    "Rapaz deixe de tolice
    Não se deixe amedrontar
    Fui eu quem criou a terra
    Enchi o rio, fiz a serra
    Não deixei nada faltar
    Hoje o homem criou asa
    E na maioria das casas
    Eu também não posso entrar
    Fui eu quem criou a terra
    Enchi o rio, fiz a serra
    Não deixei nada faltar
    Hoje o homem criou asas
    E na maioria das casas
    Eu também não posso entrar"

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  62. Uma reflexão sobre o abandono e a desigualdade social no Brasil

    O abandono de crianças e adolescentes representa uma realidade de nossa sociedade, é uma das maiores dores que um ser humano possa sentir, e ainda tem pais e familiares que abandonam suas crias sumindo sem deixar pista. O aumento de crianças e adolescente abandonados cresce a cada dia que passa. Muitos não têm um suporte de instituições para acolherem e acabam ficando pelas ruas sem ter o que comer e onde morar. O filme quanto vale ou é por quilo?retrata a desigualdade social o abandono de crianças e adolescentes e a exploração da escravidão como mercadoria. Mostra a realidade de como os negros viviam antigamente e os preconceitos enfrentados. E essa vivencia não esta distante do nosso cotidiano, pois, existem patrões que exploram seus empregados como se eles fossem escravos de sua propriedade e descriminam por sua raça. Muitas empresas de voluntariado acabam sendo somente uma fachada, querendo passar uma aparência, ao invés de estarem apenas se preocupando em ajudar quem necessita de verdade. As organizações não-governamentais acabam sendo vistas como grandes negócios que aproveitam da miséria para ganhar dinheiro, cometendo preconceito e nem ligando para o que está acontecendo de fato na comunidade.

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  63. Problemas que parecem do passado, mas que ainda permanecem:
    A luta pelos direitos democráticos de negros e pobres!

    Numa sociedade de classes, como a brasileira, essa ‘igualdade’ formal, tomada ao pé da letra, significa simplesmente a manutenção das desigualdades e o aprofundamento da dominação dos pobres. Na verdade, somos desiguais (uns mais fracos outros mais poderosos, uns mais aquinhoados outros menos aquinhoados, uns ricos outros pobres – e, outros, miseráveis), e, por isso, a igualdade só se busca quando os diferentes são tratados de forma diferenciada. Contudo a classe social constitui um sistema caracterizado por desigualdades, quer quando assentada numa hierarquia de status com diferenças entre uma classe e outra em termos de direitos, quer quando as diferenças se estabelecem a partir da combinação de fatores educacionais, econômicos e relacionados à propriedade. É possível constatar que à medida que a consciência social desperta, a influência das classes diminui o que não constitui propriamente dito um ataque ao sistema de classes. Mas, a cidadania já carregava em si a idéia de igualdade. Partindo do pressuposto de que todos os homens eram livres, em teoria, e capazes de gozar direitos, a cidadania se desenvolveu pelo enriquecimento do conjunto desses direitos que não estavam em conflito com as desigualdades da sociedade capitalista. Ao contrário, eram necessários para a manutenção daquela determinada forma de desigualdade, explicada principalmente porque o núcleo da cidadania, nesta fase, se compunha dos direitos civis.

    O filme " Quanto vale ou é por quilo" mostra a realidade em que a sociedade se encontra (desigualdade social, discriminação de negros e pobres...), que muitas vezes está por "debaixo do pano". E nós como brasileiros e cidadões devemos lutar pelo no direito, seja, negro,branco...

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  64. As musicas de Luiz Gonzaga conhecido popularmente como o rei do Baião, vem nos mostrar a dificuldade e a diferença da cultural em cada região, em particular nordeste brasileiro, Vozes da seca retratam a gratidão dos sertanejos aos sulistas, que expressaram ajuda emergencial em uma época de grande seca, este período ocorreu no ano de 1953 governos de Vargas, onde uma grande seca assolava o sertão nordestino.
    Já ABC do sertão mostra a forma dinâmica de aprendizado e a dicotomia de ensinamentos por meio dos métodos nordestinos, onde isso se faz claro na estrofe “Lá no meu sertão pros caboclo lê, Têm que aprender outro ABC” que nos traduz a maneira de ensinar e de se passar o assunto em questão, pois não importa à didática, o importante é aprender, e nos mostra como o abc e passado no nordeste e que cada letra tem seu modo de ser falado diferentemente do ABC ensinado nas outras regiões. Outra musica de Gonzaga escolhida por mim para discussão é asa branca que se destaca muito ao traduzir a migração nordestina para região sul em especial, São Paulo, cidade dos anseios e de esperança de mudanças, pois a época era traçada pelo impacto da segunda guerra mundial e o crescimento das indústrias, trazia a necessidade de mão de obra barata, com o “sonho” de mudança, o nordestino se vê atraído pela possibilidade de transformação e se lança a essa que é para ele um “porto seguro”, pois com a seca excessiva e a falta de meios de trabalho São Paulo passa a ser visto como refugio para a vida miserável vivida no nordeste. Então esta musica traça a realidade vivida por muitos desses nordestinos que ate hoje cultiva este sonho por São Paulo.

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  65. As desigualdades sociais que se perpetuaram através dos séculos.
    TEC III

    As desigualdades sociais não é algo recente, que tenha chegado junto com o século XXI. No Brasil ela tem suas origens desde a colonização, a vinda dos europeus, o tráfico negreiro e a escravização de negros e índios, podem ser considerados o marco inicial. Negros e índios por muito tempo foram tratados como inferiores, sendo constantemente desrespeitadas e tratados como marionetes comandadas pelos seus senhores.
    Ao fazermos um paralelo desse contexto histórico com os dias atuais, veremos que apesar da Lei Áurea ter assinado a liberdade desses povos e a constituição assegurar que todos são iguais e possuem os mesmos direitos, na prática não é isso que acontece. Ao serem libertados os escravos não possuíam muitas opções de “caminhos” a serem seguidos, sendo assim alguns deles voltavam para suas terras de origem, outros buscavam meios de sobreviver no Império em que estavam.
    Mas quais as perspectivas de vida para esse povo? Para onde iriam? Onde trabalhariam? Os senhores já tinham interesse na mão-de-obra dos mesmos tendo em vista que os imigrantes já haviam começado a chegar. Portanto os “ex-escravos” se viram obrigados a viverem nos morros e trabalharem por conta própria nos pequenos espaços que conseguiam.
    Hoje podemos entender o porquê de tantas pessoas vivendo em periferias e em situação de extrema miséria. Não foram, dadas aos seus antecedentes condições para que os mesmos crescessem e se desenvolvessem, e atualmente essas condições ainda são negadas a essa população carente.
    Como pode esses cidadãos crescerem se a educação (que é o principal meio para que as pessoas se desenvolvam social e criticamente) é oferecida a eles com péssima qualidade, onde existem professores despreparados, escolas sem infra-estrutura adequada e um ambiente que não desperta nenhum interesse nos alunos e não o estimula a voltar, acrescentando ainda o fato de muitos deles terem que deixar a escola para ajudarem a família nas despesas, por viverem na pobreza.
    Portanto não ocorreram grandes mudanças em nosso país com o passar dos séculos, ainda existem muitos “escravos” gritando uma falsa liberdade. Insistimos em temer os poderosos “coronéis”, pois eles ainda detêm o poder, tomam decisões por nós, nos obrigam a seguir suas regras, e nos induzem a ficarmos calados. E enquanto continuarmos quietos e totalmente passivos, sem percebermos a força que temos, a historia continuará a mesma.

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  66. A Visível desigualdade Social do Brasil.

    O filme “Quanto vale ou é por Quilo” é dividido em episódios, com histórias intercaladas, fazendo um paralelo entre o passado e o presente, utilizando uma analogia entre o antigo comércio de escravos e os atuais problemas sociais, existentes na sociedade brasileira. O autor apresenta os contrastes que há entre as classes sociais, fazendo ainda uma grande crítica as ONGs e suas formas de captações de recursos.
    No filme é visível o preconceito que a sociedade tem com os negros e os pequenos trabalhadores, colocando estes numa zona de marginalização. No Brasil ainda predomina o pensamento de que todo negro é pobre, suburbano e classe explorada, e o rico é o branco e a elite.
    Percebemos que o Brasil nunca mudou o que mudou foi apenas os cenários, onde quem tem poder econômico sempre é dominante e quem tem pouco ou nada tem, deve submeter-se ao poderio dos governantes.
    O filme termina com dois finais possíveis, dando a entender que mesmo que não sejam apenas aquelas as opções, é o espectador que fará a leitura do mundo o que dará novos desfechos para a história. Assim como afirma Souza (2006):
    "É preciso ir contra a leitura superficial e rasteira de um mundo complexo e desigual que aponta o fator econômico como a variável determinante para a desigualdade brasileira. O autor revela a existência de uma tendência a se acreditar num ‘fetichismo da economia’, como se o crescimento econômico por si mesmo pudesse resolver problemas como desigualdade excludente e marginalização [...]” (SOUZA, 2006, p. 24).

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    1. A Visão da Desigualdade Social do Brasil: O Caso do Fracasso Escolar.

      Palavras - Chave: escola, imagem.

      Questão de Partida: O Fracasso Escolar como uma realidade social está visível ou invisível no Brasil?

      Ao analisarmos o fracasso escolar nas escolas públicas é possível nos atrelarmos a diversas fontes de pesquisas, no qual se referencia a este como um processo baseado em questões racistas.
      Nessa perspectiva os estudos de Palto nos explicitam que essas questões foram baseadas, num primeiro momento, quando os colonizadores tinham os colonizados como seres inferiores intelectualmente, e como tais, incapazes de aprender.
      Anos mais tarde, a psicologia buscou justificar o fracasso, adotando práticas de diagnóstico infantil, predominando dessa forma o preconceito com as classes inferiores.

      Atualmente, o fracasso escolar vem sendo abordados da seguinte forma:
      1- O fracasso escolar como problema psíquico - que é visto como resultado de prejuízos da capacidade intelectual dos alunos, decorrentes de problemas emocionais gerados em ambientes familiares, supostamente patológicos.
      2- O fracasso escolar como um problema técnico - culpabilização do professor: para esta posição, o fracasso é fruto do efeito de técnicas de ensino inadequadas ou sua má utilização pelo professor.
      Charlot ao refletir sobre o fracasso escolar aponta: “Esta questão nos remete para muitos debates sobre o aprendizado: a eficácia dos docentes, o serviço público e até os recursos que o país deve investir em seu sistema de ensino”.
      3- O fracasso escolar como questão institucional - para essa leitura, a escola está inserida em uma sociedade de classes, que é regida pelos interesses do capital. Deste modo, a escola também está a serviço da produção de desigualdade e da exclusão social.
      Charlot (2000) afirma que: “O fracasso escolar comporta vários fatores tais como repetência e evasão escolar, dificuldade de aprendizagem ou mesmo um desempenho insatisfatório em uma disciplina escolar.”
      4- O fracasso escolar como questão política: a escola como uma instituição social que se insere em uma sociedade de classes, que focaliza as relações de poder.

      Diante do fato exposto, percebemos que o fracasso escolar, é uma realidade de algumas escolas públicas brasileiras. Porém indago-me: “Será que esta é uma questão que é visível aos olhos dos alunos, que em sua totalidade é quem mais sofre com isso”? O que é preciso fazer para mudar esse quadro de evasão e repetência?Será que já não está na hora de rever esses currículos dessas escolas públicas, que vive esse descaso? Está visível ou invisível o fracasso escolar aos pedagogos?

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  67. Quanto Vale ou É por Quilo?
    É um filme brasileiro de 2005, dirigido por Sérgio Bianchi.
    O filme faz uma analogia entre o antigo comércio de escravos e a atual exploração da miséria pelo marketing social, que formam uma solidariedade de fachada. O filme faz uma grande crítica às ONGs e suas captações de recursos junto ao governo e empresas privadas.

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  68. Quanto vale ou é por quilo?

    O filme: Quanto vale ou é por quilo? Faz uma analogia do Brasil no período escravocrata quando se tornou Colônia de Portugal, onde os índios, e os negros trazidos da África eram capturadas, compradas e vendidas, tornando propriedade dos senhores feudais, de engenho, reis, etc., obrigadas a trabalhar em troca de comida, água, e dormida. O que as perdiam eram os grilhões, correntes, cordas, muralhas, e muitas não fugiam temendo as chicotadas, dentre outros castigos, e os que ousavam fugir, em sua maioria eram capturados, e chicoteados nos troncos em público servindo de lição para os demais. Época em que quem quises liberdade tinha que trabalhar praticamente a vida toda para obter a tão sonha carta de Oforria. Hoje as correntes são invisíveis, presas pela pobreza, desigualdade, desemprego, drogas, álcool, prostituição. Muito antes da escravidão já havia a exploração, o abuso de poder de autoridade da parte daqueles que se consideravam superiores. O alvo sempre foi os mais frágeis como as mulheres, crianças, e os negros.
    O filme mostra a exploração no trabalho, e faz um paralelo ou uma comparação com a escravidão ao qual foi abolida há muitos anos atrás, com alguns trabalhos que remete ao passado, com a diferença apenas as pessoas estão sujeitas a esses trabalhos tidos também como escravo não estão acorrentada, amordaçadas, ou são chicoteadas fisicamente. Hoje ainda muitos são considerados “primitivo”. Muitos moradores de rua, catadores de lixo, mendigos são vistos como selvagens, incivilizados e muitas das vezes são comparados como animas, disputando nos lixões a comida com outros animais, pessoas invisíveis, que vivem em completa miséria, que apesar de gritarem pedindo ajuda as outoridades e a sociedade fingem que não vêem.
    Pobreza é sinônimo de miséria e antônimo de riqueza. A pobreza está presente em países desenvolvidos e subdesenvolvidos, industrializados ou agrícolas. Muitos não têm onde morar e para abrigar-se ocupam os viadutos, praças, ou prédios abandonados, e para comer, beber, e vestir-se recorrem ao lixão, pedem esmolas, roubam, se tornam catadores de lixo, se prostituem, se envolvem no trafego de drogas, na criminalidade, etc., Outros trabalham como escravos debaixo de um sol escaldante, para ganhar uma mixaria que mal dá para comer. Escola para muitas dessas pessoas é uma utopia, um sonho impossível de se tornar real. E vão levando a vida assim marginalizados pela sociedade, esquecidos pelas autoridades, tem seus direitos básicos negados e privados, até que um dia um dia adoecem e quando procuram uma atendimento são barrados pois nem documentos tem, logo não são considerados cidadãos, e assim muitos morrer sem ao menos ter o direito ao um enterro, e são tidos como indigente, por não terem no mínimo a cidadania reconhecida. A desigualdade seja social, econômica, tem prevalecido e os resultados não são bons: desemprego, fome, pobreza, exclusão, marginalização, etc.
    O filme mostra o outro lado da solidariedade. Ser solidário é compartilhar com o outro aquilo que eu tenho e o outro não tem, é ajudar, sem querer nada em troca, é reconhecer que precisamos uns dos outros, é ver a necessidade do outro e supri-la, é se mobilizar se comover e ajudar. O filme mostra como que muitas pessoas ainda se comovem com a pobreza e se depõem a ajudar, e essas ajudas são feitas por meio de doações: seja de alimentos, vestes, calçados, ou de dinheiro. A questão é que muitas ONGs, ou programas, empresas, que estão envolvidas nesta questão social não dão os destino corretos a estão doações, que não são poucas, e poderiam beneficiar um número bem maior de pessoas carentes e com bem mais eficácia, se não fossem desviados. E faz aborda também muitos impreendimentos que está cada vez mais crescendo e ganhando adeptos, como muitas empresas que estão investindo na questão social, não por que são boazinhas mais pelas vantagens que são oferecias pelo governo como a isenção de algumas taxas e impostos.

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    1. Quanto vale ou é por quilo?:Uma parodia da historicidade do fracasso escolar.

      Palavras-chave:discriminação; fome; escravidão; repetência;

      Questão de partida:Qual a retratação do fracaso escolar hoje posto na relação com a historicidade do peródo escravocata brasileiro?

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  69. QUANTO VALE A CARA DO POBRE?
    O filme QUANTO VALE OU É POR QUILO?Trata de um tema polêmico e comum no Brasil O Mercadologia da pobreza. A pobreza vale dinheiro!Nunca se promoveu tanto a miséria no país. São programas, campanhas, lágrimas... É um drama só! Virou moda trazer nordestino pra casa, mobiliar e da cesta básica por um ano, porém não sabe ele que as emissoras ganham muito mais ao exibir a miséria alheia. O problema é quando começarem a cobrar cachê por uso da imagem com “cara de fome.” Estamos nos acostumando com esse tipo de “ajuda” e tirando a responsabilidade do governo de prestar a devida assistência a esses cidadãos que é evidenciado na musica vozes da seca de (1953) “Seu doutô os nordestino têm muita gratidão. Pelo auxílio dos sulista nessa seca do sertão .Mas doutô uma esmola a um homem qui é são Ou lhe mata de vergonha ou vicia o cidadão.” Nos anos 30 descobriu-se a fome no Nordeste uma mancha que atrasava o desenvolvimento no Brasil. Contudo a maldita ou bendita fome tem gerado lucro e audiência e muitas almas ditas caridosas não querem tão cedo que acabem com ela. Esse sistema tem criado situações inacreditáveis que é tirar lucro da fome seria o mesmo que tirar leite de pedra.

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  70. A origem da desigualdade social na humanidade está diretamente ligada à relação de poder, estabelecida desde o principio dos tempos popularmente conhecida como a “lei do mais forte”. Baseando-se no Darwinismo social. Ao longo dos séculos com a evolução da humanidade essas relações de desigualdades sociais também apresentaram um aumento em reflexo de como se davam essas mudanças. Com o surgimento das relações comerciais, os tipos de desigualdades sociais foram se tornando mais e mais complexos e crescentes, principalmente com a consolidação do capitalismo, com a colaboração e a expansão da industrialização.
    A desigualdade social e a pobreza são problemas sociais que afetaram a maioria dos países na atualidade. A pobreza existe em todos os países pobres ou ricos, mas a desigualdade social é um fenômeno que ocorre principalmente em países não desenvolvidos.
    O conceito de desigualdade social é muito amplo, pois compreende diversos tipos de desigualdades, desde desigualdade de oportunidade, trabalho, etc. até desigualdade de escolaridade, de renda de gênero, etc. De modo geral, a desigualdade econômica – a mais conhecida – é chamada imprecisamente de desigualdade social, dada pela distribuição desigual de renda. No Brasil a desigualdade social tem sido um cartão de visita para o mundo, pois é um dos países mais desiguais. Segundo dados recentes da Organização das Nações Unidas.
    Assim como os pesquisadores que estudam a desigualdade social brasileira temos a plena convicção que esta desigualdade social foi, em parte, a persistente desigualdade...



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  71. A problemática da fome e da nutrição principalmente nos espaços escolares ou pedagógicos enfocados pelo artigo da Professora Cora Corinta Macedo de Oliveira, experiência também observada durante o recreio de uma escola do ensino público nas séries iniciais. A grande questão para ser discutida é: Uma criança com fome ou faminta pode ter condições de um bom aproveitamente em uma escola?, pois para se realizar, o pensamento, requer energia química nos neurônios que por sua vez necessita de uns nutrientes mínimos no organismo de cada indivíduo e sem os mesmos o sistema nervoso não se realiza nem se processa inteiramente.A autora remete am questão da hora de comer no recreio escolar para se realizar a socialização, mas se não tiver a merenda essa interação entre os alunos fica prejudicada. Acho que o rendimento escolar ficará bastanste prejudicado, principalmente nas séries iniciais da educação e mesmo se reportando ao letrado de rua e ao letrado oficial.

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  72. O filme Viva São João produzido por Gilberto Gil sobre o cancioneiro popular Luiz Gonzaga expressa a grande obra artística deste referido cantor e sanfoneiro mas do outro lado desnuda a falta de políticas públicas para as questões da seca,saúde pública, habitação entre outras. No primeiro plano o filme enfoca a festa de São João com suas características regionais realizado pelo povo principalmente da zona rural brasileira. Triste de se observar é que um país que tem a sexta economia mundial com grandes desigualdades, um país dividido entre o sul e o sudeste ricos e o norte e o nordeste pobre. O filme foi produzido para ressalatar o lado artístico e musical da região referida e de Luiz Gonzaga mas deixa entrever as profundas diferenças de dois Brasil diferentes.

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  74. Uma Verdade sobre a Merenda Escolar

    Entender o significado do recreio e da merenda escolar requer conhecimento sobre a realidade da vida de muitas crianças que estudam nas escolas públicas.
    Sobre o recreio, como diz o texto O RECREIO da autora Cora Corinta Macedo de Oliveira, onde realizou um pesquisa numa escola pública das séries iniciais em Salvador, nos define que o recreio é um ponto de encontro, é o momento da merenda, a hora de comer como um momento cultural e importante para as relações de sociabilidade.
    No livro Arautos da Nutrição da autora citada à cima, nos remete a opinião de vários autores sobre a questão do rendimento escolar estar relacionado com a fome.
    O que entra agora em discussão é: O que seria a fome e as suas conseqüências? Fome é o que muitos da classe inferior vivem, a fome é um problema universal e podemos dar graças por não ser todos os famintos que chegam a desnutrição que é um problema mais grave.
    Estudos garantem que o causador da repetência escola e da evasão é a fome, como o próprio médico neutrólogo Josué de Castro cita no referido livro, mas até então esta ideologia não foi comprovada cientificamente.
    O que pude entender diante de minhas observações, experiências e pesquisas é que a merenda escolar é um atrativo que completa o ciclo escolar de uma criança. Como diz Doutor Luckesi: “ Lúdico não é só o brincar, é tudo aquilo que dar prazer” e o se alimentar é prazeroso, a ludicidade é importante na formação da criança.
    Querendo ou não tudo que for contrário à fome, é atrativo. Nós adultos quando vamos para alguma cerimônia sempre indagamos onde será a recepção. Não que se trate de um esfomeado, mas é visto que o alimento atrai, e com as crianças não é diferente, até porque muitas crianças consomem a primeira alimentação do dia na merenda escolar. O resultado da satisfação vem com reflexos positivos, daí se entende o desempenho e o interesse por parte dos alunos das escolas que servem a merenda escolar, ficando o número da evasão e repetência com índice maior nas escolas que não contemplam a merenda.

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  75. As desigualdades sociais de forma contextualizada

    A percepção que as desigualdades sociais no Brasil, representam uma questão histórica, pautada em hierarquias posta pela sociedade, onde uma minoria de pessoas detém um poder de ordem econômica, política, sobre uma maioria, remete uma análise sobre o porquê que esta questão perdura durante todo esse tempo e até mesmo as características dos mesmos em todo o processo, e o porquê que as estratégias do governo não surtem efeito em termos quantitativos - qualitativos na equiparação em prol de uma sociedade igualitária.
    No livro “A história do negro no Brasil” de Wlamyra R. de Albuquerque e Walter Fraga Filho relata que após a abolição da escravatura o que os patrões temiam muito mais que a falta de empregados, era a perda de mando sobre os ex – escravos, bem como, uma situação igualitária entre as partes, não admitiam que ex – escravos, por exemplo, recebessem títulos de nobreza.
    Remetendo ainda a história do Brasil, fica perceptível que após a assinatura da Lei Áurea, promovendo a liberdade aos escravos, não permitiram a eles garantias de sobrevivência. Então: Para onde ir? Com o que se alimentar se não deram nenhuma garantia de sobrevivência? O que fizeram? Quais as características fenotípicas das pessoas que se encontravam nessas condições no passado?
    Na contemporaneidade, torna – se muito fácil, fazer a correlação de quem foram estas pessoas no passado e quem são elas no presente, no filme: “Quanto vale ou é por quilo” de Sérgio Bianchi, ele traz essa reflexão, identificando que no Brasil, as desigualdades sociais não só perpetua, mas muitas vezes torna – se um método certeiro para grandes golpes do Estado, uma vez que se antes não havia iniciativas do governo em prol desta causa, hoje há e em números exorbitantes as mesmas e não se percebe numa grande dimensão muitas alterações favoráveis aos que são enquadrados no termo “classe baixa”, ficando perceptível a corrupção.
    Então, se existem iniciativas do governo, consideradas políticas públicas, onde apresentam idéias que realmente contemplam as necessidades da população de maneira geral, portanto, adequadas, resta, assegurar o cumprimento das mesmas, a garantia real que alcance a todos, e um das formas de assegurar esta garantia é a fiscalização por parte dos órgãos instituídos, competentes, e da população que já deve ser imponderada em relação as políticas públicas.

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  76. As desigualdades sociais de forma contextualizada e o discurso da fome no Brasil.

    A percepção que as desigualdades sociais no Brasil, bem como a fome, representam uma questão histórica, pautada em hierarquias posta pela sociedade, onde uma minoria de pessoas detém um poder de ordem econômica, política, sobre uma maioria, remete uma análise sobre o porquê que esta questão perdura durante todo esse tempo e até mesmo as características dos mesmos em todo o processo, e o porquê que as estratégias do governo não surtem efeito em termos quantitativos - qualitativos na equiparação em prol de uma sociedade igualitária.
    Quanto o discurso de fome no Brasil, a mídia brasileira relaciona com a idéia de que a maioria dos estudantes de escolas públicas vão à escola por causa da merenda escolar.
    Com relação ao ponto de vista da mídia, estamos em desacordo, pois acreditamos que existem outros fatores que atraem a atenção dos estudantes à escola, a merenda é tida como algo que qualquer individuo que passar um determinado tempo sem se alimentar, claro que necessita de degustar algo, a merenda aqui, entendemos como uma conseqüência.
    São vários fatores que contribuem para a repetência escolar isso se justifica pela falta de investimento público na educação pública, para que os alunos possam ter a sua disposição recursos que atraiam a sua atenção. Se fosse pela questão da fome e a classe social que segundo a mídia possui recursos financeiros e seus filhos apresentam dificuldades, repetência e etc. então como explicar essa situação?
    No livro “A história do negro no Brasil” de Wlamyra R. de Albuquerque e Walter Fraga Filho relata que após a abolição da escravatura o que os patrões temiam muito mais que a falta de empregados, era a perda de mando sobre os ex – escravos, bem como, uma situação igualitária entre as partes, não admitiam que ex – escravos, por exemplo, recebessem títulos de nobreza.
    Remetendo ainda a história do Brasil, fica perceptível que após a assinatura da Lei Áurea, promovendo a liberdade aos escravos, não permitiram a eles garantias de sobrevivência. Então: Para onde ir? Com o que se alimentar se não deram nenhuma garantia de sobrevivência? O que fizeram? Quais as características fenotípicas das pessoas que se encontravam nessas condições no passado?
    Na contemporaneidade, torna – se muito fácil, fazer a correlação de quem foram estas pessoas no passado e quem são elas no presente, no filme: “Quanto vale ou é por quilo” de Sérgio Bianchi, ele traz essa reflexão, identificando que no Brasil, as desigualdades sociais não só perpetua, mas muitas vezes torna – se um método certeiro para grandes golpes do Estado, uma vez que se antes não havia iniciativas do governo em prol desta causa, hoje há e em números exorbitantes as mesmas e não se percebe numa grande dimensão muitas alterações favoráveis aos que são enquadrados no termo “classe baixa”, ficando perceptível a corrupção.
    Então, se existem iniciativas do governo, consideradas políticas públicas, onde apresentam idéias que realmente contemplam as necessidades da população de maneira geral, portanto, adequadas, resta, assegurar o cumprimento das mesmas, a garantia real que alcance a todos, e um das formas de assegurar esta garantia é a fiscalização por parte dos órgãos instituídos, competentes, e da população que já deve ser imponderada em relação às políticas públicas.

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  77. Disciplina: TECIII
    Palavras da Desigualdade
    No nosso cotidiano utilizamos de diversas linguagens para exprimirmos o que queremos transpor ao outro, a linguagem oral é a mais utilizada por séculos e sua formação é feita por meio de palavras sejam elas no seu sentido conotativo ou seja sentido das palavras que não se refere diretamente à coisa, mas às sugestões provocadas por ela; figurado, metafórico ou denotativo sentido das palavras que se refere diretamente à coisa, e não às sugestões por ela provocadas.
    Violência é uma palavra que vem do violento que quer dizer agressivo, outras violências compõem e aumentam esse termo, por exemplo, violência domestica sexual ou até mesmo a violência física e violência morais ambas são apresentadas no filme cada uma com o seu contexto. Valores também é outro vocábulo que possibilita diversas utilizações para qualificar e dar valor negativo ou positivo a pessoas, vegetais e coisas, existe inúmeros “valores” para uma diversidade imensa. A palavra miséria é utilizada para definir um estado de pobreza e fome como é explicitamente empregado no Quanto vale ou é por quilo?Mas que também pode designar algo de ruim ou que não presta, por exemplo: minha vizinha é uma miséria de gente, ou seja, de acordo com cada contexto a palavra se valerá de um sentido próprio. Todos no mundo ou grande parte das pessoas no mundo conhecem a palavra laranja e a associam logo de imediato a um fruto ou até mesmo a cor da casca deste fruto, alguns vão mais além e sabem que laranja também pode ser uma expressão utilizada para designar uma pessoa que possui contas bancárias, empresas e têm seu nome utilizado de forma ingênua ou não a fim de se fraudar documentos e escapar de certa forma da fiscalização sendo assim terceiros utilizam-se do nome de outras pessoas a essas pessoas dá-se o nome de laranja como é o corrido com uma idosa faxineira no filme apresentado. Democracia escolhi este termo como ultimo, pois o considero como de suma importância para toda e qualquer sociedade este vocábulo expressa a o conjunto de praticas políticas e princípios de igualdade e liberdade outras duas palavras importantes que jutas formam um país mais justo socialmente é isso que uma das personagens do filme quer.
    Toda e qualquer palavra tem um sentido seja ele explicito ou não, invertido ou não o entendimento e compreensão fica a par de cada um seja de quem fala ou de quem ouve o corrupto no filme diz que tem valores fica no entendimento de cada um que valores são estes, o ex-presidiário agora sequestrador diz que capitação de recursos é redistribuição de renda digo que as palavras no contexto de Quanto vale ou é por quilo? teria sentido diferente se não houvesse as imagens que são palavras ouvidas e vistas com os olhos.

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  78. As desigualdades sociais de forma contextualizada e o discurso da fome no Brasil.

    A percepção que as desigualdades sociais no Brasil, bem como a fome, representam uma questão histórica, pautada em hierarquias posta pela sociedade, onde uma minoria de pessoas detém um poder de ordem econômica, política, sobre uma maioria, remete uma análise sobre o porquê que esta questão perdura durante todo esse tempo e até mesmo as características dos mesmos em todo o processo, e o porquê que as estratégias do governo não surtem efeito em termos quantitativos - qualitativos na equiparação em prol de uma sociedade igualitária.
    Quanto o discurso de fome no Brasil, a mídia brasileira relaciona com a idéia de que a maioria dos estudantes de escolas públicas vão à escola por causa da merenda escolar.
    Com relação ao ponto de vista da mídia, estamos em desacordo, pois acreditamos que existem outros fatores que atraem a atenção dos estudantes à escola, a merenda é tida como algo que qualquer individuo que passar um determinado tempo sem se alimentar, claro que necessita de degustar algo, a merenda aqui, entendemos como uma conseqüência.
    São vários fatores que contribuem para a repetência escolar isso se justifica pela falta de investimento público na educação pública, para que os alunos possam ter a sua disposição recursos que atraiam a sua atenção. Se fosse pela questão da fome e a classe social que segundo a mídia possui recursos financeiros e seus filhos apresentam dificuldades, repetência e etc. então como explicar essa situação?
    No livro “A história do negro no Brasil” de Wlamyra R. de Albuquerque e Walter Fraga Filho relata que após a abolição da escravatura o que os patrões temiam muito mais que a falta de empregados, era a perda de mando sobre os ex – escravos, bem como, uma situação igualitária entre as partes, não admitiam que ex – escravos, por exemplo, recebessem títulos de nobreza.
    Remetendo ainda a história do Brasil, fica perceptível que após a assinatura da Lei Áurea, promovendo a liberdade aos escravos, não permitiram a eles garantias de sobrevivência. Então: Para onde ir? Com o que se alimentar se não deram nenhuma garantia de sobrevivência? O que fizeram? Quais as características fenotípicas das pessoas que se encontravam nessas condições no passado?
    Na contemporaneidade, torna – se muito fácil, fazer a correlação de quem foram estas pessoas no passado e quem são elas no presente, no filme: “Quanto vale ou é por quilo” de Sérgio Bianchi, ele traz essa reflexão, identificando que no Brasil, as desigualdades sociais não só perpetua, mas muitas vezes torna – se um método certeiro para grandes golpes do Estado, uma vez que se antes não havia iniciativas do governo em prol desta causa, hoje há e em números exorbitantes as mesmas e não se percebe numa grande dimensão muitas alterações favoráveis aos que são enquadrados no termo “classe baixa”, ficando perceptível a corrupção.
    Então, se existem iniciativas do governo, consideradas políticas públicas, onde apresentam idéias que realmente contemplam as necessidades da população de maneira geral, portanto, adequadas, resta, assegurar o cumprimento das mesmas, a garantia real que alcance a todos, e um das formas de assegurar esta garantia é a fiscalização por parte dos órgãos instituídos, competentes, e da população que já deve ser imponderada em relação às políticas públicas.

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  79. As desigualdades sociais de forma contextualizada e o discurso da fome no Brasil.

    A percepção que as desigualdades sociais no Brasil, bem como a fome, representam uma questão histórica, pautada em hierarquias posta pela sociedade, onde uma minoria de pessoas detém um poder de ordem econômica, política, sobre uma maioria, remete uma análise sobre o porquê que esta questão perdura durante todo esse tempo e até mesmo as características dos mesmos em todo o processo, e o porquê que as estratégias do governo não surtem efeito em termos quantitativos - qualitativos na equiparação em prol de uma sociedade igualitária.
    Quanto o discurso de fome no Brasil, a mídia brasileira relaciona com a idéia de que a maioria dos estudantes de escolas públicas vão à escola por causa da merenda escolar.
    Com relação ao ponto de vista da mídia, estamos em desacordo, pois acreditamos que existem outros fatores que atraem a atenção dos estudantes à escola, a merenda é tida como algo que qualquer individuo que passar um determinado tempo sem se alimentar, claro que necessita de degustar algo, a merenda aqui, entendemos como uma conseqüência.
    São vários fatores que contribuem para a repetência escolar isso se justifica pela falta de investimento público na educação pública, para que os alunos possam ter a sua disposição recursos que atraiam a sua atenção. Se fosse pela questão da fome e a classe social que segundo a mídia possui recursos financeiros e seus filhos apresentam dificuldades, repetência e etc. então como explicar essa situação?
    No livro “A história do negro no Brasil” de Wlamyra R. de Albuquerque e Walter Fraga Filho relata que após a abolição da escravatura o que os patrões temiam muito mais que a falta de empregados, era a perda de mando sobre os ex – escravos, bem como, uma situação igualitária entre as partes, não admitiam que ex – escravos, por exemplo, recebessem títulos de nobreza.
    Remetendo ainda a história do Brasil, fica perceptível que após a assinatura da Lei Áurea, promovendo a liberdade aos escravos, não permitiram a eles garantias de sobrevivência. Então: Para onde ir? Com o que se alimentar se não deram nenhuma garantia de sobrevivência? O que fizeram? Quais as características fenotípicas das pessoas que se encontravam nessas condições no passado?
    Na contemporaneidade, torna – se muito fácil, fazer a correlação de quem foram estas pessoas no passado e quem são elas no presente, no filme: “Quanto vale ou é por quilo” de Sérgio Bianchi, ele traz essa reflexão, identificando que no Brasil, as desigualdades sociais não só perpetua, mas muitas vezes torna – se um método certeiro para grandes golpes do Estado, uma vez que se antes não havia iniciativas do governo em prol desta causa, hoje há e em números exorbitantes as mesmas e não se percebe numa grande dimensão muitas alterações favoráveis aos que são enquadrados no termo “classe baixa”, ficando perceptível a corrupção.
    Então, se existem iniciativas do governo, consideradas políticas públicas, onde apresentam idéias que realmente contemplam as necessidades da população de maneira geral, portanto, adequadas, resta, assegurar o cumprimento das mesmas, a garantia real que alcance a todos, e um das formas de assegurar esta garantia é a fiscalização por parte dos órgãos instituídos, competentes, e da população que já deve ser imponderada em relação às políticas públicas.

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  80. Milhões de brasileiros não tem teto não tem chão
    Eu sou apenas mais um na multidão
    Não vai pra grupo com minha calça, minha peita, minha lupa
    Se canto rap aí, não se iluda.

    Alá! to vendo a cena vai chover e o rio vai transbordar
    E meu castelo de madeira vai alagar.
    Isento de imposto eu mesmo abraço com meus prejuízos
    Natural sofrer se os cordões são indecisos.

    Mil avisos, periferia desestruturada
    Mil muleque louco, no crime mostra a cara.
    Centenas de vezes vi a cena se multiplicar
    Quando cheguei ate aqui não tinha ninguém agora tem uma pá.

    Muleque doido eu enfrentei o mundão de frente
    Ausente em várias “fita” bandido filho de crente
    No pente, desilusão, dinheiro, mulher
    Mais pra frente se deus quiser mais resistente à fé

    Rumo ao centro calos nas mãos multidões
    Toda essa rebeldia reforça os refrões
    Talvez você não saiba do herói que vive a guerra
    Com uma marmita fria sem mistura eu sou favela

    Vivi pensando a vida inteira em fazer um regaço
    Mas agora que conquistei meu sonho, aquele abraço.
    Mas não importa se chão de terra tem poeira
    Realizei meu sonho, meu castelo de madeira.

    Refrão
    Sou príncipe do gueto só quem é desce, sobe a ladeira
    Sou príncipe do gueto e meu castelo é de madeira.
    Sou príncipe do gueto só quem é desce, sobe a ladeira
    Sou príncipe do gueto e meu castelo é de madeira...

    Familia
    Castelo de madeira

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  81. Em breve vocês acompanharão: "O ALUNO DO CAMPO NO SÉCULO XXI".
    As intemperes que o sujeito campestre vem enfrentando em seu cotidiano escolar, transformações estas que nos tem levado a uma reflexão, quanto a posição deste aluno em pleno século XXI.
    Com isso, como está a nossa posição como educadores?

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  82. Brasileiro no Navio Negreiro da Fome

    A fome no mundo, perpetua de um logo processo histórico da divisão de classe. Tempos a trás seres humanos se submetia a escravidão pelo único prato de comida, trabalhos pesado que muitas vezes custava a sua própria vida. Nos dias atuais a humanidade mostra que a hipocrisia humana não deixaria de existir, talvez o pecado do homem na antiguidade seja a escravidão física do seus próprios semelhantes, limitando-o a expansão da raça negra na sociedade da época, e excluindo os direitos que dos os seres tem perante a igualdade. Mas a sociedade dos dias atuais não se deixa de lado, quando usar da bom fé das pessoas para manipular e agredir sua moral, passando por cima dos direitos que rege a constituição. Fico me perguntando para que serve tantas palavras escritas numa folha de papel chamado de Direitos e Deveres dos Cidadães, a onde o mesmo e posto conta a parede quando tenta requerer uma dessas leis. Uma coisa que me chama atenção e o valor da liberdade que antigamente cobrados por seres humanos. sendo que na atualidade o preço muitas vezes pagos não se constitui em dinheiro propriamente dito, ou na força do seu trabalho, mas sim na dignidade e coerências dos fatos acontecidos. Seres humanos exposto a comodidade e acorrentado a submissão de sua raça, a onde um pais capitalista toma conta do que chamamos de berço da humanidade, a cada dia que passa vemos pessoas corruptas em cargos de importância, regendo a nossa política e tomando conta dos nossos direitos, usando o dinheiro e prol da sua própria necessidade, sendo que o mesmo se diz digo pra constituir a nossa chamada educação. Fazendo uma comparação entres duas realidades que se chocam na forma de agir, trabalhar, educar, roubar, manipular, enganar, de pensar que todos podem aceitar o que a burguesia impõe, não e me colocar em situação fácil até por que os detalhes são pequenos entre ambos, quando analisamos que muda-se o nome mas não a forma de escravizar. A realidade e tão nítida da escravidão que nos mesmo fechamos os olhos para não ver, homens acorrentados ao sistema, sem ética, moral ou consideração ao seu próprio semelhantes. Mas ao mesmo tempo vemos do outro lado pessoas que acreditam que podem mudar o mundo com gritos, educação, princípios morais, essa pequenas e grandiosas pessoas passam então a civilizar o mundo civilizado. Até onde vai os seres humanos para impor a sua autoridade, quais mas artifícios irão utilizar para manipular o que ainda acreditar na moral, até onde vamos para impor as vontade, então do que me adiantar civilizar e educar o mundo quando nos impõem o abismo social. A reprovação escolar, vem de um fruto amargo, que há muito tempo aprendemos a conviver ou aceitar, a corrupção, que utiliza da verba de materiais educativos, da verba da merenda escolar, para se enriquecer. Nessa perspectiva, a busca da superação do fracasso escolar se articula a processos mais amplos do que a dinâmica intra escolar sem negligenciar, nesse percurso, a real importância do papel da escola nos processos de desenvolvimento e aprendizagem dos estudantes. Isto quer dizer que existe um conjunto de variáveis, intra e extra escolares, que intervêm no processo de produção do fracasso escolar indo desde as condições econômicas (desigualdades sociais, concentração de rendas, etc), culturais dos alunos e seu compasso com a lógica de organização, cultura e gestão da escola (perspectiva institucional) até o conjunto banalizado da sociedade capitalista. Fala de Fracasso Escolar, e falta de merenda escolar e muito mas do que esquematizar um conjunto de propriedades que o envolve, mas sim entender os marcos históricos que envolve toda a construção da sociedade e seus princípios básicos. Trata-se não só resume a uma única dimensão e não possui um único culpado. Nessa direção, buscar entender que o fracasso escolar implica em apreender tal processo em seus múltiplos aspectos envolvendo, portanto as dimensões histórica, cognitiva, social, afetiva e cultural.

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  83. Equipe 7: "A tese da desnutrição no rendimento escolar".
    Componentes: Alex Almeida, Amanda Santos, Leila Rocha, Neilma Ramos, Vanessa Nascimento.
    Data da apresentação: 26/11/2012.
    Referências: Josué de Castro, Rosana Magalhães, Flávio Luiz, Schieck Valente, Marcos Coimbra, Zaia Brandão.
    Síntese:
    O fracasso escolar está intimamente relacionado às más condições de vida e subsistência de grande parte da população escolar brasileira. Assim, as péssimas condições econômicas, responsáveis dentre outros fatores pela fome e desnutrição; a falta de moradias adequadas e de saneameno básico, enfim, todo o conjunto de privações com o qual convivem as classes sociais menos privilegiadas surge como elemento explicativo fundamental.
    Ignora-se o fato de que estas estudam em escolas públicas que concentram todas as distorções do sistema social e, especificamente, do educacional, e tenta-se encontrar nessas crianças uma causa orgânica, inerente a elas, que justifique seu mau rendimento.

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  84. O filme “Quanto vale ou é por quilo?”, retrata em períodos históricos distintos, situações tão semelhantes. Evidenciando a pseudo-evolução da liberdade e da visão de social que obteve-se durante todos estes anos.
    Este mostra as mazelas do período escravocrata, do domínio declarado dos poderosos sobre os ‘fracos’, dos grandes sobre os menores e o domínio encoberto dos governantes para com a sociedade em dias atuais.
    Não se pode generalizar e dizer que dentre as milhares de organizações e os milhões de funcionários e voluntários que elas empregam, há gente e entidades honestas, por outro lado, não se pode negar que muitos são aqueles que se utilizam de ONG’s para obter altos lucros, desviar verbas públicas, lavar dinheiro sujo ou acobertar negócios escusos.
    Acontece de forma semelhante o discurso de fome, em que, em nome da boa educação as indústrias alimentícias lucram. Diz-se que os alunos devem ser bem alimentados afim de um bom rendimento escolar. No entanto essa ‘boa alimentação’ ou, ‘alimentação saudável, na realidade não é o foco, visto que a base alimentícia vem de enlatados e demais produtos não perecíveis, ao invés de frutas, legumes, verduras, etc.
    Neste contexto, ganham as indústrias coligadas ao governo, as quais em sua maioria forjam notas em troca da fidelidade para com o governo e o lucro que o mesmo lhe proporciona.
    No filme, a enorme rede de falcatruas surge em uma excelente cena no Teatro Municipal de São Paulo, onde se realiza uma “festa solidária” para homenagear os que se destacaram no setor. Entre um gole de champanhe e uma beliscada no caviar, “ongueiros” e seus parceiros discutem como se beneficiar das Parcerias Público-Privada, o inflacionamento do valor das propinas pagas aos órgãos públicos e a lucratividade do setor.
    Segue o filme com pessoas que, sentindo-se injustiçadas lutam por seus direitos. O que resulta em uma violência apresentada de forma excepcional. Traçando um paralelo entre os negros capitães do mato que capturavam escravos fugitivos (num episódio baseado no conto de Machado de Assis) e os matadores de aluguel que, hoje, fazem o serviço sujo para a burguesia e os órgãos de repressão, eliminando gente “rebelde” ou chacinando jovens na periferia, Bianchi ainda lança um disparo certeiro contra a polícia e suas práticas assassinas.
    Situações tão corriqueiras mas tão escondidas. A mídia, mantida e manipulada pelo lucro e manipuladora pelo mesmo, não tem porque explicitar tais fatos. Deixando a maior parte da população/sociedade aquém de informações desse nível e à margem de um governo sujo, corrupto e poderoso.

    Palavras chave ao assistir o filme: Social; superfaturamento; escravidão; exploração; marketing; distribuição de renda; liberdade; solidariedade; comunidade; educação; dignidade; lucro; realidade; inclusão digital; empresa fantasma; negros; carência; criança; abandono; dinheiro; compra; venda; consumismo; público; particular; prisão.

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    Respostas
    1. Excelente análise, Paula. O final retrata, muito bem, a presente realidade. Onde a Burguesia, por meio de discursos nobres, propaga a desigualde e o preconceito. Mas embora a reflexão seja pertinente, ela reflete, que a inércia social, por parte das massas, vem se transformando em valiosas mudanças.
      Percebemos através dele o importante papel da educação para recuperar, em todos os homens, o seu desenvolvimento intelectual, físico e técnico. Mas também como essa se apresenta omissa na busca pela revolução intelectual do ser.

      Poder-se-ia afirmar que a passividade do homem é um fato consumado e não tema mais possibilidades de mudança, já que Immanuel Kant em 1973 já se questionava a respeito, seguido por Foucault. Como agir para que o indivíduo deixe o seu estado de menoridade, de alienação, não precisando de tutores? Como não conformar-se com o comodismo? Essas questões são respondidas pelos mesmos filósofos. “Tenha coragem de fazer uso do seu próprio entendimento”. (p. 100). Remeto grande parte deste problema a formação que o indivíduo possui. Uma escola que destra o educando, com certeza não lhe proporcionará criticidade necessária para que ele alce os seus próprios voos.

      O que se propõe é a capacidade de construir uma visão que consiga decodificar a mensagem para além dos ideários dos transmissores, visando uma reflexão e transformação cultural frente aos avanços tecnológicos. Bem como a formação de uma consciência crítica, destacada de suma importância, uma consciência que lhes permita a formação de uma opinião própria, a participação pública e uma ação social efetiva.

      Todavia, acredito que enquanto houver resistência e recuo dos envolvidos neste processo, enquanto houver censura dissimulada por parte da sociedade e enquanto houver exclusão em todos os setores educacionais e/ou socioeconômicos, não será redundante questionar- se sobre o papel da educação na atual modernidade. Não será redundante ainda, desenvolver mais e mais pesquisas visando a transformação da realidade presente.

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  85. Equipe 9: " O Histórico da Merenda Escolar."
    Componentes: Evalderi Duarte, Heloísa Leal, Márcia Menezes e Márcia Seára.
    Data de apresentação:26/11/12
    Síntese
    A partir da década de 50, uma nova forma de execução da política de alimentação e nutrição começou a tomar forma: foram implantados programas de distribuição de alimentos específicos para a população. Em 1952 foi elaborado um plano de trabalho pela Comissão Nacional de Alimentação que foi chamado de A Conjuntura Alimentar e o Problema da Nutrição no Brasil e por meio desse plano foram estruturados um programa de merenda escolar, de caráter nacional, sob a responsabilidade pública.
    O Programa de Merenda Escolar transformou-se, ao longo de sua trajetória, no Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE), sustentado e coordenado pelo Governo Federal e executado pelos Governos Estaduais e Municipais. O programa desenvolveu-se, diversificou-se e firmou-se como um dos maiores, mais abrangentes e efetivos programas de distribuição de alimentos, funcionando hoje sob a coordenação do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE). É o mais antigo programa de alimentação em execução no Brasil.
    Os beneficiários da Merenda Escolar são alunos da educação infantil (creches e pré-escolas), do ensino fundamental, da educação indígena, das áreas remanescentes de quilombos e os alunos da educação especial, matriculados em escolas públicas dos estados, do Distrito Federal e dos municípios, ou em estabelecimentos mantidos pela União, bem como os alunos de escolas filantrópicas, em conformidade com o Censo Escolar realizado pelo INEP no ano anterior ao do atendimento.
    A rede pública mantida pelo PNAE - Programa Nacional de Alimentação Escolar (Ministério da Educação), também conhecido como Merenda Escolar, tem o objetivo de complementar a alimentação dos alunos, contribuindo para que permaneçam na escola, tenham bom desempenho escolar e bons hábitos alimentares, pode ser atendida através de 2 (dois) modelos: o modelo centralizado, em que os alimentos da merenda são comprados pela prefeitura e distribuídos às escolas, e o modelo escolarizado, em que a prefeitura repassa o dinheiro da merenda para as escolas ou para as creches, que ficam responsáveis pela compra dos alimentos (PASCHOA, 2005).

    Em suma, a Alimentação Escolar passou a ser um programa de Segurança Alimentar, considerando oferta de alimentos e criação de condições para sua aquisição. Assim, toda atenção é dada para os alunos, visando também o desenvolvimento de hábitos alimentares saudáveis.


    Referências
    BRASIL. Ministério da Educação. Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação. Programas. Disponível em: http:// www.fnde.gov.br/programas/ pnae/ index. html. Acesso em: 11 nov. 2012. BRASIL. Ministério da Educação.

    http://www.fnde.gov.br/index.php/ae-apresentacao. Acesso em 12 nov. 2012.
    SOBRAL, F. Programa nacional de alimentação escolar: sistematização, importância e presença no município de Monte Alto - SP. 2008. 200f. Dissertação (Mestrado em Alimentos e Nutrição) – Faculdade de Ciências Farmacêuticas, UNESP, Araraquara, 2008.






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  87. A desigualdade social e a discussão sobre merenda escolar.


    No mundo em que vivemos percebemos que os indivíduos são diferentes, estas diferenças se baseiam nos seguintes aspectos: coisas materiais, raça, sexo e cultura. Os aspectos mais simples para mostrar que os homens são diferentes são: físicos ou sociais. Mostramos isso em nossa sociedade, pois nela existem indivíduos que vivem em absoluta miséria e outros que vivem em mansões rodeadas de coisas luxuosas e com mesa muito farta todos os dias, enquanto outros não têm o que comer durante o dia. Por isso vemos que existe a desigualdade social, ela assume feições distintas porque são constituídos de um conjunto de elementos econômicos, políticos e culturais próprios de cada sociedade. No livro Arautos da Nutrição da autora Cora Corinta vários autores discuti sobre o problema do rendimento escolar em relação à fome. A fome nem sempre é causadora da repetência escolar,pois podem existir outros fatores que leva a criança a repetência, como por exemplo: sua estrutura familiar, suas condições de vida e seu psicológico. Por isso a criança não vai só por causa da merenda. Uma vez que a merenda escolar é atrativa, mas não o ponto principal.



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  88. Misérias e desigualdades marcam a história de muitos países e de milhões de pessoas há séculos. Resolver o problema é o desafio dos governos desses lugares. No entanto, não é tão simples quanto parece. São diversos fatores que determinam a condição social da maioria da população que não tem condições de sobrevivência.
    Muitos estudiosos acreditam que a partir do capitalismo, a desigualdade tornou-se mais evidente. “A pobreza acentuou-se no século XVI com a dissolução do mundo feudal e o surgimento do capitalismo. Houve uma expulsão dos camponeses das terras que lhes forneciam meios para subsistência e essas pessoas não tiveram como reproduzir sua vida e começaram a viver de ajuda e caridade alheia”, afirma o professor Ricardo Musse, doutor em Filosofia da Universidade de São Paulo.
    Nesse sentido, um dos importantes nomes da história na discussão do problema é o filósofo Karl Marx (1818-1883), que interpreta a miséria como um instrumento utilizado pelas classes dominantes. Para ele, a desigualdade é resultado da divisão de classes – entre aqueles que detêm os meios de produção e os trabalhadores, que só têm a força de trabalho para garantir a sobrevivência. “Como Marx mostrou, para que esse sistema funcione é necessária a existência de trabalhadores desprovidos dos meios de produção. A desigualdade, portanto, depende do modo como a sociedade organiza a produção e a distribuição dos bens que consome”, declara Musse.
    A má distribuição da renda é uma das principais causas da pobreza em muitos lugares do mundo. A doutora em Antropologia, Márcia Anita Sprandel, autora do livro “A Pobreza no Paraíso Tropical”, avalia que não basta o País ter um alto crescimento econômico senão houver repartição das riquezas de forma justa. “Um modelo concentrador de rendas, terras e dilapidador dos recursos naturais, provavelmente, aumentará o abismo entre ricos e pobres.” ...

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  89. Quanto vale ou é por quilo?

    O filme, Quanto Vale ou É Por Quilo?, faz uma analogia entre o antigo trabalho escravo e a exploração da miséria na atualidade, por meio de cenas que exibem os dois momentos de forma alternada e possibilitam uma comparação entre estes por parte do telespectador. Aborda o abuso existente, por ONGs, que fazem uso da miséria para conseguir verbas em benefício de um pequeno grupo, provocando um sentimento de indignação frente a questão levantada por parte de quem assiste, uma vez que, é sabido que na realidade, fatos como estes acontecem no espaço e tempo real.
    O autor mostra, cuidadosamente os valores da produção. Na cena que se inicia a história, é noite e está escuro. Homens se locomovendo à cavalo e à pé, levam à luz de tochas um escravo preso sob o protesto de sua dona. Nas músicas e nos sons, nos figurinos e na reconstrução da época, nas imagens no primeiro plano, as quais tornam mais fortes a emoção do telespectador.
    O filme alerta para questões que parecem ter ficado no passado, mas que ainda existem atualmente, como a luta pelos direitos democráticos, a discriminação contra negros e pobres, o desrespeito, a lavagem de dinheiro, a corrupção, dentre outros. O que mudou foi a roupagem, o opressor é o mesmo. Sendo assim, este é um excelente filme para ser trabalhado em sala de aula, possibilitará o desenvolvimento crítico e reflexivo dos alunos.
    Um filme excelente que demonstra como eram os costumes e os métodos das classes dominantes no período colonial. Nesse filme pode-se observar que o Brasil precisa ser revisto em sua política, pois a mesma ilude o nosso povo com promessas inúteis ou com festas como o carnaval e o futebol que fazem com que as pessoas descentralizem seu foco do que realmente é importante. O nosso Brasil hoje tem muitas semelhanças com o Brasil do filme como por exemplo o empréstimo consignado em folha para aposentados e pensionistas parece aquela parte do filme onde se pode comprar a carta de alforria de uma pessoa. A sociedade democrática meio que aprisiona o povo numa democracia lúdica e não se dá conta do que está por trás de lindos discursos, exemplo disto é a solidariedade que antes era um gesto de humanidade hoje virou um produto de visibilidade. Outro ponto importante do filme é quando retratou a cruel realidade do período colonial onde os negros eram explorados e discriminados, onde se pode fazer uma conexão com o Brasil atual, o racismo ainda é muito grande contudo “ as pessoas caridosas” hoje estão muito mais ativas, mas o Brasil não precisa dessa população caridosa e sim de políticas públicas eficientes. A sociedade precisa refletir sobre como pensa, age, e tudo mais que tenha a ver como social, pois, a responsabilidade de um Brasil descente e igual é de cada um de nós. O Brasil não precisa ser um país socialista para ser um país justo, ele precisa de educação de berço, se o indivíduo quer ser rico tem que suar a sua camisa e não suar a de muitos brasileiros que não tem estudo. As pessoas deveriam assistir esse filme não como mais uma produção brasileira, e sim com um olhar crítico sobre os fatos por ele abordados.

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  90. UNIVERSIDADE DO ESTADO DA BAHIA – UNEB
    AUTORIZAÇÃO: DECRETO 92937/86, DOU 18/07/86 - RECONHECIMENTO: PORTARIA 909/95, DOU 01/08/95.
    DEPARTAMENTO DE EDUCAÇÃO – CAMPUS XV VALENÇA – BA
    DOCENTE: Cora Corinta
    DISCENTE: Idalina Cunha, Jacira Luiz, Manuely Anjos, Nayara Santana.

    TEMA: A merenda escolar e a desigualdades de gênero.
    DIA da apresentação: 26 de novembro de 2012.

    Introdução do tema.
    IREMOS DISCUTIR A RESPEITO DA MERENDA ESCOLAR, E DESIGUALDEDE DE GÊNERO NO CONTEXTO ESCOLAR, A NOSSA PESQUISA ESTÁ BASEADOS EM FONTE DA INTERNET, NAQUAL BUSCAMOS TEORICOS QUE DISCUTE O TEMA PROPOSTO.
    IREMOS ABORDAR A FALTA DA PARTICIPAÇÃO DOS PAIS NO COTIDIANO ESCOLAR DOS SEUS FILHOS NA ESCOLA, FAZENDO UMA RELAÇÃO ENTER A ESOLAS PRIVADA E A PÚBLICA. DISCUTIREMOS TAMBÉM O GOSTO DOS ALUNOS EM RELAÇÃO Á MERENDA ESCOAR.

    MARIA EULINA, P. C. RELAÇÕES ENTRE FAMÍLIA E ESCOLA E SUAS IMPLICAÇÕES DE GÊNERO.
    Centro de Educação. UFPB. Disponível em:< http://www.scielo.br/pdf/%0D/cp/n110/n110a06.pdf.> acesso em : 16 de nov2012.
    Disponível em: Revista de Nutrição. Print ISSN 1415-5273. Vol.18. nº2.Campinas Mar.Abr.2005. acesso em: 16 nov.2012.

    Fatores condicionantes da adesão dos alunos ao Programa de Alimentação Escolar no Brasil. Disponível em: acesso em: 16 nov 2012.
    CASTRO, Josué. O Brasil e a fome. Disponívelem:acesso em:16 de nov 2012.


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    Respostas
    1. UNIVERSIDADE DO ESTADO DA BAHIA – UNEB
      AUTORIZAÇÃO: DECRETO 92937/86, DOU 18/07/86 - RECONHECIMENTO: PORTARIA 909/95, DOU 01/08/95.
      DEPARTAMENTO DE EDUCAÇÃO – CAMPUS XV VALENÇA – BA
      DOCENTE: Cora Corinta
      DISCENTE: Idalina Cunha, Jacira Luiz,Manuela Santiago, Manuely Anjos, Nayara Santana.

      TEMA: A merenda escolar e a desigualdades de gênero.
      DIA da apresentação: 26 de novembro de 2012.

      Introdução do tema.
      IREMOS DISCUTIR A RESPEITO DA MERENDA ESCOLAR, E DESIGUALDEDE DE GÊNERO NO CONTEXTO ESCOLAR, A NOSSA PESQUISA ESTÁ BASEADOS EM FONTE DA INTERNET, NAQUAL BUSCAMOS TEORICOS QUE DISCUTE O TEMA PROPOSTO.
      IREMOS ABORDAR A FALTA DA PARTICIPAÇÃO DOS PAIS NO COTIDIANO ESCOLAR DOS SEUS FILHOS NA ESCOLA, FAZENDO UMA RELAÇÃO ENTER A ESOLAS PRIVADA E A PÚBLICA. DISCUTIREMOS TAMBÉM O GOSTO DOS ALUNOS EM RELAÇÃO Á MERENDA ESCOAR.

      MARIA EULINA, P. C. RELAÇÕES ENTRE FAMÍLIA E ESCOLA E SUAS IMPLICAÇÕES DE GÊNERO.
      Centro de Educação. UFPB. Disponível em:< http://www.scielo.br/pdf/%0D/cp/n110/n110a06.pdf.> acesso em : 16 de nov2012.
      Disponível em: Revista de Nutrição. Print ISSN 1415-5273. Vol.18. nº2.Campinas Mar.Abr.2005. acesso em: 16 nov.2012.

      Fatores condicionantes da adesão dos alunos ao Programa de Alimentação Escolar no Brasil. Disponível em: acesso em: 16 nov 2012.
      CASTRO, Josué. O Brasil e a fome. Disponívelem:acesso em:16 de nov 2012.

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  91. Equipe 2: "Desvio de Verbas na Merenda Escolar".
    Componentes: Ana Kellen Campos; Camila Freitas; Cláudia Damasceno; Eliane Pereira; Fabiana Barreto; Flávia Cristina; Márcia Pereira e Nara Virginia
    Data da apresentação: 19/11/2012.

    Síntese:

    A Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB) de 1996 contempla a Merenda Escolar nas suas entrelinhas (Titulo III, Art. 4, item VII), este direito também vem sendo reforçado pelo Estatuto da Criança e do Adolescente – ECA e pelo Plano Nacional de Educação – PNE. Mas, ainda assim, constatam-se rotineiros casos que remetem a desvio de verbas da merenda escolar, e dos próprios produtos adquiridos, repassadas pelo PNAE do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE); ocupando o segundo lugar, quando comparada aos principais desvios instalados nos governos estaduais e municipais do Brasil, de maneira acentuada no estado da Bahia, estando atrás apenas de desvios nasobras de saneamento básico e esgotamento sanitário, bem como de recursos dos programas federais: FNDE; FUNDEF.
    Referências:

    BAHIA TODA HORA. Presos em Pernambuco seis suspeitos de desviar R$ 1,8 milhão da merenda escolar. Disponível em . Acesso em 11 nov. 2012.

    BRASIL. Ministério da Educação. Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação. Alimentação Escolar. Disponível em: Acesso em 11 nov. 2012.

    BRASIL. Ministério da Educação. Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação. Relatório da Situação de Mandato do CAE. Disponível em: Acesso em 11 nov. 2012.

    BRASIL. Ministério Público Federal. Procuradoria da República no Estado de Alagoas. Merenda escolar com qualidade. Disponível em: Acesso em 11 nov. 2012.

    BRASIL. Senado Federal. Desvio de verbas da educação e saúde pode se tornar crime hediondo. Disponível em: . Acesso em 11 nov. 2012.

    BRASIL. Tribunal de Contas da União. Cartilha para Conselheiros do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) Disponível em: . Acesso em 11 nov. 2012.

    G1. Comissão aprova projeto que torna
    o desvio de verbas crime hediondo. Disponível em: . Acesso em 11 nov. 2012.

    JUSBRASIL. Desvio de verba da merenda escolar. Disponível em: . Acesso em 11 nov. 2012.

    NASCIMENTO, José L. R. A atuação dos conselhos municipais de alimentação escolar: Análise comparativa entre o controle administrativo e o controle público. Disponível em: Acesso em 11 nov. 2012.

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  92. UNIVERSIDADE DO ESTADO DA BAHIA – UNEB
    AUTORIZAÇÃO: DECRETO 92937/86, DOU 18/07/86 - RECONHECIMENTO: PORTARIA 909/95, DOU 01/08/95.
    DEPARTAMENTO DE EDUCAÇÃO – CAMPUS XV VALENÇA – BA
    DOCENTE: Cora Corinta
    DISCENTE: Idalina Cunha, Jacira Luiz,Manuela Santiago, Manuely Anjos, Nayara Santana.

    TEMA: A merenda escolar e a desigualdades de gênero.
    DIA da apresentação: 26 de novembro de 2012.

    Introdução do tema.
    IREMOS DISCUTIR A RESPEITO DA MERENDA ESCOLAR, E DESIGUALDEDE DE GÊNERO NO CONTEXTO ESCOLAR, A NOSSA PESQUISA ESTÁ BASEADOS EM FONTE DA INTERNET, NAQUAL BUSCAMOS TEORICOS QUE DISCUTE O TEMA PROPOSTO.
    IREMOS ABORDAR A FALTA DA PARTICIPAÇÃO DOS PAIS NO COTIDIANO ESCOLAR DOS SEUS FILHOS NA ESCOLA, FAZENDO UMA RELAÇÃO ENTER A ESOLAS PRIVADA E A PÚBLICA. DISCUTIREMOS TAMBÉM O GOSTO DOS ALUNOS EM RELAÇÃO Á MERENDA ESCOAR.

    MARIA EULINA, P. C. RELAÇÕES ENTRE FAMÍLIA E ESCOLA E SUAS IMPLICAÇÕES DE GÊNERO.
    Centro de Educação. UFPB. Disponível em:< http://www.scielo.br/pdf/%0D/cp/n110/n110a06.pdf.> acesso em : 16 de nov2012.
    Disponível em: Revista de Nutrição. Print ISSN 1415-5273. Vol.18. nº2.Campinas Mar.Abr.2005. acesso em: 16 nov.2012.

    Fatores condicionantes da adesão dos alunos ao Programa de Alimentação Escolar no Brasil. Disponível em: acesso em: 16 nov 2012.
    CASTRO, Josué. O Brasil e a fome. Disponívelem:acesso em:16 de nov 2012.

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  93. Quanto vale ou é por quilo?
    Vivemos em um país que o racismo,o preconceito ainda é presente.A nossa realidade comparada com o filme tem um parecer imenso,quando desconfiamos de alguém só por sua tonalidade de pele.ex:se estivermos em uma rua e um negro com trajes sujas,andando com girias passar ficamos assustados.Então percebemos o preconceito,que por sua vez é frequente em nosso dia-a-dia.

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  94. UNIVERSIDADE DO ESTADO DA BAHIA – UNEB
    AUTORIZAÇÃO: DECRETO 92937/86, DOU 18/07/86 - RECONHECIMENTO: PORTARIA 909/95, DOU 01/08/95.
    DEPARTAMENTO DE EDUCAÇÃO – CAMPUS XV VALENÇA – BA
    DOCENTE: Cora Corinta
    DISCENTE: Idalina Cunha, Jacira Luiz,Manuela Santiago, Manuely Anjos, Nayara Santana,Paula Rebouças.

    TEMA: A merenda escolar e a desigualdades de gênero.
    DIA da apresentação: 26 de novembro de 2012.

    Introdução do tema.
    IREMOS DISCUTIR A RESPEITO DA MERENDA ESCOLAR, E DESIGUALDEDE DE GÊNERO NO CONTEXTO ESCOLAR, A NOSSA PESQUISA ESTÁ BASEADOS EM FONTE DA INTERNET, NAQUAL BUSCAMOS TEORICOS QUE DISCUTE O TEMA PROPOSTO.
    IREMOS ABORDAR A FALTA DA PARTICIPAÇÃO DOS PAIS NO COTIDIANO ESCOLAR DOS SEUS FILHOS NA ESCOLA, FAZENDO UMA RELAÇÃO ENTER A ESOLAS PRIVADA E A PÚBLICA. DISCUTIREMOS TAMBÉM O GOSTO DOS ALUNOS EM RELAÇÃO Á MERENDA ESCOAR.

    MARIA EULINA, P. C. RELAÇÕES ENTRE FAMÍLIA E ESCOLA E SUAS IMPLICAÇÕES DE GÊNERO.
    Centro de Educação. UFPB. Disponível em:< http://www.scielo.br/pdf/%0D/cp/n110/n110a06.pdf.> acesso em : 16 de nov2012.
    Disponível em: Revista de Nutrição. Print ISSN 1415-5273. Vol.18. nº2.Campinas Mar.Abr.2005. acesso em: 16 nov.2012.

    Fatores condicionantes da adesão dos alunos ao Programa de Alimentação Escolar no Brasil. Disponível em: acesso em: 16 nov 2012.
    CASTRO, Josué. O Brasil e a fome. Disponívelem:acesso em:16 de nov 2012.

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  95. Palavras-chave: família-escola; desempenho escolar

    A educação é um dever da família e da escola. Ambas devem interagir para garantir os direitos da criança nas questões referentes
    ao ensino, dando-lhes suporte e apoio para o pleno desenvolvimento da
    aprendizagem.
    Por meio dos resultados obtidos com a pesquisa, conclui-se que, embora a família seja fundamental no processo de desenvolvimento integral das crianças, ela não pode assumir sozinha a culpa pelo sucesso ou pelo
    fracasso escolar dos alunos, pois o bom ou o mau desempenho escolar não depende exclusivamente da participação/presença ou não da família na escola. Outros inúmeros fatores (sociais, políticos, econômicos e culturais)
    influem no desempenho, bem como no sucesso ou no fracasso escolar dos alunos, inclusive o tipo de participação requerido para a família.
    Entre esses inúmeros fatores também estão a aparelhagem da escola, os métodos de ensino, a formação dos professores, o número de alunos
    por classe (Paro, 2007), as funções extracurriculares assumidas pela escola
    (Abramowicz, 1997), os baixos salários dos professores, a estrutura física
    e material, o regime de funcionamento escolar em vários turnos (Nunes,
    1996 apud Coelho, 1997), os modelos de avaliação utilizados (Franco

    Revistaescola.abril.com.br










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  96. Os deveres da família

    Até o século 19, a separação de tarefas entre escola e família era clara: a primeira cuidava daquilo que à época se chamava "instrução", que na prática era a transmissão de conteúdos, e a segunda se dedicava à "Educação", o que significava o ensinamento de valores, hábitos e atitudes. "A Era Moderna deixa nebulosa essa divisão do trabalho educacional. Reconhecida como um valor de ascensão social para as classes surgidas com a urbanização, a Educação passa a ser objeto de atenção das famílias e as expectativas em relação à escola se ampliam", diz Maria Amália de Almeida, da UFMG. Na prática, a escola passou a ser reconhecida como um espaço de aprendizagem dos conteúdos e de valores para a formação da criança. Assim, as fronteiras se tornaram confusas. As responsabilidades da escola já foram detalhadas na reportagem ao lado. Mas, o que se pode esperar das famílias, além de que elas garantam o ingresso e a permanência das crianças em sala de aula?
    Quando se sentem integradas, elas passam a participar com entusiasmo das reuniões e se tornam parceiras no desafio de melhorar o desempenho dos filhos. Com o intuito de indicar caminhos para a participação mais efetiva das famílias, o projeto Educar para Crescer, iniciativa da Editora Abril e da Universidade Anhembi Morumbi, vai lançar a partir de 26 agosto o Guia da Educação em Família, que será encartado em diversas publicações da editora. Esse material, assim como o folheto Acompanhem a Vida Escolar dos Seus Filhos, do Ministério da Educação, traz orientações simples sobre como os pais podem trabalhar com a escola. Entre as dicas, estão:
    - Ler para as crianças ou pedir para que elas leiam para eles.
    - Conversar sempre com os filhos sobre assuntos da escola.
    - Acompanhar as lições de casa e mostrar interesse pelos conteúdos estudados.
    - Verificar se o material escolar está completo e em ordem.
    - Zelar pelo cumprimento das regras da escola.
    - Participar das reuniões sempre que convocados.
    - Conversar com os professores.

    http://revistaescola.abril.com.br/gestao-escolar/diretor/escola-familia-493363.shtml

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  97. Equipe: 4
    Componetes: Andréia Brasil,Amanda da silva,Bárbara Regina, Cídia De Jesus, Jessica Santos, Lidiane Cardoso, Marilene Andrade.
    Tema:rendimento escolar e a presença da merenda.
    o discurso do grupo gestor da escola,especificamente a direção administrativa e a coordenação comunitária,merenda escolar se define como uma atividade essencial para a escola,tanto quanto as atividades de ensino e aprendizagem. Ao priorizar na concepção de aluno a carência e a fome, a merenda deveria até evoluir de complemento alimentar para uma refeição, porque ela significaria para a maioria das crianças a refeição principal do dia e a única garantida,contribuindo para o aumento da importânciada escola.Enfim, uma questão de sobrevivência. Ao associar merenda à sobrevivência, à carência, tomam como referência alguma situação prática que presenciaram ou da qual foram informados. Pressupondo que as famílias da maioria dos alunos sobrevivem de um salário mínimo ou menos,de renda incerta ou vivem o desemprego, comparam tal situação à vida das serventes da escola,que, apesar de receberem um salário mínimo, disputam as sobras de merenda para levar para casa.Para os professores, a merenda escolar é uma idade essencial na escola,um importante complemento com função tríplice: ajudaria a recuperar a deficiência alimentar do aluno;determinaria a frequênciado aluno; e contribuiria para melhor aprendizagem.A essência do discurso dos professores está marcada pela associação da merenda ao estado de carência e de fome do aluno.Em face dessa concepção, a merenda emerge, na fala de alguns professores , como um fator determinante tanto endimento escolar do aluno.É explícita a ideologia da carência, que concebes camadas populares apenas como uma boca faminta e uma barriga vazia. Satisfeita a fome, pessoa tornarse-ia feliz, porque sua vida giraria em torno da barriga.Isso contradiz as práticas alimentares das pessoas do sertão, local de origem da maioria das famílias do bairro. No sertão, predomina o gosto pela mesa farta, a alegria de ter comida e o status que essa posse dá ou a tristeza do não ter; enfim,nosso jeito brasileiro de apreciar a mesa grande, farta, alegre harmoniosa(DAMATA, 1997b, p. 62).
    Alguns os professores ressalta, quando há merenda,os alunos ficam felizes, alegres, não faltam e apresentam rendimento satisfatório em aprendizagem; na falta, o rendimento cai devido à falta de predisposição e vontade dos alunos, que não se concentram,ficam tristes, irritados, mais agitados e difíceis de ontrolar.Trata-se de rumor social sobre o qual não há evidências consistentes que indiquem que tenha acontecido.Como consequência dessa representação de aluno carente, faminto, que iria à escola somente para comer.A origem dessas idéias remonta a uma tradição de estudos em ciências humanas dos anos 1960, período em que as camadas populares passam a ter maior acesso às escolas públicas. Os estudos dessa época procuram mostrar que o baixo rendimento escolar das crianças de camadas populares decorria de deficiências em seu desenvolvimento biopsicossocial.Conhecidas nos meios educacionais como teorias da privação cultural ou da carência cultural, essas teorias buscam as razões do baixo rendimento escolar nas próprias crianças e nas suas precárias condições de vida e de alimentação. Afirmam que as crianças de classes populares fracassam na escola porque são portadoras de déficit cognitivo,atraso de desenvolvimento motor,perceptivo e emocional e deficiências na linguagem. As deficiências apontadas seriam as causas do baixo desempenho dessas crianças nas aprendizagens escolares, nos testes de inteligência e também da ausência de comportamentos esperados pela escola (disciplina, concentração, motivação para a aprendizagem etc.).
    As causas da desnutrição e suas conseqüências para desenvolvimento das crianças podem ser analisadas segundo duas perspectivas distintas.
    www.scielosp.org/scielo.

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  98. A uma tese que afirma que o baixo rendimento escolar tem relação com a desnutrição a qual levaria a uma deficiência cognitiva e linguística levando a uma dificuldade no aprendizado e que crianças com desnutrição sofrem de deficiência física e mental.
    Nisto existe uma conceituação que toda criança pobre passa fome, e é desnutrida quando se trata em justificar seus problemas no rendimento escolar, ou seja, a culpa por uma péssima qualidade de ensino é da fome levando ao conceito de que a merenda escolar erradique os problemas, quando na verdade deveriam ser analisados vários outros fatores, com isso esquecem de justificar que essas crianças frequentam a escola em numero reduzido, mais o interessante e que deixam de separar a o que fome e desnutrição sendo que desnutrição por sua vez, ocorre quando a fome se mantém em intensidade e tempo tão prolongados, que passam a interferir no suprimento energético do organismo, e fome é a necessidade básica de alimento que, quando não satisfeita, diminui a disponibilidade de qualquer ser humano para as atividades cotidianas e também para as atividades intelectuais, de qualquer forma as crianças que sofrem de desnutrição grave em que é afetado seu metabolismo neurológico não estão nas escolas por que o índice de mortandade é altíssimo, sendo assim a merenda escolar não chega até as crianças com desnutrição grave, como tampouco tem sido suficiente para alterar o estado nutricional de qualquer criança, mais não se pode deixar de aceitar que a merenda escolar serve no entanto para suprir as necessidades do dia, ou seja, da “barriga vazia”, que compromete a atenção de qualquer ser humano.
    Então seria a incapacidade da criança no que diz respeito ao aprendizado produto das desigualdades sociais? Talvez, as desigualdades impedem o acesso das crianças de classes populares a um ensino de qualidade, isso não podemos negar, na verdade não dar pra medir a capacidade mental de uma criança apenas levando em conta os contingentes culturais os quais é considerado padrão, a formas de linguagem, estilo, expressão e até mesmo de raciocínio, que cada um trás vem de uma séries de experiências do seu social o qual estão inseridos e que não podem ser consideras como inferior no que diz respeito a uma avaliação as demais crianças de classes sociais mais elevadas. Na verdade a desigualdade social é um grave problema que gera conseqüência muito grave, em relação ao aprendizado, mais se dado a oportunidade para esses indivíduos de classes menos favorecidas é aberto assim um grande caminho a trilar por ele, pois somente através de uma educação de qualidade que se pode obter cidadão melhor e uma sociedade mais consciente e uma igualdade social. Na verdade por falte de investimento em ensino de qualidade, inúmeros jovens acabam se distanciando de melhorar e alcançar um status social melhor, e aumentar sua renda econômica, muitas crianças largam a escola muito cedo para trabalharem e ajudarem na renda familiar, com isso se tornam adultos analfabetos que não conseguem um emprego “bom”.

    Referência;
    http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0103-40142006000300015&script=sci_arttext

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  99. O filme faz uma comparação entre o antigo comércio de escravos e a atual exploração da miséria pelo marketing social que formam uma solidariedade de fachada, e revela as contradiçoes de um país em permanente crise de valores, levando as pessoas que o assistem a perceber com lucidez o que já aconteceu e está acontecendo no mundo e dentro de si mesmo (imaginação sociológica). No filme também são utilizadas as crônicas de Nireu Cavalcanti, do final do século XVIII, extraídas do ArquivoNacional do Rio de Janeiro. O diretor Sérgio Bianchi, aborda dois recortes temporais: -De um lado, o século XVIII, com a escravidão, o comércio de escravos em grande expansão do varejo ao atacado. Do outro lado, os tempos atuais, com a exclusão social e a miséria, que se tornam um novo comércio, comércio este composto por empresas chamadas ONGS, transformando os problemas sociais em verdadeiras oportunidades de negócios. Nesse novo comércio, o capital é formado pelo dinheiro público e o produto a ser negóciado, como nos tempos anteriores, gente. O filme traz à tona a permanência na atualidade de nosso passado escravista, deixando clara a impossibilidade de olhar o presente sem levar esse passado em conta, assim como as persistentes desigualdades econômicas, sociais e de direitos no país nos levando a uma trans- avaliação de valores.
    Misturando as duas épocas com a repetição de alguns atores em situações semelhantes, o roteiro mostra dois desfechos para o filme, criando uma duplicação de possibilidades que surpreende o expectador. Bianchi parece nos dizer que é impossível ficar diante ou atento a essa realidade de disparidades sem o choque ou o constrangimento, e que talvez essas sensações sejam de alguma forma produtivas para tirar algumas pessoas de um mundo mágico, recheado de slogans em prol da solidariedade e da responsabilidade social, levando-as a uma visão autoconsciente. A crítica de Bianchi recai, portanto, sobre aquilo que muitos têm entendido como solução ou alternativa para os dilemas inerentes ao capitalismo – as ONGs.
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    Fonte: http://pt.shvoong.com/entertainment/movies/1943652-quanto-vale-ou-%C3%A9-por/#ixzz2DqIp8Uwm

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  100. Equipe: Adenilson Argolo, Kelle Vidal, Manuela Braga, Noélia Rodrigues
    Tema: A política agrária na merenda escolar

    O Brasil a muito tempo vem passando por reformas agrárias na merenda escolar, se fizemos um paralelo com décadas atrás, iremos perceber o avanço da mesma.Em algumas cidades existem convenio entre prefeitura e associações que fornecem as escolas alimentos produzidos pela própria comunidade.
    Foram criados vários programas pelo governo para inclusão da política agrária na merenda escolar, dentre eles destacamos o PAA (Programa de Aquisição de Alimentos da agricultura familiar), o objetivo dele é garantir o acesso aos alimentos em quantidade, qualidade e regularidade necessárias a população em situação de insegurança alimentar nutricional e promover a inclusão social no campo por meio do fortalecimento da agricultura familiar. O PAA incentiva a produção e o consumo de alimentos regionais com a finalidade de resgatar e preservar os costumes, hábitos e culturas regionais.
    Outro programa é o PRONAF (Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar), que financia projetos coletivos ou individuais que geram renda aos agricultores familiar e assentadores da reforma agrária. O programa oferece baixas taxas de juros dos financiamentos rurais, além das menores taxas de inadimplência entre os sistemas de credito do país.
    Segundo a lei n° 11.947/2009, todos os alunos têm direito a merenda escolar desde o ensino infantil ao ensino médio, incluindo a educação de jovens e adultos, além disso, 30% dos recursos destinados a compra de alimentos pelo PNAE (Programa Nacional de Alimentação Escolar), deve ser utilizado na compra de produtos produzidos pela agricultura familiar da região.
    Dessa forma a alimentação torna-se mais rica e dinamiza economicamente a renda da região.

    Referencia

    GRISA, Catia,et al.O programa de aquisição de alimentos (PAA) em perspectiva: apontamento e questões para o debate.Disponível em:< HTTP://www.oppa.net.br/acervo/publicações/pesquisa_AABR_texto_PAA_versão_livro.pdf> Acesso em: 14nov.2012.


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  101. Componentes: Jaciara Passos, Lígia Lima e Thaiara Oliveira.

    Tema: "As crianças das séries iniciais de escolas públicas vão a escola pela merenda escolar?"

    Apresentação dia 03 de Dezembro de 2012

    Síntese:

    Inúmeros estudos têm apresentado argumentos no que se refere ao impacto da nutrição no desempenho dos estudantes. Muitos autores afirmam que uma alimentação adequada proporciona um maior rendimento escolar, equilíbrio necessário para o crescimento e desenvolvimento de um indivíduo.
    Segundo eles, quando o aluno satisfaz suas necessidades nutricionais, sem sombra de dúvidas, poderá alcançar melhores resultados no processo de aprendizagem. Isso implica dizer que a alimentação está vinculada ao rendimento escolar do aluno, podendo o mesmo ser considerado um elemento essencial que contribui na educação.
    Tais evidências justificam o esforço do governo ao longo dos anos em instituir o Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) que visa garantir a alimentação escolar a todas as crianças matriculadas na rede pública de ensino, atender as suas necessidades nutricionais, fornecer condições para o aprendizado, entre outros objetivos, no período em que permanecem na unidade educacional. E por fim, combater a evasão escolar dos alunos de escolas públicas do país.
    O programa é visto como uma questão social, tomando um sentido de combate à fome, miséria, relevante como indicadores educacionais de redução na evasão escolar e repetência.
    A essência dos discursos de muitos professores de escolas públicas brasileiras está marcada por um pensamento de que a merenda escolar é uma atividade essencial na escola, um importante complemento com função tríplice: ajudaria a recuperar a deficiência alimentar do aluno; determinaria a frequência do aluno; e contribuiria para melhor aprendizagem.

    Questiona-se então, até que ponto o fracasso escolar nas escolas públicas brasileiras tem a ver com a merenda escolar? Será que as crianças das séries iniciais vão à escola pela merenda escolar? Ou este é um discurso já preconizado pelos gestores e professores de que sem merenda na escola haverá um fracasso Escolar?

    Apontar a situação de fome/desnutrição como argumento explicativo central do fracasso escolar é cair numa espécie de "armadilha sociológica", que leva a pensar que a escola deve, prioritariamente, alimentar seus alunos, pois do contrário, eles não terão condições de estudar. Nesse caminho, perde-se a central da questão: prioritariamente, a escola tem de ministrar conteúdos a seus alunos, e não colocar a questão da falta de merenda nos estabelecimentos escolares como causa de um insucesso nas salas de aula.

    Referências:


    • GOMES, Sônia M° F. P. Oliveira; MAGALHÃES, André. Qual a Relação entre Merenda Escolar, Carência e o Distúrbio Nutricionais e a Defasagem Idade-Série do Aluno de 1° a 8° Séries de Escolas Públicas Brasileiras? Disponível em: < http://www.bnb.gov.br/content/aplicacao/eventos/forumbnb2011/docs/2011_qual_relacao.pdf>. Acesso em 25 nov. 2012.

    • HOLLANDA, Eliane. A Merenda pode ajudar a Superação do Fracasso Escolar? Disponível em: . Acesso em: 15 nov. 2012.


    • SILVA, Josinéia Batista. Política de Alimentação e Nutrição Escolar: Um Estudo de Caso na Escola Municipal de Ensino Fundamental João Alves Torres. Disponível em: . Acesso em: 18 nov. 2012.









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  103. TEC II
    Movimentos sócias a partir dos anos 1930.

    Fundado em 1932, o Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Campos(RJ) é considerado o primeiro sindicato de trabalhadores rurais (STR)(MEDEIROS, 1989, p. 27). Constituído por pequenos lavradores e cortadores de cana-de-açúcar, sua proximidade à capital nacional no Rio de Janeiro fez com que virasse um sindicato modelo. Contudo, até o fim de 1931, outros seis sindicatos rurais já haviam sido reconhecidos pelo governo. A programada Aliança Liberal, liderada por Getúlio Vargas, pregava um desenvolvimento econômico mediado pelo conceito corporativista de sindicalização, como maneira de organizar as forças produtivas da sociedade e assim pacificar os conflitos gerados. A ideia já estava sendo instituído no estado natal de Vargas, o Rio Grande do Sul, mas não na área agrícola. Inicialmente, outros campos eram mais propícios para experimentar com a organização sindical, principalmente os setores industriais e comerciais, onde o governo encontrou mais apoio dentro da classe dominante. Assim, a meta de instigar a formação de mais sindicatos rurais, programada pelo primeiro ministro de trabalho do governo Vargas, ficou longe de ser cumprida já que não foi registrado nenhum aumento no número de sindicatos rurais reconhecidos pelo governo até 1960(WELCH, 1999, p. 54-58; LINHARES & DA SILVA 1999, p. 125-35).
    A sindicalização dos trabalhadores rurais também foi desejada pelo Partido Comunista Brasileiro (PCB).
    Na ideologia deste partido, o camponês faria parte da classe trabalhadora e deveria ser organizado e mobilizado junto aos operários urbanos para construir e fortalecer o proletariado que um dia tomaria o poder e construiria o comunismo no mundo. Por isso, a organização classista foi um passo importante e, portanto, o sindicalismo rural recebeu apoio constante do PCB. De 1949 até 1964, o setor do campo do partido publicou primeiro jornal camponês de circulação nacional – Terra Livre – redigido unicamente para identificar os problemas dos trabalhadores rurais e mobilizá-los para reivindicar soluções frente às autoridades.
    Entre os inimigos da sindicalização, a resistência de grupos de fazendeiros, usineiros e outros patrões e políticos foi tão grande que nem a Constituição de 1946 conseguiu segurá-los. Foi a oligarquia rural, principalmente do Rio Grande do Sul e São Paulo, que bancou e facilitou a mobilização da sociedade civil em apoio ao golpe militar, revogando a Constituição e introduzindo duas décadas de ditadura.


    Referencia

    WWW.uel.br/grupo-pesquisa/gepal/revista1aedição/Ir64-75pdf

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  104. O atual conceito de fome

    A FOME é caracterizada pela ausência ou presença em quantidades exageradas de certas substâncias alimentares, tais como os sais minerais, as vitaminas, as proteínas e as gorduras. Ela é proveniente de uma má-alimentação − monotonia ou desequilíbrio alimentar representando o aspecto qualitativo da questão. E é justamente neste aspecto das fomes parciais, em sua infinita variedade, que Castro se detém tanto em Geografia da Fome.
    Geografia da fome, o dilema brasileiro: pão ou aço que foi publicada em primeira edição no ano de 1946. Livro clássico do Professor Josué de Castro Nela o autor realiza uma análise do espectro da fome investigando este fenômeno terrível nos quinze anos que precederam a sua publicação. Castro retrata os reflexos da fome em um Brasil subdesenvolvido que apresentava à época uma economia tipicamente colonial na qual se destacava o café e outros minguados produtos primários para exportação, e, nesse sentido, afirmava que fome e subdesenvolvimento é, na realidade, a mesma coisa.
    Com Josué de Castro temos o atual conceito de fome, não apenas visto como fenômeno puramente médico ou biológico, mas também social histórico e político. Além disso, devido a uma postura mais crítica de Josué de Castro que assume nos anos 1940, o conceito de fome também recebe um novo contorno: o caráter subversivo. O conceito passa a ter também um caráter crítico, como resultado direto do processo do desenvolvimento do sistema capitalista. A fome como consequência do subdesenvolvimento e ao mesmo tempo o seu motor.

    Josué de Castro chega a afirmar que a fome não é mais do que a mais trágica expressão do desenvolvimento dos países mais ricos que se sustentam na exploração dos países mais pobres, provocando-lhes não só a fome quantitativa, aguda ou manifesta, mas também a fome qualitativa ou oculta.

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  106. O Acompanhamento Familiar no Desenvolvimento Educacional da Criança.

    Palavras chaves: Educacional, criança, família.


    Questão de partida: Como estimular os pais acompanhar o desenvolvimento do seu filho?


    A família é à base de formação e construção do ser na sociedade, sendo o ponto de referência da criança, que antes mesmo de nascer, seus pais já possuem um pré-planejamento para designar como essa criança vai aprender descobrir e apropriar-se dos conhecimentos da maneira mais sensata possível para construir sua identidade, integrando-se na sociedade como ser crítico e participativo em busca da melhoria do meio social em que vive, dessa forma a família como precursora e incentivadora da construção da autonomia desse ser, deve sempre possuir tempo para participar e interagir com as instituições que auxiliam nessa formação.
    Porém muitos pais têm deixado a criança se socializar com outros e eles vivem como estranhos, não tendo contato afetivo, de confiança e principalmente de estimulo educacional. O interesse pelos meios de comunicação através das tecnologias tem rompido com o contato familiar.
    A criança escolhe algo. Se é gostoso vai em frente. Se encontra dificuldades, larga. É uma geração com muita iniciativa e pouca "acabativa", que está indo para escola sem grandes motivações de estudo e dificilmente se adaptará ao sistema psicopedagógico clássico (TIBA, 1998, p.28-29).
    Por esse motivo a escola não está conseguindo abranger conhecimentos paratodos, porque a criança chega na escola sem nenhuma bagagem dificultando o aprendizado.Família e escola devem manter parceria, pois, é através delas que a criança consegue desenvolver-se satisfatoriamente, expressando seus sentimentos, satisfazendo suas necessidades, interesses e desejos, reconstruindo um novo mundo.[...] Dizem os psicólogos e confirmam, na prática, professores e psicopedagogos, que não há desenvolvimento equilibrado e saudável da criança, sem a família. A escola contribui para socialização crescente da criança, porém, é na família que ela encontra todos os insumos necessários (autoestima, afetividade, confiança, motivações intrínsecas, quadro de emoções saudáveis, aceitação, autonomia, intencionalidade, decisão, maturidade, respeito, elementos de reciprocidade etc.) para aguar este processo de socialização e de socio-afetividade, chão e base de sustentação para o desenvolvimento da aprendizagem (CARNEIRO, 2010, p.43).
    Portanto, é de primordial importância, que a família e a escola estabeleçam momentos de interação e discussão sobre a educação da criança ficando a cargo de cada um assumir suas responsabilidades e trabalhando em conjunto para que se obtenha bons resultados.



    A IMPORTÂNCIA DO MEIO FAMILIAR NO PROCESSO DE APRENDIZAGEM DA CRIANÇA Acesso em:05 dez 2012.
    Escola da família gestão da qualidade. . Acesso em: 04 dez.2012.

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  107. O discurso de fome começa no Brasil com Josué de Castro e o novo olhar que ele traz sobre o tema que antes era identificada como simples falta de alimentação depois dele passou a ser visto o seu caráter endêmico como força social, ou seja, a fome é a fonte de todo problema social, essa ideia de alguma forma se perpetuou até hoje.
    “A fome, um mal maior da sociedade brasileira, teria seus dias contados: palavra dos ideólogos da nutrição! Deter a sua fúria era uma questão “moral e cívica”? Talvez, uma fúria que teria a sua gênese no imaginário da herança escravocrata no Brasil: uma “mancha” na nação brasileira”. (OLIVEIRA,1998, p.25 e 26).
    Mas desde que o conceito de fome começou a ser discutido não se procurou soluções plausíveis para solucionar esse problema nem os outros que surgem junto com ele, pois é muito mais fácil para o governo usar o problema como apelo politico e midiático, direcionando apenas paliativos para a resolução do problema, para assim tentar continuar silenciando o povo. O discurso de fome desde seu surgimento até a atualidade reduz as pessoas ao estômago e tenta fazer com que os sujeitos esqueçam os verdadeiros problemas sociais e emocionais que as rodeiam.
    [...], “tais intelectuais seguem tratando a questão da “fome”, alimentando um conceito para o sujeito (ser) da “fome” que, na nossa compreensão toma “outro”, supostamente, como inferior e incapaz de pensar os rumos políticos da sua condição humana”. (OLIVEIRA, 2008, p. 76).
    A merenda escolar é um dos subterfúgios usados pelo governo para encobrir os verdadeiros problemas da educação. Como um dos problemas que eles fazem a propaganda é que a merenda escolar contribui para o melhor rendimento da criança na escola, o que não acontece, pois nada tem a ver a fome com o desenvolvimento cognitivo do aluno e sim a desnutrição quando em sua fase grave.
    (Moyses e Collares, 1997) apud, (Sawaya, 2006, p.135) “A fome é a necessidade básica de alimento que, quando não satisfeita, diminui a disponibilidade de qualquer ser humano para as atividades cotidianas e também para as atividades intelectuais. Porém, uma vez satisfeita a necessidade de alimentação, cessam todos os seus efeitos negativos, sem quaisquer sequelas.”
    Concluindo, a fome é um problema social sério a ser superado, mas que ela não seja utilizada como subterfúgio midiático e governamental para se alcançar o ibope ou se eleger, deixando de lado toda necessidade mínima humana de alimentação, saúde, educação e segurança.

    REFERÊNCIAS:

    BONFIM, João Bosco. As Políticas Públicas Sobre a Fome no Brasil. Disponível em: . Acessado em:12/12/2012.
    SAWAYA, Sandra Maria. Desnutrição e baixo rendimento escolar: contribuições críticas. Disponível em: . Acessado em: 12/12/2012.
    OLIVEIRA, Corinta Macêdo. Arautos da Nutrição: uma palavra em “merenda escolar”. Elementos na invenção da “fome” brasileira

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  108. Desigualdades sociais

    A educação é indispensável ao desenvolvimento das potencialidades do ser humano, é a base do desenvolvimento social e econômico e é determinante para a diminuição das desigualdades regionais. Individualmente, a maior escolaridade favorece a introdução no mercado de trabalho com melhores salários e coopera para o fortalecimento da consciência crítica e pleno exercício da cidadania.
    Em um país como o Brasil passivo de desigualdades e de exclusão social, não se pode pensar em desenvolvimento sem considerar como um objetivo prioritário a eliminação da pobreza absoluta e redução significativa da desigualdade, por meio de políticas de proteção e promoção social que resgatem o imenso contingente de brasileiros.
    O conceito de desigualdade social é um leque que compreende diversos tipos de desigualdades, desde desigualdade de oportunidade, até desigualdade de escolaridade, de renda, de gênero, etc. De modo geral, a desigualdade econômica é a mais conhecida é chamada imprecisamente de desigualdade social, dada pela má distribuição de renda. No Brasil, a desigualdade social tem sido um cartão de visita para o mundo, pois é um dos países mais desiguais.
    Concluindo sem um planejamento estratégico que atenda a todos os problemas do país não vai haver solução dos problemas atuais de nossa sociedade e que tende a si amontoar.

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  109. Referências para leitura:

    A MERENDA ESCOLAR NA VIRADA DO SÉCULO agenciamento pedagógico da cidadania
    Ricardo Burg Ceccim
    http://emaberto.inep.gov.br/index.php/emaberto/article/viewFile/1006/909

    O homem do campo e suas verdades.
    http://sentinelacultural.bligoo.com.br/o-homem-do-campo-e-suas-verdades

    O HOMEM E A TERRA NO BRASIL.
    http://www.angelfire.com/zine/cocozine/homemxterra.htm

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  110. Discentes: Elisângela Bárbara e Miralva Nunes.

    Falar sobre o tema: A Merenda Escolar a as Desigualdades Sociais Culturais na Educação requer de nós docentes exploração literária em todos os campos em que diz respeito à merenda escolar, sabendo que devemos ser atentos para não sermos ludibriados da verdadeira realidade que existe por trás de toda a história.
    O que foi tratado pela nossa equipe composta por nós Elisângela e Miralva, juntamente com Isadora, Juvenício e Joilson é a outra face da realidade, pois o discurso de fome que é mantido pelas redes sociais e algumas literárias, onde induzem a opinião de que a merenda escolar é o pivô da repetência e evasão, nos despertou a entender esta ideologia e a partir da nossa visão crítica a tal afirmação chegamos a uma conclusão que o discurso da merenda escolar é apenas uma desculpa governamental para manter a desigualdade social em educação.
    Numa pequena dramatização demonstrada em sala, tentamos despertar a turma em relação ao assunto, mostrando a desigualdade entre dois estudantes sendo um de classe baixa onde estava sem se alimentar, pois a escola não ofereceu merenda e outra de classe alta onde expôs ter se alimentado com qualidade. No decorrer da dramatização, foi observado e discutido entre dois professores aposentados (dramatização) toda a observação entre os estudantes que num determinado momento o aluno aparentemente desnutrido teve a capacidade de explicar sobre a matemática para a estudante de classe a alta teve dificuldade para assimilação. A mensagem que o grupo quis transmitir foi a quebra de paradigmas onde também o ser inferior ( podre ) pode demonstra capacidade intelectual como o de classe alta ( rico ).
    O fracasso escolar na verdade está nas políticas educacionais onde não é aplicado uma educação coerente ao espaço de cada estudante, sem corpo docente preparado, sem espaço físico adequado onde proporcione satisfação e material didático que leve a ludicidade como fator atrativo para as crianças, mas, embora se alimentar é importante, o vilão de todo fracasso escolar é a merenda.

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  111. Baixo Rendimento Escolar

    Muito se tem afirmado que a desnutrição é um dos mais graves problemas sociais do Brasil, e também um dos grandes responsáveis pelo baixo rendimento escolar.
    A fome é a necessidade básica de alimento que, quando não satisfeita, diminui a disponibilidade de qualquer ser humano para as atividades cotidianas e também para as atividades intelectuais. Porém, uma vez satisfeita a necessidade de alimentação, cessam todos os seus efeitos negativos, sem quaisquer sequelas.
    A desnutrição, por sua vez, ocorre quando a fome se mantém em intensidade e tempo prolongados, que passam a interferir no suprimento energético do organismo. Os resultados dessas investigações levam à conclusão de que todas as crianças vítimas de desnutrição sofrem de deficiências físicas e mentais que as impediriam de aprender, assim afirma pesquisas . As causas da desnutrição e suas consequências para o desenvolvimento das crianças podem ser analisadas segundo duas perspectivas distintas. A sua estrutura familiar e suas condições de vida.
    A reprovação feita nas escolas públicas contra crianças e jovens é uma violência que a prejudica, pois não recupera suas deficiências, eles as levam para toda a sua vida como um fracasso. Não existem diferenças de desempenho entre estudantes no sistema de ciclos e no de reprovação por séries. Os alunos dos ciclos são os que menos abandonam a escola e têm mais chances de sucesso profissional.
    O nosso pais é dominado pela “pedagogia da repetência”, que acha mais fácil reprovar alunos que ensiná-los. Precisamos cumprir o que diz a LDB, o papel do professor não é ensinar, é levar o aluno a aprender.

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  112. Brasil, um país campeão em desigualdade social: a questão do fracasso escolar nas series iniciais de escolas públicas.

    Palavras chaves: desigualdades sociais; educação; discurso de merenda escolar.

    Apesar dos avanços conquistados nos últimos anos, mesmo assim o Brasil continua sendo o campeão em desigualdades sociais. Na verdade a desigualdade social é um grave problema que gera consequências muito grave principalmente na educação, pois somente através de uma educação de qualidade que se podem obter uma sociedade consciente e uma igualdade social. Mais não podemos reduzir esse problema das desigualdades sociais ao fracasso escolar.
    A merenda escolar é uma atividade essencial na escola, um importante complemento para uma melhor aprendizagem e desenvolvimento dos educandos, mais apenas fornecer a merenda escolar não resolveria o problema de repetência dos alunos das series iniciais, pois existem diversos fatores que contribuem para o fracasso escolar. Mas infelizmente ainda existem discursos de professores em escolas públicas, que reduzem a criança a seu estômago, salientando que o fracasso escolar não é só presente em escolas publicas brasileira, em instituições privadas também existem índices de repetências, então porque isso acontece? Este é um discurso preconceituoso pelos gestores e professores de que sem merenda na escola, não haverá um aprendizado significativo.



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  113. O BAIXO RENDIMENTO ESCOLAR: FOME E DESNUTRIÇÃO NAS SÉRIES INICIAIS
    DA ESCOLA PÚBLICA.

    A abordagem e discussão do tema acima mencionado requer um aprofundamento detalhado das condições sociais, econômicas e políticas principalmente a partir da década de l930 até nossos dias. Estudiosos em várias áreas do conhecimento tem se manifestado sobre a referida problemática como na area literária: Graciliano Ramos, Eça de Queiroz, Josué de Castro, Euclides da Cunha etc. na ára área musical: Luiz Gonzagsa, Patativa do Assaré, no cinema: Glauber Rocha, Lima Barreto etc., e podemos elencar dezenas de estudiosos que já se manifestaram saobre este tema. Na realiade o problema da fome, da seca e da desnutrição estão presentes como fatos históricos e atuais. Injunções políticas eleitoreiras também influenciam negativamente na solução desses problemas como a insdústria da seca, prograsmas assitencialistas do governo, que são preocupações temporárias. No nosso caso se deve ater no processo ensino-aprendizagem e indagar da seguinte forma: Um aluno com fome tem um aprendizado satisfatório? a fome chega a penetrar de forma concreta sala de aula? Nós Educadores/Pedagogos temos que estar na vanguarda de forma hegemonica apontando soluções e encaminhamentos dessas problemáticas que por incrível que possa parecer já que somos a sexta economia do planeta e questões como essas são recorrentes na área educacional brasileira.Porém na escola pública existe o programa de merenda escolar em contrapartida a evasão escolar e a repetência são elevados. Todos esses dados apontados acima merece um ato de reflexão e uma crítica no sentido de que a engrenagam educasial no sentido da gestão escolar não anda de maões dadas com a qualidade e o bem desempenho do ensino principalmente nas séries iniciais de enssino da escola pública.

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    1. Conceber a fome como uma herança histórica e cultural, é entender que os avanços na área são poucos ao considerarmos a gravidade do problema. Podemos elencar inúmeros fatores que corroboram para a propagação da miséria no país, mas basta apenas evidenciarmos o fator desigualde social/econômica e política, e a má distribuição de renda.

      O Brasil constenta a ideia de que o rico cada vez fica mais rico e o pobre cada vez mais pobre. Não desconsidero as inciativas do governo para a minização do problema, mas aclaro que estas iniciativas apenas minimizam, não resolvem.


      Ao pensarmos a pobreza no espaço educacional, vislumbramos, primeiro: A má Qualidade da Educação Básica Pública, que vem lentamente dando curtos passos no sentido de avanço; e a necessidade do aluno pobre aprender frente a tantos desafios. Almejando o tão propagado discurso: "Para Tornar-se alguém na vida." O problema está nos caminhos que que este jovem aprendiz enfrenta para ostentar um diploma.

      As possibilidades de sucesso não são muitas, mas o otimismo deve prevalecer... pois o objetivo é desconstruir os caminhos de uma pedagogia elitista, num mundo novo, que ofereça subsídios para a construção da igualdade, com a universalização de saberes perenes. Talvez esse seja o caminho para a tão sonhada educação que queremos.

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  114. As desigualdades sociais que se perpetuaram através dos séculos(2ª versão). - TEC III

    Identifico, desde as minhas incursões escolares no curso de licenciatura em pedagogia, que as desigualdades sociais não é algo recente, que tenha chegado junto com o século XXI. No Brasil, em particular, ela tem suas origens desde a colonização a partir de 1500 com a vinda dos europeus, o tráfico negreiro e a escravização de negros e também de índios; esse por certo pode ser considerado entre nós brasileiros o marco inicial: o sistema escravocrata. Nele, negros e índios por muito tempo, e possivelmente até então, foram considerados como seres inferiores, sendo constantemente desrespeitados e tratados como marionetes comandadas pelos seus “senhores”.
    Ao fazer um paralelo desse contexto histórico com os dias atuais, veremos que apesar da Lei Áurea ter assinado a liberdade dos povos africanos e afro brasileiros e a constituição assegurar que todos somos iguais e possuímos os mesmos direitos, na prática não é isso que acontece. Ao serem libertados os escravos não possuíam muitas opções de “caminhos” a serem seguidos, sendo assim alguns deles voltavam para suas terras de origem, outros buscavam meios de sobreviver no Império em que estavam.
    Mas quais as perspectivas de vida para os povos negros? Para onde iriam? Onde trabalhariam? Os senhores já não tinham interesse na mão-de-obra dos mesmos tendo em vista que os imigrantes já haviam começado a chegar. Se oportuno, afirmo que os “ex-escravos” a exemplo da cidade do Rio de Janeiro, se viram obrigados a viverem nos morros (LADO A LADO) e trabalharem por conta própria nos pequenos espaços que conseguiam.

    Hoje podemos entender o porquê de tantas pessoas vivendo em periferias e em situação de extrema miséria. Não foram, dadas aos seus antecedentes condições para que os mesmos crescessem e se desenvolvessem, e atualmente essas condições ainda são negadas a essa população carente.
    Como pode esses cidadãos crescerem se a educação (que é um dos meios para que as pessoas se desenvolvam social e criticamente) é oferecida a eles com péssima qualidade, onde existem professores despreparados, escolas sem infra-estrutura adequada e um ambiente que não desperta nenhum interesse nos alunos e não o estimula a voltar, acrescentando ainda o fato de muitos deles terem que deixar a escola para ajudarem a família nas despesas, por viverem na pobreza.
    Portanto não ocorreram grandes mudanças em nosso país com o passar dos séculos, ainda existem muitos “escravos” gritando uma falsa liberdade. Insistimos em temer os poderosos “coronéis”, pois eles ainda detêm o poder, tomam decisões por nós, nos obrigam a seguir suas regras, e nos induzem a ficarmos calados. E enquanto continuarmos quietos e totalmente passivos, sem percebermos a força que temos, a historia continuará a mesma.

    REFERÊNCIAS:
    Quanto Vale ou é por Quilo? Direção de Sergio Bianchi. Rio de Janeiro: RIOFILME, 2005.

    PINSKY, Jaime (Org.). O ensino de história e a criação do fato. 14 ed. São Paulo, SP: Contexto, 2011. 138 p.

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  115. Cultura Afro-brasileira e Indígena nas escolas. - TEC III

    Não podemos negar a grande influência africana que os negros trouxeram para o nosso país, especialmente para a Bahia, um estado considerado negro, entretanto a cultura afro-brasileira é pouco valorizada em nossa nação e apesar de ONG’s e outros órgãos buscarem ampliar as discussões sobre a temática ela ainda é pequena. A escola sendo um espaço de construção e transmissão de conhecimento cumpre um papel importantíssimo nesse processo, ou pelo menos deveria.
    Os índios foram os primeiros donos desta terra, e a cultura deles é gigantesca, indo além das línguas e da facilidade de manejo com o meio ambiente. Como diria Germano Maia (1983), “A História que se aprende
    partiu de mil e quinhentos. Se diz que foi neste ano que teve o descobrimento; mas da raiz da História há pouco conhecimento.” Refletindo sobre o poema, somos obrigados a concordar com o poeta, porque não vemos escola alguma trabalhar a história do índio, é como se o Brasil só passasse a existir com a vinda dos europeus. A prova de que não houve preocupação com os índios é que desde crianças vemos em nossos livros didáticos o termo “descobrimento do Brasil”. Como descobrimento se outros povos já habitavam esta terra?
    Não é necessário que se esqueça das datas comemorativas, como o dia do índio, consciência negra e a libertação dos escravos, até porque elas têm grande importância para nossa sociedade, e resulta de uma luta histórica. Porém as escolas ficam presas a estas datas, como se o ensino da cultura indígena e afro-brasileira coubesse unicamente neste dia, e por reduzir o índio e a cultura negra em datas, é que se passa a fantasiar a história das mesmas.
    Segundo a Lei nº 11.645 de 10 de março de 2008 que altera a 9.394/96, em seu artigo 1º, § 1o diz que:
    O conteúdo programático a que se refere este artigo incluirá diversos aspectos da história e da cultura que caracterizam a formação da população brasileira, a partir desses dois grupos étnicos, tais como o estudo da história da África e dos africanos, a luta dos negros e dos povos indígenas no Brasil, a cultura negra e indígena brasileira e o negro e o índio na formação da sociedade nacional, resgatando as suas contribuições nas áreas social, econômica e política, pertinentes à história do Brasil.
    Embora a lei obrigue as escolas, públicas ou privadas, insiram em seu currículo a história e cultura afro-brasileira e indígena, na pratica isso não acontece por motivos variados, dentre eles a falta ou a má formação dos professores. As práticas de ensino para falar da cultura negra e indígena ainda continuam arcaicas e pouca coisa mudou.
    A consciência negra torna-se o dia de falar das comidas típicas e do candomblé, como se toda a historia do negro se resumisse a estes quesitos, grandes nomes que fizeram história em nosso país e até mesmo no mundo, são desconhecidos pelos alunos e em alguns casos até mesmo pelos professores.
    Os índios são praticamente esquecidos das escolas, pois se os negros tem o dia da “consciência negra” que mesmo com equívocos as instituições buscam trabalhar alguns aspectos, para eles nada restam. O 19 de abril no ensino fundamental II e no ensino médio, já não é mais lembrado, e nas séries iniciais se resume apenas em produzir cocares e flechas como se fossem alegorias de carnaval, pois não há nenhuma preocupação em mostrar o contexto histórico para os alunos.

    REFERÊNCIAS

    MAIA, José Germano. Um povo sem rosto. São Paulo, Paulinas, 1983, p. 7-12. Série "Caminhos de Escravidão".

    Ministério da Justiça. LEI Nº 11.645, DE 10 MARÇO DE 2008. Disponível em: . Acesso em: 26 jul. 2012.

    NOBRE, Domingos. Lei nº 11.645 História e Cultura Afro-Brasileira e Indígena no Currículo. Como Trabalhar? Disponível em: . Acesso em: 13 jul. 2012.

    PINSKY, Jaime (Org.). O ensino de história e a criação do fato. 14 ed. São Paulo, SP: Contexto, 2011. 138 p.

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  116. Uma reflexao da educaçao e o discurso de fome no Brasil

    Como qualquer outro tema de interesse público, a fome continuará a ser discutida na sociedade brasileira, mesmo no dia em que for superada entre nós. Tanto a sociedade organizada quanto o governo ou as pessoas individualmente continuarão a produzir falas, textos, artigos, enfim, discursos sobre a fome. Mas aqueles que realmente buscam fazer esta discussão para superar a fome devem ter em mente uma perspectiva crítica. Em outras palavras, devem buscar abordagens que permitam ver de que “fome” é essa que estão falando. A natureza da produção, distribuição e consumo dos textos faz com que estes venham carregados dos valores associados a seus produtores e patrocinadores. Ao analisar, constatamos que, em grande parte, podemos considerá-los como veiculadores de ideologia, ou seja, como sustentadores da dominação; por outro lado, em menor proporção, constatamos que tais textos (formas simbólicas) serviram, também, como elementos de resistência às estruturas dominantes de poder. O discurso da mídia se revelou ideológico, por exemplo, ao“racionalizar” o problema da fome, e legitimar pontos de vista que argumentavam pela não gravidade dessa questão. Outro mecanismo foi o reenquadramento da “fome” como uma questão meramente médico-nutricional e não de natureza social e política. Esse tipo de discurso – mesmo que não tivesse a intenção de – acabava por legitimar a situação de fome, pois negava que esta fosse de natureza política, originada pela má redistribuição de renda.Outra forma de confirmar as crenças sobre a fome esteve na menção que fez aos participantes “sem-poder” e no uso que faz de suas vozes, ao apresentar a fome como aceitável para eles e, portanto, contribuir para a coisificação dessa ocorrência. O léxico também revelou o funcionamento ideológico da linguagem, por exemplo, no modo como representou a Ação da Cidadania contra a Fome, a Miséria e pela Vida, em que as palavras utilizadas remetem à fome como situação passageira e, portanto, contribuem para naturalizá-la e reificá-la. É preciso estar atento para o caráter dramático da fome e para os sentimentos que ela desperta. É natural, por exemplo, que desperte a caridade, a solidariedade. Diante de uma situação de fome, espera-se que os conterrâneos, compatriotas, irmãos de crença, etc. se comovam e se movam para superar tal situação. Se foi um desabamento, um incêndio ou uma seca que provocou a fome, é natural que haja movimentos para socorrer as vítimas. Mas se não for essa fome ocasional, essa fome tem profundas raízes na (não) distribuição de riquezas. É nessa raiz que o problema deve ser atacado. Mas, se os agentes não são identificados, não há como movê-los, demovê-los, fazê-los agir.

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  117. Discurso de fome no Brasil a partir de 1930


    A discussão sobre fome surgiu no país no ano de 1932 com Josué de Castro e seu livro “O problema fisiológico da alimentação no Brasil” e desde então este assunto vem sendo discutido ao longo dos anos. Após a questão ser encarada com mais objetividade na conferencia de alimentação de Hot springs, foi criado o órgão FAO que por anos teve como diretor Josué de Castro que fez o possível para modificar o modo de pensar da população de dos cientistas que atuam na área de alimentação.

    Neste contexto João Bosco Bezerra Bonfim, em seu artigo publicado no ano 2000, nos trás a seguinte inquietação:

    Qualquer política em torno da fome deve observar como esta tem sido encarada no contexto social brasileiro: o que se disse, o que se pensa, o que se faz. O que dizem as ciências, o que faz a sociedade civil, como age o governo. Por último, verificar o que dizem os cientistas sociais em torno da resolução do problema da fome.

    Com este pensamento no remete a pensar que a fome no contexto brasileiro se tem uma vertente de que a mesma é um problema de ordem nacional e que vem sendo tratada com certo descaso pelas áreas competentes, mesmo com todas as lutas já travadas ao longo dos anos os governos não tem olhado com atenção a esta questão tão importante. O governo nos últimos anos se fala bastante de programas sócias para erradicação da fome no Brasil, mas não basta apenas criar programas de melhoria financeira é necessário também criar oportunidades de melhoria de vida, pois não basta dar o peixe se faz necessário ensinar a pescar. Como diz a frase de Lao-Tsé
    “Se deres um peixe a um homem faminto, vais alimentá-lo por um dia. Se o ensinares a pescar, vais alimentá-lo toda a vida”.
    E é esta a verdadeira luta de Josué, que se faça uma reforma no sistema, pois não há limitações na produção das forças naturais da alimentação o problema esta na política, e na desigualdade econômica social e na divisão de grupos, que vem travando batalhas entre uns contra os outros os maiorais taxados como dominantes e os “Famintos” taxados como dominados.


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  118. Continuação do texto acima...

    Segundo a revista Rubra edição nº. 4 “A fome é utilizada pelos dominadores como um instrumento muito subtil e eficaz da sua política. A fome e a guerra não obedecem a qualquer lei natural. São, na realidade, criações humanas, adiantando mesmo que, muito mais grave do que a erosão da riqueza do solo, que se processa em câmara lenta, é a violenta erosão da riqueza humana, é a interiorização do homem provocada pela fome e pela subnutrição”.

    Esta é a verdadeira luta travada por Josué de Castro contra a política da fome para que não haja dominantes e dominados haja apenas “alimentados” de corpo de e de alma.
    Pois o mesmo fala de fomes parciais, essas fomes específicas, em sua infinita variedade, que não é apenas a fome de comida.
    Pois na sociedade em que vivemos mesmo que o operário de classe baixa tenha comida na mesa ainda são taxados como famintos.
    Então para estas mudanças acontecerem e que crianças tenham um melhor desempenho escolar sem ser consideradas incapazes só por não estar devidamente alimentada, se faz necessário uma política social emancipadora como diz Demo, 1996 b: p. 84 citado em Bonfim, 2000 “uma política social precisa ser emancipadora. E terá esse caráter a política social que contribua para a cidadania; políticas que não atendam a esse requisito serão ou tuteladoras ou assistencialistas”.

    REFERENCIAS

    REVISTA RUBRA acessado em 13/12/2012 ás 17:28. Disponível em http://www.revistarubra.org/?page_id=58


    BOMFIM, João Bosco Bezerra. A fome no Brasil: o que se diz, o que se fez,
    o que fazer* Artigo baseado na dissertação de mestrado O discurso da mídia sobre a fome, UnB, 2000. Disponível em:
    http://www.senado.gov.br/senado/conleg/artigos/especiais/afomenobrasil.pdf/ acesso em: 13 de dezembro de 2012.


    ALVES, José Jakson Amâncio. Uma leitura geográfica da fome com Josué de Castro. Revista de Geografia Norte Grande, 38: 5-20 (2007) disponível em: http://www.geo.puc.cl/html/revista/PDF/RGNG_N38/art01.pdf acesso em: 14 de dezembro de 2012.













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  119. São inúmeros os fatores que conduzem a criança ao insucesso. Na maioria das vezes, esses fatores não são considerados quando se refere à criança que não alcançou um ensino de qualidade. O que é necessário levar em conta é que todos os indivíduos adicionam e reagem ao aprendizado de formas adversas, e quando uma criança é considerada fracassada em seus estudos, isto significa que a mesma está sendo mal direcionada em seus estudos.
    O fracasso escolar é uma questão delicada, precisa ser refletida por todas as escolas que diagnosticarem esse problema. A análise pode ser feita a partir do meio social e das próprias informações que as crianças trazem a escola. Toda atitude do aluno, seu comportamento representa as condições em que ele vive, sejam psicológicas, emocionais e sociais. A reação do aluno e o seu fracasso pode ser a resposta para o problema incompreensível, detido pelo aluno e condenado pelo professor.
    Assim como os alunos, suas respectivas famílias vêem na escola a oportunidade de mudança de vida, isso é um dos motivos que garantem a inserção da criança nas instituições de ensino, é interessante que a escola abrace essa causa, podendo garantir assim, a captação das potencialidades dos educandos. A escola e a família podem analisar problemas como estrutura da escola, e outros fatores que podem motivar, influenciar ou alterar suas perspectivas de vida, e não simplesmente atribuir o insucesso da criança a deficiências que possivelmente deverão ter. Essa interação entre família e escola, ajuda a construir o processo ensino-aprendizagem, também pode ajudar a identificar o insucesso do aluno.
    Em suma, buscar soluções para o fracasso escolar não consiste apenas em culpar o aluno, mas em ampliar este foco, abrindo espaço para outras questões que também influenciam no processo ensino-aprendizagem como a instituição, a metodologia de ensino, a relação aluno-professor, o conhecimento que cada aluno traz consigo, entre outros aspectos.

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  120. A concepção do erro na aprendizagem
    No texto de Nogaro e Granella, intitulado: O erro no Processo de Ensino e Aprendizagem, trás alguns aspectos contraditórios quando se refere à avaliação do aluno ”A avaliação crítica vai está inserida dentro de um ensino integral, no qual o professor acompanha o processo de desenvolvimento pelo educando, podendo ajudá-lo no seu processo escolar, fundamentado no dialogo, reajustando continuamente no processo de ensino, aonde todos chegam a alcançam com sucesso o objetivo definido, revelando suas potencialidades.”. Imaginem uma sala com quarenta ou mais alunos, o professor terá grandes dificuldades para acompanhar estes alunos individualmente, neste contexto esta atividade de avaliação tornar-se complicada.
    Com relação à idéia do erro, a palavra erro nos remete ao verbo errar com uma interpretação textual de fracasso. “Ato ou efeito de errar, juízo falso; incorreção; inexatidão; desvio do bom caminho; falta.” (FERREIRA, 1986, p.679). Na escola o erro é adotado com três teorias psicológicas existentes na educação perante o educador: erro com concepção de fato inaceitável – punição; erro com concepção de fruto de um acontecimento natural que o aluno vai aprender com o tempo – romantismo; erro com concepção problematizada – invenção e descoberta. O nosso sistema escolar esta ensinando como sendo certo e verdadeiro apenas o que eles dizem ser, está cheio de preocupações sobre os resultados obtidos, em que o aluno deve seguir uma lógica única, de um só saber, reconhecendo um conjunto de conhecimentos como único e legitimo.
    Enfim, convivemos em uma sociedade formada por sujeitos de cultura múltipa, é preciso compreender isso, reconhecer o diferente e não punir ou excluir o aluno ou qualquer outra pessoa quando a mesma errar, e sim ajudá-lo a superar e motivá-lo a aprender, afinal, o erro faz parte da aprendizagem.

    REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA
    NOGARO, Arnaldo. GRANELLA, Eliane. O erro no processo de ensino e aprendizagem.

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  121. Leitura e escrita: Numa perspectiva de melhor compreensão do mundo
    A leitura e a escrita são elementos facilitadores da expressividade, por isso é importante a motivação de quem lê ou escreve; que as temáticas estejam próximas da realidade, e do cotidiano para que ela possa fazer um "elo" de comunicação com o seu mundo. A leitura normalmente é mais fácil que a escrita, por isso o educando pode ler textos grandes, mas escrever fica difícil. Aprende-se a ler lendo e ouvindo bons leitores.
    Para (GUERRA 1998) nos Parâmetros Curriculares Nacionais, em que a escola deve viabilizar o acesso do aluno ao mundo dos textos que circulam na sociedade e ensinar a manejá-los com eficácia. Esses documentos mencionam, ainda, entre seus objetivos, a competência literária, que se deve explorar e estimular nos alunos, decorrente de uma visão dos textos em geral como modelo de produção. Concebendo o texto literário como patrimônio cultural, situação privilegiada para o exercício imaginário humano, reserva-lhe lugar nas atividades didáticas de escrita e leitura de textos. Nessa perspectiva, a literatura aparece integrada às práticas de leitura e produção de textos e ao lado de textos não literários de todo tipo: receitas, bilhetes, convites, histórias em quadrinhos, reportagens jornalísticas.
    Canuto 2010, trás que nos Parâmetros Curriculares Nacionais (PCNs), a leitura possui uma função de extrema importância no ensino-aprendizagem dos alunos, uma vez que a partir do desenvolvimento da sua competência leitora esse aluno poderá tornar-se proficiente em todas as disciplinas. Essa competência, por sua vez, será construída pelas práticas de leitura presentes dentro da sala de aula, com a finalidade de formar leitores e produtores de textos aptos para o manejo claro e definido de diversos gêneros textuais. Portanto, o aluno precisa compreender a necessidade e os benefícios que uma boa prática de leitura pode lhe proporcionar, principalmente nas suas relações sociais.
    REFERENCIA BIBLIOGRÁFICA
    O ENSINO REFLEXIVO DA LEITURA E DA ESCRITA, GUERRA, Vânia Maria Lescano (UFMS), 1998.
    CANUTO, Maurício. Leitura e os Parâmetros Curriculares Nacionais, Publicado em 18 de fevereiro de 2010 em Educação.

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  122. Ao povo brasileiro são atribuídas características próprias que perduram desde o período de colonização até o século XXI. Estas características demonstram o quanto esses cidadãos são gentios e ordeiros, acolhedores por origem. Afinal de contas, advieram de um país verde, azul e amarelo, “onde tudo o que se planta dá” e principalmente, de uma raça miscigenada; uma nação ‘gigante pela própria natureza’, que esbanja saúde e belezas únicas que a difere de quaisquer outros países presentes no globo terrestre. Os brasileirinhos aprendem desde cedo a orgulhar-se deste tão rico país. Aprendem que nossos campos têm mais flores e os nossos bosques têm mais vidas, que esta pátria é mãe gentil e nada nos faltará.
    Entretanto, na prática o país é subdesenvolvido. A miséria e a pobreza ocupam espaço de ascensão social. Onde a riqueza é para poucos... E ao nascer descobrimos que nem tudo que se planta, realmente dá!

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  123. Nutrição e o Rendimento Escolar.

    A alimentação é um direito humano, dever do Estado e de cada pessoa em particular. Estudos básicos e programas intersetoriais têm sido realizados para a compreensão e solução dos problemas da alimentação no Brasil, usando diferentes indicadores. Vários programas de alimentação, governamentais e não governamentais, existem no país. Recentemente, o mais importante e louvável programa de combate à fome no país é ligado aos alimentos, dentro do conceito de Segurança Alimentar e Nutricional. Mas é a educação, o direito à alimentação, à boa alimentação, à segurança da alimentação, nutricionalmente saudável, diária e contínua, a base e a garantia do pleno desenvolvimento físico e intelectual de cada pessoa e, consequentemente, de sua qualidade de vida. A alimentação é mais condicionante para uma educação de qualidade, é necessário romper com essa visão simplista de que o “povo” quer comida, o povo também quer lazer, segurança, ou seja, o indivíduo precisa de qualidade de vida, e a falta desses aspectos influencia diretamente nos resultados escolares, ou seja, no rendimento escolar, não adianta o individuo ter todos esses aspectos nutricionais superados e os demais estarem em desarmonia, isso não garante necessariamente o sucesso do rendimento escolar e na vida do individuo que quer se desenvolver fisicamente e mentalmente.

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  124. A república, efetivamente, dividiu a imagem do homem do campo. Foram constituídos novos segmentos intelectuais. De um lado, pregavam o progresso baseado nos moldes europeus e do outro, nascia a necessidade de viver e transformar a realidade brasileira. Monteiro Lobato, foi um militante de nobres causas, engajado no interesse por tudo o que era rural. Diz-se que na República velha, éramos um país rural. Éramos? Acredito que não perdemos este título, pois somos um país de riquezas e misérias. Riquezas mal distribuídas, concentradas nas mãos de poucos, e misérias abundantemente distribuídas nas mãos de muitos, taxados de “caipiras”. Sim, “caipiras”, nomenclatura atribuída pelos poucos, aos muitos que nada tem, além do trabalho digno e nenhum direito social. Todavia, no trecho do poema abaixo fica claro a relação campo e cidade, dependendo dos olhos de quem os vê. Vejamos:
    Ao entardecer, debruçado pela janela,
    E sabendo de soslaio que há campos em frente,
    Leio até me arderem os olhos
    O livro de Cesário Verde.
    Que pena que tenho dele! Ele era um camponês
    Que andava preso em liberdade pela cidade.
    Mas o modo como olhava para as casas,
    E o modo como reparava nas ruas,
    E a maneira como dava pelas cousas,
    É o de quem olha para árvores,
    E de quem desce os olhos pela estrada por onde vai andando
    E anda a reparar nas flores que há pelos campos ...
    Por isso ele tinha aquela grande tristeza
    Que ele nunca disse bem que tinha,
    Mas andava na cidade como quem anda no campo
    http://www.dominiopublico.gov.br

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  125. VOZES DA SECA
    A música fica bem mais convincente e emocionante quando destinada aos cantores que colocam nela toda a sua emoção e conhecimento das vivências de sua cultura. Por esse motivo, a música VOZES DA SECA, ficou tão bem representada pelo nordestino Luiz Gonzaga, o rei do baião!
    Veja o trecho abaixo, que eterniza a garra do povo nordestino:
    Dê serviço a nosso povo, encha os rio de barrage
    Dê cumida a preço bom, não esqueça a açudage
    Livre assim nóis da ismola, que no fim dessa estiage
    Lhe pagamo inté os juru sem gastar nossa corage

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  126. A partir de leitura de textos, do livro Recreio e das discussões em sala de aula, pude observar que a maioria da turma considera a fome como um precedente muito relevante para o nível de repetência escolar. Embora, nas leituras realizadas esta realidade seja desmitificada elencando demais fatores que interferem bem mais que a fome propriamente dita, como por exemplo, a falta de acesso a uma escola com estrutura de qualidade, saúde e até mesmo a falta do conjunto familiar, para que o aluno possa se sentir pertencente ao mundo em que vive. Por tanto, encaramos de caráter de urgência políticas públicas que dignifiquem o cidadão como todo, buscando sanar estes problemas geradores da fome, da repetência, da seca, da pobreza, da falta a moradia, para que de fato a sociedade se contextualize como deve ser igualitária a todos não a uma minoria. Vários são os autores que buscam soluções para a fome e discutem da sua interferência na vida escolar da criança e observam que este não é o fator predominante [...], “tais intelectuais seguem tratando a questão da “fome”, alimentando um conceito para o sujeito (ser) da “fome” que, na nossa compreensão toma “outro”, supostamente, como inferior e incapaz de pensar os rumos políticos da sua condição humana”. (OLIVEIRA, 2008, p. 76).

    OLIVEIRA, Corinta Macêdo. Arautos da Nutrição: uma palavra em “merenda escolar”. Elementos na invenção da “fome” brasileira

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  127. DESIGUALDADE SOCIAL E FOME
    Parafraseando Karl Marx, Tudo o que era sólido se desmancha no ar. O pensamento do autor nos faz refletir a existência de uma conexões relacionada a fome e desigualdade social, ambas, tendem a fazer parte de uma mesma moeda.
    Não se discute aqui, a afirmação de que a causa direta da fome esta simplesmente na extensa desigualdade social observada atualmente no Brasil. E, abrangida também por uma gama da população menos favorecida no mundo inteiro.
    No entanto, o que se observa no momento atual é que as correntes ideológicas tentam dissociar desigualdade social e fome com a precípua finalidade de se eximir da ”culpa”. Isto é, da responsabilidade de equacionar o problema o problema da fome que poder não ter relação direta com a desigualdade social, mas pode ser o grande divisor de águas para resolver e equacionar as consequências decorrentes desta dicotomia.
    Percebe-se que em função dessa discrepância as mazelas da fome tem se alastrado concomitantemente pelo país com implicações desastrosas como (doenças, enfermidade e moléstia) dado a precarização no mundo do trabalho. Fruto da terceirização, privatização e introdução de novas tecnologias no campo. Uma intensa demonstração disso é o fato do inchaço das cidades e a existência de um exercito de reserva, ocasionando por demissão em massa, que repercutir ora positivamente, ora negativamente nas dimensões da vida dos indivíduos,
    Tais dimensões pode estabelecer no ser humano um processo reflexivo que em sua maioria sentem-se culpado pelo processo de precariedade e risco social o qual foi inserido. E, a fome pode ser uma das mais significativa e desastrosa expressão das mazelas decorrente da crescente concentração da riqueza em mãos de poucos. Uma vez que o individuo fica expropriado dos meios para realizar trabalho e sem condições de vender sua força de trabalho, assim, prover suas necessidades básicas.
    Com efeito, parece-nos improvável que no momento atual contemporâneo existam pensamentos que ainda comungam de ideologia que desassocia a questão da fome a desigualdade social. Entende-se também, que para equacionar a questão da fome hoje no Brasil, é preciso um consenso que avalie parâmetros que proporcione uma redistribuição de renda mais “leal”, que garanta condições de dignidade humana a todos os indivíduos.

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  128. A quesstão do discurso de fome se revela pela falta de alimentos que atinge um número elevado de pessoas no Brasil e no mundo.Contudo apesar dos grandes avanços econômicos, sociais, tecnológicos, a falta de comida para milhares é resultado da desigualdade social,a falta de dinheiro alimenta negativamente esse quadro.Sobretudo não há como negar que em muitos lugares do mundo inteiro a miséria ainda é progressiva,no entanto um país como o Brasil isto não deveria acontecer, jamais, afinal, com toda a evolução e a tradição de dinheiros investidos no país, a miséria era pra ser algo totalmente descartado,sem contar com instabilidade política; ineficácia e má administração dos recursos naturais; a guerra; os conflitos civis; o difícil acesso aos meios de produção pelos trabalhadores rurais, pelos sem-terras ou pela população em geral; as invasões; o deficiente planejamento agrícola; a injusta e antidemocrática estrutura fundiária, marcada pela concentração da propriedade das terras nas mãos de poucos; o contraste na concentração da renda e da terra num mundo subdesenvolvido; a influência das transnacionais de alimentos na produção agrícola e nos hábitos alimentares das populações de Terceiro Mundo; a utilização da "diplomacia dos alimentos" como arma nas relações entre os países; a relação entre a dívida externa do Terceiro Mundo e a deteriorização cada vez mais elevada do seu nível alimentar e a relação entre cultura e alimentação.
    È de fundamental importancia que o ser humano tenha alimentação adequada e saudável é a realização de um direito humano básico, com a garantia ao acesso permanente e regular, de forma socialmente justa, a uma prática alimentar adequada aos aspectos biológicos e sociais dos indivíduos, de acordo com o ciclo de vida e as necessidades alimentares especiais, pautada no referencial tradicional local. Deve atender aos princípios da variedade, equilíbrio, moderação, com proteínas, vitaminas, sais minerais, lipídios.
    Conclui se então é preciso que desevolvamos uma nova optica sob uma nova sociedade, que atenda aos direitos e às necessidades básicas da população: educação, saúde, reforma agrária, política agrícola, demarcação das terras indígenas e das terras remanescentes dos quilombos, distribuição de renda, reforma fiscal e tributária, moradia. Onde haja novas relações de trabalho e de gestão da empresa, criando uma economia de comunhão comprometida com a solidariedade e atenta às exigências da população brasileiras.

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  129. A Fome Zero Zerou
    ________________________________________
    Caju & Castanha


    A fome zero zerou, e a fome zero zerou, tem gente
    passando fome e a comida não chegou. E a fome zero
    zerou e a fome zero zerou, tem gente passando fome e a
    comida não chegou!!!

    refrão:
    A fome zero zerou, e a fome zero zerou, tem gente
    passando fome e a comida não chegou!!

    Peço ao nosso presidente que nos dê mais atenção,essa
    tal de fome zero tá uma esculhambação, arrecada as
    comida mas não chega pro povão!
    Disseram que acabava com a fome no Brasil, depois que
    ele ganhou pegou o vôo e sumiu e a fome zero foi, para
    a ponte que caiu!!

    Refrão:

    Nosso povo do Brasil disse esse é sangue novo, além de
    ser nordestino ele é homem do povo, armaram uma arapuca
    e o povo caiu de novo!Tem gente comendo ovo, outros
    comendo sardinha, come pirão de café e carcaça de
    galinha e os homens no avião vivendo de ladainha!!

    Refrão:

    Eu vi um cabra falar, agora o Brasil acertou, este
    homem é metalúrgico, pobre e trabalhador, conhece meu
    sofrimento, meu lamento e minha dor, ele um dia até
    falou que se viesse a ganhar, o salário dobraria para
    a fome acabar, mas comprou um avião só pra ele
    passear!!

    Refrão:

    Aumentou vinte reais, fizeram encenação, eu estava
    almoçando quando vi foi o plantão, eu disse agora vem
    cem mas só mandaram vintão! Foi uma decepção, como é
    que pode viver, o pobre só leva fome e não tem pra
    onde correr, porque com esse salário não dá nem pra
    ele morrer!!

    Refrão:

    O pobre é sempre enganado e mesmo assim não convém,um
    vem e lhe dá um troquinho, lhe tapia muito bem, ele
    fica embevecido e vota no pior que tem! Faz 4 anos que
    vem, de novo ele é enganado, a mulher dele falando tu
    és um abestalhado só agora tu tá vendo que teu voto
    foi errado!!

    Refrão:

    Desde o início ele fala nessa tal de fome zero, ehtra
    ano e sai ano e o povo dizendo eu quero, e a comida
    dessa fome que acabou ficando em zero, prometer ela
    promete, ninguém sabe onde e quando, já falava seu
    Mané,pensei que tava mudando, confiei na fome zero e
    acabei foi me lascando!!

    Refrão:

    Só nosso Deus verdadeiro pra ter dó dessa nação,dá
    saúde para o povo, trabalho e disposição, e a gente
    não cai mais na boca desses leão! Você me presta
    atenção, está dado meu recado, cada um que senta lá
    deixa o Brasil mais lascado e o povo tá vivendo
    levando a vida de gado!!

    Refrão:
    E a fome zero zerou e a fome zero zerou, tem gente
    passando fome e a comida não chegou, e a fome zero
    zerou e a fome zero zerou, tem gente passando fome e a
    comida não chegou!!

    Link: http://www.vagalume.com.br/caju-castanha/a-fome-zero-zerou.html#ixzz2SeGdzVwN

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  130. A desigualdade social e a pobreza são problemas sociais que afetam a maioria dos países na atualidade. A pobreza existe em todos os países, pobres ou ricos, mas a desigualdade social é um fenômeno que ocorre principalmente em países não desenvolvidos.
    As desigualdades sociais são em grande parte geradas pelo jogo do mercado e do capital, assim como é também verdade que o sistema político intervém de diversas maneiras, às vezes mais, às vezes menos, para regular, regulamentar e corrigir o funcionamento dos mercados em que se formam as remunerações materiais e simbólicas.Na sociedade contemporânea, a desigualdade social é um fenômeno que ocorre em quase todos os países do globo.Isso é caracteristica da má distribuição de renda em uma população.
    Entretanto o principal desafio encontrado é promover o direito ao cidadão viver dignamente, tendo real participação da renda de seu país através da educação e de oportunidade no mercado de trabalho e, em situações emergenciais, receber do governos benefícios sociais complementares até a estabilização de seu nível social e meios próprio de sustento.

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  131. Quanto vale? ou É Por Quilo? Dirigido por Sérgio Bianchi, tenta nos mostrar de forma chocante a realidade atual em que os indivíduos de baixo poder aquisitivo se situam na sociedade. Através do filme apresentado em sala de aula , autor faz um paralelo entre passado e presente, utilizando a vida no período da escravidão e a sociedade brasileira nos tempos atuais, focalizando as semelhanças existentes no contexto social e econômico das duas épocas.
    Inicialmete o filme começa na época da escravidão, onde o que parecia boa vontade virava um negocio muito lucrativo, como a relação do senhor e o capitão do mato. A escravidão era explicita e vista como um comércio, banalizando a vida do escravo. Contudo abordagem do filme em questão pautavase pela exploração da miséria como combustível de um novo comercio composto por empresas interessadas pelo “marketing social” que na verdade era uma solidariedade de fachada.Sendo que esse comércio foi transformado em um mercado rentável pela falta de controle social dos recursos públicos.A principal ideia trazida no filme é apontar que a dura realidade que essas pessoas vivem sirva para acordar os que vivem num mundo mágico e que ainda não sabem, ou finjem que não sabem, que ela existe e estará presente cada vez mais na vida deles, e que é impossível não se constranger e tomar uma atitude por menor que seja em relação à essa situação.

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  132. UNIVERSIDADE DO ESTADO DA BAHIA – UNEB
    AUTORIZAÇÃO: DECRETO 92937/86, DOU 18/07/86 - RECONHECIMENTO: PORTARIA 909/95, DOU 01/08/95.
    DEPARTAMENTO DE EDUCAÇÃO – CAMPUS XV VALENÇA – BA
    DOCENTE: Cora Corinta
    DISCENTE: Idalina Cunha, Jacira Luiz,Manuela Santiago, Manuely Anjos, Nayara Santana.

    TEMA: A merenda escolar e a desigualdades de gênero.
    DIA da apresentação: 26 de novembro de 2012.

    Introdução do tema.
    IREMOS DISCUTIR A RESPEITO DA MERENDA ESCOLAR, E DESIGUALDEDE DE GÊNERO NO CONTEXTO ESCOLAR, A NOSSA PESQUISA ESTÁ BASEADOS EM FONTE DA INTERNET, NAQUAL BUSCAMOS TEORICOS QUE DISCUTE O TEMA PROPOSTO.
    IREMOS ABORDAR A FALTA DA PARTICIPAÇÃO DOS PAIS NO COTIDIANO ESCOLAR DOS SEUS FILHOS NA ESCOLA, FAZENDO UMA RELAÇÃO ENTER A ESOLAS PRIVADA E A PÚBLICA. DISCUTIREMOS TAMBÉM O GOSTO DOS ALUNOS EM RELAÇÃO Á MERENDA ESCOAR.

    MARIA EULINA, P. C. RELAÇÕES ENTRE FAMÍLIA E ESCOLA E SUAS IMPLICAÇÕES DE GÊNERO.
    Centro de Educação. UFPB. Disponível em:< http://www.scielo.br/pdf/%0D/cp/n110/n110a06.pdf.> acesso em : 16 de nov2012.
    Disponível em: Revista de Nutrição. Print ISSN 1415-5273. Vol.18. nº2.Campinas Mar.Abr.2005. acesso em: 16 nov.2012.

    Fatores condicionantes da adesão dos alunos ao Programa de Alimentação Escolar no Brasil. Disponível em: acesso em: 16 nov 2012.
    CASTRO, Josué. O Brasil e a fome. Disponívelem:acesso em:16 de nov 2012.

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